DGS mudas as regras: Máscara volta a ser obrigatória em dentistas e termas

Os utentes de estabelecimentos termais maiores de 10 anos têm de usar máscaras em todos os espaços, só a podendo remover quando estiver no gabinete de consulta ou no decorrer dos tratamentos, segundo uma norma da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A DGS atualizou esta sexta-feira a norma “Covid-19: Estabelecimentos Termais”, tendo em conta a atual fase epidémica da Covid-19, com o objetivo de definir os procedimentos a adotar no funcionamento dos estabelecimentos termais, salvaguardando que esta Orientação poderá ser revista a qualquer momento, em função do conhecimento científico e da evolução da situação epidemiológica.

Na norma, a DGS recomenda a utilização de “equipamentos de proteção individual (EPI), tais como máscaras cirúrgicas ou FFP2, para qualquer pessoa com idade superior a 10 anos”.

“A máscara deve ser usada em todo o estabelecimento termal, incluindo na sala de espera ou na receção, só a podendo remover quando o utente estiver no gabinete de consulta e no decorrer dos tratamentos termais, se aplicável”, refere a DGS.

A norma refere ainda que os estabelecimentos termais devem privilegiar “a marcação prévia das consultas e dos tratamentos termais de forma não presencial, organizando horários ajustados e circuitos de forma a evitar ter utentes aglomerados em áreas comuns como sejam a receção, a sala de espera, as salas de repouso ou os vestiários”, bem como garantir “uma ventilação adequada de todos os espaços, privilegiando a ventilação natural”.

Todos os termalistas devem ser informados relativamente às normas de conduta no espaço e às medidas de prevenção e controlo da transmissão da Covid-19, devendo esta informação estar afixada em locais de fácil visualização pelos utentes, incluindo na entrada dos estabelecimentos termais.

“Todos os estabelecimentos termais devem assegurar a existência das condições necessárias para adotar as medidas preventivas recomendadas”, como instalações sanitárias com água, sabão líquido com dispositivo doseador e toalhetes de papel de uso único, para a promoção das boas práticas de higiene das mãos.

A Direção-Geral da Saúde também atualizou na quinta-feira a norma “Covid-19: Procedimentos em Clínicas, Consultórios ou Serviços de Saúde Oral dos Cuidados de Saúde Primários, Setor Social e Privado”.

Também neste caso a DGS refere que “a máscara deve ser usada dentro do espaço de receção, sala de espera e nas zonas de circulação, só sendo removida quando o utente estiver no gabinete de consulta e for dada instrução para tal”.

“Antes da realização da consulta deve ser feita uma triagem prévia, para que o utente seja avaliado quanto à presença de sintomas sugestivos de covid-19”, recomenda, adiantando que o utente deve ser questionado se sem sintomas sugestivos de quadro respiratório agudo, com tosse, febre ou dificuldade respiratória.

Também se deve questionar o utente se teve diagnóstico prévio de Covid-19. Em caso afirmativo, questionar se ainda se encontra em período de isolamento.

A DGS recomenda ainda que “sempre que possível” a consulta deve ser marcada previamente, de forma remota, para minimizar o número e permanência de doentes em sala de espera, assim como promover a renovação frequente do ar da sala de espera, através da abertura das janelas e das portas (exceto portas dos gabinetes de consulta que devem manter-se fechadas) ou através da utilização de aparelhos de ar condicionado com extração, submetidos a limpeza e manutenção, de acordo com as indicações do fabricante.

Famalicão: H(à) noite no Museu com Classe

No âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Museus, o Museu Bernardino Machado, no centro de Famalicão, abre as suas portas à noite.

O Poder dos Museus é o mote para esta noite única, com salas temáticas e artistas convidados. O evento divide-se em três salas: A Sala do Poder, a Sala Negra e, no espaço exterior, a Sala Cinco Sentidos com música ao vivo (Roda de Samba), DJs e Sons do Património, com Saint James Park.

No sábado, dia 21 de maio, das 23 até às 04 horas, no Museu Bernardino Machado (H)á Noite no Museu! Visite e sinta o poder dos museus em Famalicão e no Mundo.

Famalicão: Ministério da Saúde «esvazia» extensão de saúde de Fradelos

A Extensão de Saúde de Fradelos não está a garantir os cuidados médicos e de enfermagem aos seus utentes. A denúncia é de Jorge Paulo Oliveira, numa interpelação à Ministra da Saúde, acusando a tutela de “esvaziar” aquela unidade de saúde, dando como exemplo o que aconteceu em 2021, quando foi criado um gabinete médico extra na Unidade de Saúde Familiar de Ribeirão. «Naquela altura, os utentes foram contactados e convidados pelos serviços administrativos daquela USF, para que se transferissem para a mesma, invocando a circunstância de dispor de um gabinete extra, mas também de nela ter sido alocado mais um médico»

O esvaziamento da unidade de saúde de Fradelos «é patente e com resultados à vista de todos. Neste momento, tem sensivelmente 200 dos 1200 utentes que tinha há seis anos, que estão há pelo menos seis meses sem qualquer acompanhamento, nem tão pouco de recurso», acusa o deputado famalicense.

Posto isto, e na interpelação à Ministra da Saúde, o social-democrata quer que Marta Temido esclareça por quanto mais tempo vai manter-se a falta de recursos em Fradelos e se o Governo vai «continuar a apostar no esvaziamento desta unidade, para depois poder dizer que a mesma se encerrou por si própria».

Para explicar a situação, Jorge Paulo Oliveira garante que as consultas dos 200 utentes inscritos são reencaminhadas para a USF de Ribeirão ou para a cidade de Vila Nova de Famalicão e a renovação de medicamentos é feita com intermediação da Junta de Freguesia.

O deputado recua, ainda, a 2016, recordando que a Extensão de Saúde perdeu o único médico de família que dispunha. Na altura, a ARS-Norte alocou um médico e um enfermeiro para prestarem serviço em dois períodos semanais. «Uma solução assumida à época como precária e de recurso». Desde então, prossegue, «nada mais foi feito para facilitar e aumentar o acesso dos utentes aos cuidados de que necessitam, na sua própria freguesia». Nos últimos meses, «a unidade deixou, inclusivamente, de dispor daqueles recursos», aponta o deputado.