A FESTA

Recentemente Vila Nova de Famalicão celebrou e vivenciou uma festa, em honra do Santo António, denominada As Antoninas, com um levado grau de complexidade na sua organização e propostas verdadeiramente transversais para públicos e idades, de programação e envolvência dos vários grupos da sua comunidade e turistas, que nesta altura do ano nos visitam. É imperativo referir o trabalho da Câmara Municipal de V.N. de Famalicão e da enorme quantidade pessoas envolvidas, das mais variadas Entidades, profissões e níveis de responsabilidade. Uma palavra de respeito e agradecimento pela a sua qualidade, entrega e altruísmo, neste momento tão importante para a nosso Concelho. Queria destacar o trabalho das marchas, dos grupos e de todas as pessoas envolvidas na sua organização e apresentação. São fabulosas, e percebe-se que, a cada ano que passa, o nível, as exigências e o envolvimento de muitas centenas de pessoas, a planificação, as horas de ensaio, a preocupação com os detalhes musicais, coreográficos, estilísticos e de figurinos são objeto de estudo minucioso da tradição, da historia e da nossa identidade. É uma noite de celebração da nossa cultura, dos sentidos, das emoções, das cores e sons que nos diferenciam de outras culturas e comunidades.

As festas populares são recursos culturais convertidos em património imaterial, necessitam de proteção e defesa para que possam ser preservadas, vivenciadas e transmitidas às futuras gerações, mantendo a genuinidade da sua tradição em todos os seus aspetos socioculturais e políticos, nunca excluindo os religiosos. Como manifestações culturais, as festas contribuem para a afirmação da identidade cultural das comunidades locais, reforçando a diversidade cultural e atraindo, cada vez mais, um expressivo número de turistas às cidades onde estas manifestações culturais acontecem.

É curioso perceber que estas festas dos santos populares incluem um conjunto de crenças e gestos mágicos oriundos do paganismo celta. É difícil precisar onde foram os portugueses encontrar este “imagináriofantástico”, este culto do sagrado, com uma estrutura rigorosa do espaço e do tempo e onde avultavam as grandes festas da Primavera e do Outono. É neste contexto de assimilação das crenças e antigos ritos pagãos, que se perpetuaram ao longo dos séculos na tradição oral, que se deve buscar a origem da maior parte dos ritos e crenças que definem a religiosidade popular. Como exemplo, as fogueiras fazem parte da tradição pagã de celebrar o solstício deverão. Já os balões inserem-se na mesma lógica das fogueiras, ou seja, da luz e seus efeitos visuais. Antes, os balões eram lançados para anunciarem o início das festas.

Nos tempos antigos tudo começava com a expulsão do inverno pela primavera, por excelência, o ciclo natural da fecundidade dos solos e da aproximação das colheitas. Era então necessário afastar as secas, as doenças e a esterilidade com rituais e sacrifícios. O homem e a mulher tinham uma relação mais direta e íntima com a Natureza, um respeito e adoração mística por um universo comum no qual se reviam. Por esta razão, não espanta que ainda hoje Santo António e São João tenham a grande responsabilidade de serem os santos casamenteiros. Assim, os grandes santos nacionais tornaram-se, à época, aqueles aos quais a imaginação popular atribuía a milagrosa intervenção capaz de aproximar os sexos, fecundar mulheres, proteger a maternidade, como Santo António, São João e São Pedro.

Segundo Joaquim de Sousa Teixeira, a definição de festa, em síntese, comporta quatro elementos estruturantes: (I) uma celebração simbólica de um objeto (evento, homem ou divindade, fenómeno cósmico, etc.); (II) num tempo consagrado; (III) atividades coletivas múltiplas e diferenciadas; (IV) com uma função expressiva. Ou seja, a festa utiliza uma linguagem mais sensível à constituição social e da identidade, caracteriza-se por dois traços distintos, por um lado toda a atividade ritual em correlação com a organização social do tempo, a cerimónia concreta e, por outro lado, uma atividade social agradável, a festividade experienciada pelos sentidos.

A festa não é um mero produto da vida social, muito menos um simples fator de reprodução da ordem estabelecida pela via da inversão. Tal como o princípio de reciprocidade, não custa repetir mais uma vez, a festa é o ato mesmo de produção da vida. Celebrar as festas antoninas é celebrar a vida da comunidade, é cultura, memória e património. A festa é transitória, efémera, todavia, como diz tão bem Duvignaud, ela “deixa sementes que, mais ou menos tardiamente, agitam os espíritos e perturbam a sonolência da vida comum”.

 

Álvaro Santos

(Diretor e Programador da Casa das Artes)

Mau tempo “empurra” Batalha das Flores de Famalicão para o próximo domingo

O mau tempo previsto para este domingo levou ao adiamento do Desfile / Batalha das Flores, em Famalicão. A decisão foi comunicada na última sexta-feira, pela Câmara Municipal.

Inicialmente marcado para hoje, dia 10, o desfile foi “empurrado” para o próximo domingo, 17 de maio, mantendo-se previsto para o período da tarde.

Toda a programação da Festa da Flor decorre conforme o previsto.

Famalicão: Hugo Oliveira e as «coisas estranhas» de que fala o treinador do Gil Vicente na luta pelo quinto lugar

O treinador do Gil Vicente, César Peixoto, no final do encontro com o Rio Ave, na jornada passada, entendeu falar de situações estranhas na luta pelo quinto lugar. Numa eventual alusão ao polémico trabalho do árbitro Gustavo Correia, no confronto entre o Famalicão e o Benfica, o técnico gilista considerou que «nas últimas jornadas têm acontecido algumas coisas estranhas que não nos têm beneficiado. Deixem-nos competir», pediu o candidato assumido a um lugar europeu.

Pedida, este domingo, uma reação a Hugo Oliveira, o treinador do Famalicão considerou que «somos um clube quiçá tão orgulhoso da sua forma de acreditar e de estar que não olhamos muito para os outros competidores. Numa era em que se dá muita importância ao que as pessoas pensam delas próprias, da sua necessidade de aceitação e de gostos na internet… nós somos aborrecidos porque olhamos para nós e no nosso jogar. O orgulho é tanto no que temos feito que nada nos vai desviar do caminho», analisou o técnico.

O FC Famalicão, que na noite de segunda-feira visita o Estrela da Amadora, é quinto da classificação, com 52 pontos, mais dois que o Gil Vicente que é sexto.

Continental aumenta lucros para 200 milhões no primeiro trimestre

A Continental, multinacional alemã com unidade de produção em Lousado, Famalicão, registou um lucro líquido de 200 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, o que representa uma subida de 196,5% face ao mesmo período de 2025.

Apesar da redução de 10,4% na faturação, para 4.396 milhões de euros, a empresa destaca a melhoria da rentabilidade nas áreas dos pneus e da ContiTech.

O diretor executivo da Continental, Christian Kötz, refere que o grupo arrancou o ano com resultados positivos, enquanto o responsável financeiro, Roland Welzbacher, garante que a empresa continua a acompanhar o impacto das matérias-primas nos custos de produção.

A Continental mantém ainda as previsões para 2026, esperando atingir vendas entre 17,3 e 18,9 mil milhões de euros. A unidade de Lousado continua a assumir um papel relevante na presença da marca em Portugal.

Fonte: Lusa

Ninguém faltou à Ana Moura em Famalicão: A chuva apareceu e o público também

A cantora Ana Moura atuou este sábado à noite, em Vila Nova de Famalicão, naquele que foi um dos momentos mais aguardados da edição deste ano da Festa da Flor.

Apesar do mau tempo, a Praça D. Maria II ficou repleta de famalicenses e visitantes que quiseram assistir ao concerto da artista portuguesa. Ao longo da noite, Ana Moura interpretou vários dos seus temas mais conhecidos, num espetáculo marcado pela forte ligação ao público.

Entretanto, a organização anunciou o adiamento daquele que é considerado o ponto alto da Festa da Flor, o Desfile / Batalha das Flores. Devido à previsão de condições meteorológicas adversas, o evento foi reagendado para o próximo domingo, dia 17.

Dia da Europa assinalado com iluminação especial nos Paços do Concelho de Famalicão

Os Paços do Concelho de Vila Nova de Famalicão estão iluminados de azul na noite deste sábado, 9 de maio, numa iniciativa simbólica que assinala o Dia da Europa.

A iluminação especial utiliza a cor azul da bandeira europeia como forma de celebrar os valores da união, solidariedade e cooperação entre os países da Europa, evocando também a importância da construção europeia e da cidadania europeia.

O Dia da Europa é celebrado anualmente para recordar a histórica Declaração Schuman, apresentada em 1950, considerada um dos primeiros passos para a criação da atual União Europeia.

Famalicão: Equipa feminina termina época com goleada

Na tarde deste sábado, o FC Famalicão goleou, 5-1, o Gil Vicente. É com este resultado tão expressivo que termina a época desportiva.

O conjunto disputou a fase de apuramento de campeão nacional da segunda divisão, prova que terminou com 14 pontos.

Matilde Silva, Diana Meriva, por duas vezes, Catarina Pinto e Margarida Teixeira foram as autoras dos golos no último jogo do campeonato nacional da segunda divisão.

É o ponto final na presente época desportiva.