Um conjunto de pessoas e associações famalicenses entregaram na Câmara Municipal de Famalicão uma carta aberta a pedir que os plátanos e tílias da Av. 25 de Abril sejam classificados como conjunto arbóreo de interesse municipal.
Entre os signatários desta carta estão a Associação Famalicão em Transição, H2Ave, Vento Norte, Quercus, YUPI, Agostinho Fernandes (ex-presidente de Câmara), Nuno Travasso e Helena Freitas (professores da Universidade de Coimbra), Sandra Pimenta (jurista), Carlos Folhadela Simões (professor), Carlos Sousa (dirigente associativo), António Cândido Oliveira (professor), entre outros.
«Estamos conscientes dos múltiplos valores associados ao alinhamento de Plátanos que acompanha a Av. 25 de Abril, da Rua Adriano Pinto Basto à estação da CP, e das questões que devem ser geridas e resolvidas para compatibilizar a manutenção deste património com a vida da nossa cidade, nomeadamente a resolução dos problemas do pavimento, correção do alinhamento das guias (de preferência alargando as caldeiras) e eventuais incómodos resultantes da queda das folhas no outono. Ao mesmo tempo, são conjuntos arbóreos de grande porte como os Plátanos da Av. 25 de Abril que garantem a existência de corredores verdes entre as áreas naturalizadas dispersas pela cidade, para além do importante papel que desempenham na regulação da temperatura, humidade e sensação de bem-estar ao circular-se em contexto urbano», sublinham.
Recordam que este conjunto arbóreo (ginkgo bilota, tílias e plátanos) faz parte da vida dos famalicenses há cerca de 70 anos, ou seja, toda uma vida para a maioria das pessoas.
«O imponente porte destas árvores é muitas vezes contestado, mas esse atributo transforma a Av. 25 de Abril numa muralha verde, por oposição ao cinzento da cidade e amenizando as consequências das alterações climáticas – os verões tórridos, que estão previstos para as próximas décadas. Para além disso, a sua verticalidade acrescenta verde ao espaço urbano, sem ocupar o lugar das outras funções da cidade (habitação, comércio e serviços entre muitas outras funções)», realçam.
Por isso, os autores da carta aberta entendem que «preservar os plátanos da Av.ª 25 de Abril é um dever de memória, um compromisso estético, um desígnio ambiental e uma obrigação perante as próximas gerações famalicenses».