André Coelho, com dois golos, aos 27 e 32 minutos, consumaram a reviravolta lusa, iniciada ainda na primeira parte, aos 19, por Tomás Paçó, depois de a Rússia, que só venceu uma das sete finais que disputou, se ter adiantado por Sokolov, aos 10, e Afanasyev, aos 13.
Com a Rússia a jogar com guarda-redes avançado e a seleção nacional a aguentar a vantagem pela margem mínima, Pany Varela selou as contas perante uma baliza aberta, a um segundo do fim.
A equipa das ‘quinas’ arrebatou o título europeu pela segunda vez consecutiva, depois do triunfo na Eslovénia, em 2018, na sua terceira final, à qual chegou com o estatuto de campeão do mundo, que conquistou em 2021, na Lituânia.
Com esta vitória, os comandados por Jorge Braz continuam a ser os campeões europeus em título, somando-se ao título de campeão do mundo que ainda pertence a Portugal.
A equipa das ‘quinas’ chegou à final após um percurso 100% vitorioso nas cinco partidas realizadas, vencendo a Sérvia (4-2), os Países Baixos (4-1) e a Ucrânia (1-0) no Grupo A e eliminando a Finlândia (3-2), nos quartos de final, e a Espanha (3-2), nas meias-finais.
Já a Rússia, que conta com os benfiquistas Ivan Chishkala e Robinho, também seguiu invicta, com o melhor ataque (22 golos) e a melhor defesa (cinco tentos): venceu a Eslováquia (7-1), a Croácia (4-0) e a Polónia (5-1) no Grupo C, derrotando a Geórgia (3-1) e a Ucrânia (3-2) nos ‘quartos’ e ‘meias’, respetivamente.
No historial da prova, Portugal já tinha disputado a final em duas ocasiões, ambas perante a Espanha: na primeira vez, em 2010, a ‘la roja’ levou a melhor, por 4-2, mas a formação liderada pelo selecionador Jorge Braz ‘vingou-se’ em 2018, por 3-2, após tempo extra.








