UE terá carregador único para dispositivos até final de 2024
Com 602 votos a favor, 13 contra e oito abstenções, os eurodeputados deram hoje ‘luz verde’, em Estrasburgo, França, ao acordo interinstitucional alcançado em junho passado para normalizar a utilização de USB-C em telemóveis, tabletes, ‘e-books’, câmaras digitais, consolas de jogos e auscultadores, que se tornará obrigatório dois anos após a adoção da legislação para os produtos comercializados após essa data.
Os computadores portáteis não estarão inicialmente vinculados às novas normas, mas terão de as cumprir o mais tardar três anos e meio após a entrada em vigor da legislação, ou seja, em meados de 2028, aproximadamente.
A diretiva (lei comunitária), negociada ao longo de quase 10 anos na União Europeia, harmoniza ainda mais a tecnologia de carregamento rápido, fornece aos consumidores informações claras sobre as características de carregamento e permite que os consumidores escolham se desejam comprar novos produtos eletrónicos com ou sem carregador.
Essas novas obrigações levarão à reutilização de mais carregadores e ajudarão os consumidores a poupar anualmente até 250 milhões de euros na aquisição de carregadores desnecessários, estimando a Comissão Europeia que os carregadores eliminados e não utilizados representem até 11 mil toneladas de resíduos eletrónicos por ano.
Embora algumas empresas tenham introduzido iniciativas voluntárias que diminuíram o número da oferta de carregadores, tais foram insuficientes para cumprir os objetivos da UE em matéria de redução dos resíduos eletrónicos, o que levou a Comissão Europeia a avançar com uma proposta legislativa em setembro de 2021.
Os países da UE terão dois anos para transpor para a legislação nacional as regras, que não serão aplicáveis aos produtos colocados no mercado antes de a legislação entrar em vigor.
Câmara de Santo Tirso compra Taça de Portugal do Desp. das Aves que estava em leilão
A Câmara Municipal de Santo Tirso adquiriu hoje, em leilão, o troféu da Taça de Portugal conquistado pelo Clube Desportivo das Aves na época 2017/2018. A taça mais importante da história do clube foi a leilão na sequência do processo de insolvência da Sociedade Anónima Desportiva (SAD).
Para o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Alberto Costa, “a compra do troféu da Taça de Portugal conquistada pelo Aves foi uma decisão que visou garantir a permanência deste importante troféu no clube”.
“Não podíamos permitir que um troféu com tanta relevância para a história do desporto no concelho ficasse na posse de um privado, porventura de alguém sem qualquer ligação à Vila das Aves ou ao clube, pelo que o Município de Santo Tirso fez questão de evitar que tal acontecesse”, acrescentou.
A Taça de Portugal foi conquistada pelo Clube Desportivo das Aves na época 2018/2018, frente ao Sporting, num memorável jogo disputado no Estádio Nacional.
Mais tarde, na sequência da insolvência da SAD avense, que foi declarada em falência pelo Tribunal Judicial da Comarca de Santo Tirso, em 2021, a réplica do troféu conquistado foi colocada em leilão.
Famalicão: Chega apreensivo com possibilidade de fecho da maternidade
Em comunicado enviado à imprensa, a Comissão Política Concelhia do Chega de Famalicão manifesta «enorme apreensão», relativamente à possibilidade de um eventual encerramento da maternidade do Hospital de Famalicão.
Os dirigentes do Chega de Famalicão prometem estar na primeira linha «no combate a esta e outras medidas que visam ofender a qualidade de vida do nosso município, suprimindo serviços fundamentais com base em critérios de conveniência política», acusam.
Acredita este partido que a «pretensão do Governo socialista embaterá com a oposição de toda uma comunidade, que não quer ser privada de mais um serviço hospitalar».
O Chega considera que, nos últimos anos, o SNS tem vindo «a sofrer uma degradação progressiva, muito por culpa das políticas da esquerda e extrema-esquerda, esses sim, os verdadeiros responsáveis pelos caos instalado», aponta.
No comunicado, assinado por Pedro Alves, é lançada uma crítica direta ao PS de Famalicão e a Eduardo Oliveira, por ter defendido, nas últimas autárquicas, a construção de um novo hospital em Famalicão e recentemente votado contra a audição do Ministro da Saúde.
Famalicão: PS diz-se «na primeira linha de defesa da maternidade»
O Partido Socialista acusa a coligação PSD-CDS de «usar a maternidade do Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA) para fazer demagogia e lançar um clima de alarmismo sobre os famalicenses».
Em comunicado, a Concelhia socialista diz que na última reunião da Assembleia Municipal votou favoravelmente uma proposta da CDU que defendia o Serviço Nacional de Saúde e apelava ao Governo para não encerrar a maternidade de Famalicão. Recorde-se que, no mesmo órgão, votou contra os demais votos apresentados pelos outros partidos que incidiam sobre o eventual fecho do espaço.
Também em setembro foi tornada pública, em vários órgãos de comunicação social, a proposta de reorganização da rede de urgências de obstetrícia e blocos de parto. Segundo o documento, que até ao momento não foi refutado, a Comissão para a Reforma das Maternidades, sugere o encerramento da maternidade de Vila Nova de Famalicão, porque faz menos de mil partos por ano.
O PS assinala que não foi ainda tomada nenhuma decisão e promete estar «na primeira linha de defesa dos interesses dos famalicenses e da maternidade do nosso hospital», acusando o PSD-CDS de «utilizar como arma de arremesso político um documento técnico, sobre o qual não existe nenhuma decisão política».
Os socialistas analisam que há «uma ligeira diminuição populacional registada no último censo» encontrando como causa «as políticas municipais da coligação PSD-CDS. Famalicão regista graves dificuldades para atrair famílias jovens por falta de soluções de habitação e essa é uma responsabilidade da Câmara Municipal».
Muito embora o PS tenha votado contra a proposta do BE para que o Ministro da Saúde fosse ao Parlamento, os socialistas anunciam agora, que por sua iniciativa, Manuel Pizarro «foi convocado para uma audição parlamentar na Comissão de Saúde. O que aconteceu, e só fazia sentido, depois de ter conhecimento cabal do relatório da Comissão de Acompanhamento de Resposta em Urgência de Ginecologia, Obstetrícia e Bloco de Parto».
Reiterando que «os famalicenses podem contar com o sentido de responsabilidade do Partido Socialista perante uma matéria tão importante como esta para as grávidas famalicenses e as suas famílias», os socialistas dão nota que «temos em Vila Nova de Famalicão uma das melhores maternidades do País, que sempre prestou cuidados à população e nunca encerrou mesmo em períodos críticos, graças à sua excelente equipa de médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar».








