A presidente de Junta da União de Freguesias de Famalicão/Calendário, Estela Veloso, está acusada pelo Ministério Público de peculato de uso, por alegada utilização de um veículo da Junta de Freguesia para fins pessoais, nomeadamente entre o domicílio e a sede da Junta. O Ministério Público aponta quatro datas especificas no período entre 2014 e 2021, mas mergulhando na presunção de que isso terá acontecido regularmente no mesmo período de tempo.
O advogado Pedro Nascimento, que prestou esclarecimentos à Cidade Hoje, diz que Estela Veloso foi ouvida uma vez na Polícia Judiciária, mas que nunca foi ouvida pelo Ministério Público e que nunca foi pedido qualquer esclarecimento complementar sobre o caso. Ainda assim, o causídico afirma que foram enviados documentos para a Polícia Judiciária, apesar de nunca terem sido pedidos.
A notificação surgiu na semana passada e agora há vinte dias para requerer a abertura de instrução, que vai ser feita.
O advogado Pedro Nascimento refere ainda que o Ministério Público não pede a perda de mandato. Está convencido de que a arguida será absolvida «porque esta acusação não tem fundamento». Interroga-se, ainda, porque foram precisos dois anos para fazer uma acusação que diz não trazer informação relativamente aos elementos do alegado crime de peculato de uso.
Estela Veloso «sente-se profundamente injustiçada» diz o advogado, por esta acusação, que partiu de denúncia anónima, e que «está a fazer julgamento na praça pública», observa Pedro Nascimento.








