Famalicão: Centro Hospitalar quer amor e compreensão na relação entre profissionais e utentes

A voz de Carla Castro e a viola de Filipe Machado, dois enfermeiros, deram o mote, com três canções sobre o amor, para a campanha que o Centro Hospitalar do Médio Ave apresentou, na tarde desta quarta-feira, no hospital de Santo Tirso, e que amanhã, ao final do dia, às 18 horas, decorre na unidade de Famalicão.

Cantar e celebrar o amor para combater a violência, tendo como mote o ditado “Amor com Amor se Paga”, visa alertar a comunidade para «um problema grave que, infelizmente, tornou-se mais visível pelo episódio que aconteceu no CHMA», recorda António Barbosa.

A campanha, que agora se inicia, não tem fim à vista, sendo vontade e intenção de quem a promove de que perdure no tempo para alertar e consciencializar todos «para que se evitem situações lamentáveis, que não haja lugar à intolerância e que vingue a compreensão e respeito entre todos», sublinha o presidente do Conselho de Administração do CHMA. Outdoors, página no Facebook e Instagram, difusão de informação, tudo serve para desenvolver esta campanha que tem o apoio dos municípios de Famalicão, Santo Tirso e Trofa, bem como de várias empresas.

Desde de que aconteceu o episódio de violência nas urgências do hospital de Famalicão, em fevereiro de 2022, «os nossos profissionais mobilizaram-se para lidarmos com estas situações», e daí nasce esta iniciativa. Este trabalho, feito dentro de portas, «ganha agora eco e notoriedade pública, chamando a atenção da comunidade que nos rodeia e servimos», frisa António Barbosa que assinala que «a demora, que acontece, ou qualquer insatisfação das pessoas que são atendidas, não justificam estes atos. Temos que colaborar uns com os outros, com respeito mútuo entre todos, para que se evitem situações desagradáveis e profundamente lamentáveis». Além do mais, acrescenta António Barbosa, «não queremos apontar responsáveis ou ilibarmo-nos de qualquer responsabilidade, apenas queremos e desejamos que impere nesta relação o cuidado e a compreensão para que a relação entre todos seja mais serena».

Por outro lado, a prestação de cuidados de saúde, o convívio permanente com situações de doença e acidente, o necessário estabelecimento de prioridades e a gestão das emoções são também uma realidade com a qual os profissionais de saúde convivem diariamente. Razões que também justificam este projeto que alerta todos para a importância de cuidarem de quem os cuida, e também os profissionais do Centro Hospitalar para a força que necessitam nesta difícil e complexa missão de prestar cuidados de saúde.

Na sessão tomou também a palavra o vereador da Câmara de Santo Tirso. O autarca fala da violência em contexto hospitalar como «algo que urge resolver, pelo que esta campanha deve chegar a todos», frisou. De resto, José Pedro Machado confirmou que «as pessoas gostam do serviço, mas há sempre exceções. Esta é uma boa campanha que se apresenta dinâmica», elogiou.

A campanha foi desenvolvida pela agência de publicidade MCS Design. Mónica Costa explicou o desenvolvimento da mesma, criando uma campanha que transmite um lado mais alegre e mais divertido, «mas que a todos conduz para a realidade»

«Cantar ao desafio», «Quem vê caras, não vê corações», «Meter os pés pelas mãos» ou «Chegar a roupa ao pelo» são algumas das frases que acompanham este “Amor com Amor se Paga»

 

Famalicão: Resgatado homem caiu ao Rio Este em Nine

Foi resgatado com vida um homem que caiu ao Rio Este, na zona de Nine, atrás da Estação de Comboios. Na prestação do socorro estiveram os Bombeiros Voluntários de Viatodos. Foi considerado ferido ligeiro e transportado ao Hospital de Famalicão.

A queda ao rio aconteceu por volta das 13 horas desta quarta-feira, mas desconhecem-se, para já, as causas.

Estiveram na operação de socorro seis operacionais e duas viaturas dos Bombeiros Voluntários de Viatodos, com apoio da VMER de Famalicão. A GNR também este no local.

Papa pede Natal com menos gastos: “Vamos enviar o que economizarmos para o povo ucraniano”

“Irmãos e irmãs, eu vos digo, há tanto sofrimento na Ucrânia. Tanto. Gostaria de chamar a atenção para as próximas férias de Natal. É lindo celebrar o Natal, mas vamos diminuir um pouco o nível dos gastos do Natal”, pediu Francisco, no final da sua audiência geral semanal no Vaticano.

“Vamos fazer um Natal mais humilde, com presentes mais humildes. Vamos enviar o que economizarmos para o povo ucraniano que precisa. Estão a sofrer tanto, estão com fome, frio, tantas pessoas estão a morrer porque não há médicos ou enfermeiras”, afirmou o líder religioso, diante dos fiéis reunidos na sala Paulo VI.

E concluiu: “Não nos esqueçamos: o Natal, sim. Na paz com o Senhor, sim. Mas com os ucranianos no coração. Façamos este gesto concreto por eles”.

Francisco tem apelado de forma insistente à paz na Ucrânia desde o início da ofensiva militar russa, em 24 de fevereiro, um assunto que aborda regularmente nos seus discursos.

Na quinta-feira, durante uma cerimónia pública em Roma, emocionou-se e não conseguiu esconder as lágrimas ao evocar mais uma vez a Ucrânia “martirizada” pela guerra.

António Costa anuncia apoio de 240 euros para famílias vulneráveis

A medida será aprovada em Conselho de Ministros na quinta-feira e foi anunciada durante uma entrevista à revista Visão, que será divulgada na íntegra igualmente na quinta-feira.

“Esta semana, o Conselho de Ministros vai aprovar um outro aumento, para as famílias mais vulneráveis, de uma prestação extraordinária de 240 euros, que corresponde a um esforço muito grande, tendo em conta aquilo que foi a evolução da inflação neste segundo semestre”, revelou o chefe do Governo à Visão.

Esta prestação única vai ser paga a partir do dia 23 deste mês a partir da Segurança Social.

“A inflação é muito desigualitária nos seus efeitos”, argumentou o líder do executivo, salientando que “os preços têm subido para todos”, mas nem todos têm “a mesma capacidade de acomodar a subida dos preços”.

Este novo apoio extraordinário abrange o mesmo universo de pessoas que já foram contempladas em duas prestações extraordinárias este ano, em duas tranches de 60 euros cada, no final dos primeiro e segundo trimestres, acrescenta a Visão no artigo que acompanha o trecho da entrevista hoje revelado.

Trata-se dos cidadãos abrangidos pela tarifa especial de eletricidade ou por prestações mínimas, sendo consideradas prestações sociais mínimas o complemento solidário para idosos, o rendimento social de inserção, a pensão social de invalidez do regime especial de proteção na invalidez, o complemento da prestação social para a inclusão, a pensão social de velhice e o subsídio social de desemprego.

Recorde-se que o Governo já concedeu apoios recentemente: em outubro começaram a ser pagos apoios extraordinários para fazer face à inflação de 125 euros para pessoas com rendimentos anuais brutos até 37.800 euros na declaração de IRS de 2021 e residentes em Portugal e o de 50 euros por dependentes até aos 24 anos, com ou sem limite de idade no caso dos dependentes por incapacidade.