«Queremos através deste prémio reconhecer a obra de Januário Godinho, mas também contagiar pela exemplaridade, para que o processo de intervenção na reabilitação urbana preserve a memória dos edifícios, valorize a arquitetura e a intervenção no espaço público», afirmou o presidente da Câmara na entrega do Prémio Januário Godinho, cerimónia que decorreu na segunda-feira, dia 22 de janeiro.
Entre quatro projetos a concurso, obras concretizadas no concelho de Famalicão, entre 2021 e 2023, venceu a reabilitação da Quinta de Delães, enquanto o edifício da sede do Crédito Agrícola do Médio Ave mereceu uma menção honrosa.
O júri considerou-os «bons exemplos» da reabilitação urbana que preserva a memória dos edifícios e a arquitetura, requalificando o edificado.
O projeto vencedor foi promovido pela empresa Courtesywizard, que procurou manter a traça do projeto inicial do espaço, datado de 1958, e da autoria do arquiteto Mário Abreu. «Foi um cuidado que tivemos (em repor e reabilitar dentro dos parâmetros originais) até porque percebemos, desde logo, o valor do projeto inicial do edifício, construído em harmonia com toda a envolvente», referiu Manuel Reis Campos, que adquiriu a quinta e a recuperou. Engenheiro de profissão, Manuel Reis Campos assinalou a valia do prémio Januário Godinho «que reconhece não só a valorização do património, mas também de todos aqueles que intervêm no processo de reabilitação urbana».

Recorde-se que o Prémio Januário Godinho, com um valor monetário de 7 mil euros, foi criado em 2017 com o objetivo de promover a salvaguarda e valorização do património edificado do concelho de Famalicão, e a divulgação do trabalho desenvolvido por projetistas, construtores e promotores, atribuído com frequência bienal. Neste caso, como não houve intervenção de uma equipa de projetistas, o valor entregue ao promotor foi de 2 mil euros, conforme o estabelecido no regulamento do galardão.
No caso da sede do Crédito Agrícola de Famalicão, localizada no centro da cidade de Famalicão, houve um cuidado particular na preservação do espaço, «uma obra complexa, mas onde conseguimos valorizar a memória do edifício, que agora devolvemos à cidade para que dele possam usufruir como espaço de diferentes iniciativas», referiu Germano Abreu, presidente do conselho de administração da Caixa de Crédito Agrícola do Médio Ave.
Quando a Januário Godinho, foi figura incontornável da arquitetura moderna portuguesa, e em Vila Nova de Famalicão deixou alguns exemplos desta visão, de que se destaca o edifício dos Paços do Concelho e o antigo Tribunal.








