O Tribunal de Guimarães adiou, esta quarta-feira, a leitura do acórdão do processo que envolve um padre, de 89 anos, e três religiosas de uma associação de fiéis de Requião, acusados de escravizarem jovens raparigas.
Antes da leitura da decisão, agendada para esta manhã, a juíza presidente comunicou a alteração não substancial de factos. A defesa dos arguidos não prescindiu do prazo para se pronunciar, pelo que o tribunal deu dois dias para que apresente contestação. A nova sessão está agenda para 1 de julho.
Em aberto ficou a possibilidade de, nesse dia, haver leitura do acórdão ou, eventualmente, a reabertura do julgamento para produção de prova.
O caso remonta a 2015, quando três jovens apresentaram queixa por maus-tratos, escravidão e cárcere. Na sequência, a Polícia Judiciária deteve o sacerdote que dirigia a instituição e três mulheres que se diziam freiras.
Após a investigação, o Ministério Público acusa os arguidos de «várias agressões físicas, injúrias, pressões psicológicas, tratamentos humilhantes e castigos». Descreve ainda o ambiente daquele convento da Fraternidade Missionária Cristo Jovem como de «trabalhos pesados, escassez de alimentos, negação de cuidados médicos e medicamentosos e restringimento da liberdade».








