Arciprestado de Famalicão promove Formação Bíblica Online orientada por D. António Couto

No segundo ano pastoral dedicado por toda a Arquidiocese de Braga à virtude teologal da Caridade, o Arciprestado de Vila Nova de Famalicão promove três Encontros Bíblicos orientados por D. António Couto, Bispo de Lamego e conceituado biblista, subordinados ao tema “Deus cuida de nós – família, jovens, últimos”, a partir da parábola do Bom Samaritano (Lc 10, 29-37).

A iniciativa começa esta terça-feira e decorre até quinta-feira, 18 de novembro, sendo que todos os encontros acontecem às 21h15, em formato online, com transmissão a partir da página do Facebook e do canal do YouTube do Arciprestado.

As 54 comunidades paroquiais que compõem o Arciprestado estão convidadas a tomar parte destes encontros de formação e oração, nomeadamente todos os agentes de ação pastoral, como Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Grupos de Jovens, Escuteiros, Leitores, Acólitos, Ministros Extraordinários da Comunhão, Coralistas, Conferências Vicentinas, famílias, entre outros.

Quanto gastam os portugueses em apostas online?

No que diz respeito a jogos de azar, e apostas online em específico, os portugueses são, na Europa, dos que mais gastam. Não só são os portugueses os que mais gastam, em média por pessoa, em raspadinhas na Europa, segundo relatórios apresentados pelo Serviço de Regulação e Inspeção de Jogo (SRIJ), como também o volume de apostas online tem vindo a crescer.

 

A evolução do jogo ao longo da última década

Foi apenas em 2015 que as apostas online se tornaram legais em Portugal. Até então, o jogo legal estava confinado às opções disponibilizadas pelo Estado, como as raspadinhas ou aos casinos convencionais. Antes de 2015, as apostas online, embora praticadas em Portugal, eram ilegais, o que representava um problema não apenas de fiscalização, mas também de tributação. Atualmente, o SRIJ, num relatório referente ao primeiro trimestre de 2021, revela que a 31 de Março de 2021, “15 entidades estavam autorizadas a exercer a atividade de exploração de jogos e apostas online em Portugal, mais duas relativamente ao mesmo período em 2020”.

A frequência com que os portugueses participam em jogos de azar ou apostas desportivas tem aumentado ao longo dos anos, a com ritmos diferentes. Os casinos online procuram atrair cada vez mais jogadores, o que nos leva a encontrar ofertas de novos bónus grátis cada vez mais generosos. Os últimos dois períodos que verificaram a maior subida foram a crise pandémica do SARS-CoV2 e os anos da «Troika». Ambos os períodos partilham entre si a característica de instabilidade financeira, que parece estimular ainda mais os apostadores, que por sua vez procuram formas de distração ou de enriquecimento rápido, de acordo com o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD).

 

O impacto da pandemia no jogo

O volume de apostas aumentou desde o início da pandemia, em boa parte devido à contribuição das plataformas de jogo online. Com os casinos físicos a fecharem as portas devido às restrições de confinamento, e a queda acentuada nas apostas desportivas, resultante da interrupção da esmagadora maioria das competições, seria de esperar que as apostas em Portugal tivessem decrescido. Porém, verificou-se exatamente o oposto nas apostas virtuais.

Em meados de 2020, o Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos registou um aumento superior a 50% nas apostas online, ao mesmo tempo que o sector dos casinos físicos sofria perdas e, segundo os proprietários dos casinos, “prejuízos sem precedentes”. Não obstante a reabertura do país tenha ocorrido em maio de 2021, a reabertura dos casinos, ocorreu apenas em julho do mesmo ano, altura em que a permissão para reabrir abrangeu a totalidade dos casinos, com o Governo a prolongar a manutenção das restrições para os concelhos de maior risco.

 

Um sector que fintou a crise económica

A crise sanitária provocada pela pandemia do vírus SARS-CoV2, arrastou consigo a economia mundial. Num mundo de mercados internacionais e uma interdependência cada vez maior entre os países, Portugal não revelou ser impermeável à crise económica mundial. O PIB de Portugal sofreu uma queda assustadora de 8.4%, a quarta maior na Europa, sendo superado apenas por Espanha, Grécia e Itália, segundo dados revelados pelo Eurostat, a instituição oficial de estatística da União Europeia. O contraste com o sector de apostas online, que prosperou durante o mesmo período, não podia ser mais dissonante.

No primeiro trimestre de 2020, o volume de apostas online aumentou 53% em relação ao período homólogo de 2019, segundo os dados registados pelo SRIJ. Este aumento impressionante torna-se modesto quando comparado com o primeiro trimestre de 2021, que registou um aumento vertiginoso de 82.6%, o equivalente a 58 milhões de euros. O total de receita bruta de jogos e apostas online, no início de 2021, foi de 128.3 milhões de euros em Portugal. O mercado de apostas online não só demonstrou ser imune ao vírus do Covid-19, como registou o seu maior crescimento precisamente no período pandémico.

 

Perspetivas de futuro

O crescimento do sector de apostas e jogo online em Portugal não depende apenas de si. Novas tecnologias indiretamente relacionadas podem contribuir para o surgimento de novas possibilidades de mercado e de consumidores. Os métodos de pagamento, por exemplo, são uma área que tem evoluído nos últimos anos, com o surgimento de pagamentos por MB Way e criptomoedas, podendo induzir a uma adaptação por parte das plataformas online. Será também relevante o impacto da reabertura dos casinos físicos, assim como a maior confiança da população em se deslocar aos locais habituais de venda de raspadinhas ou do Euromilhões. Por um lado, muitos portugueses podem regressar aos seus hábitos antigos, mas por outro podem preferir manter as novas formas de apostas online que descobriram durante a pandemia.

A análise realizada pelo SRIJ referente aos anos anteriores à pandemia poderá indicar o futuro crescimento deste sector: “uma tendência geral de crescimento”.

Covid-19: Quase 45 mil pessoas receberam reforço da vacina este fim de semana em Portugal

Quase 45 mil pessoas com 65 ou mais anos receberam, hoje e no sábado, a dose de reforço da vacina contra a covid-19 em Portugal, elevando para mais de meio milhão as doses administradas, anunciou a Direção-Geral da Saúde.

“No sentido de acelerar o processo de vacinação, os Centros de Vacinação do país estiveram abertos no fim de semana, tendo sido registada uma maior afluência no sábado. Nos dois dias, foram administradas pelo menos 68.700 vacinas contra a gripe e 44.700 doses de reforço da vacina contra a covid-19 (dados completos só ao final do dia) a utentes com idade a partir dos 65 anos”, refere a Direção-Geral da Saúde (DGS) num comunicado hoje divulgado.

Ainda de acordo com a DGS, “Portugal já administrou mais de meio milhão de doses de reforço e adicionais da vacina contra a covid- 19 e mais de um milhão e cem mil vacinas contra a gripe”.

Desde 18 de outubro que está em marcha a coadministração das vacinas contra a gripe e a terceira dose da vacina contra a covid-19, que integra os cidadãos com idade igual ou superior a 65 anos e em situação de imunossupressão.

A modalidade “casa aberta” para pessoas com 80 ou mais anos, que funcionou este fim de semana para acelerar o processo de vacinação contra a covid-19 e a gripe, “mantém-se durante a semana”.

A DGS aconselha os utentes a, antes de se dirigirem ao centro de vacinação da sua área de residência, consultarem o respetivo horário de funcionamento em https://covid19.min-saude.pt/casa_aberta/.

Além da modalidade “casa aberta”, “está também disponível o agendamento local para os utentes elegíveis, sendo dada prioridade às pessoas com mais idade e abrangendo, gradualmente, faixas etárias mais baixas, até chegar aos 65 anos”.

A convocatória para a toma das vacinas da gripe e contra a covid-19, em simultâneo, ou apenas para a vacina da gripe, recorda a DGS, continua a ser feita através de SMS.

A DGS lembra ainda que está também disponível o autoagendamento das vacinas para pessoas com 70 em mais anos, e que este pode ser feito em https://covid19.min-saude.pt/pedido-de-agendamento/.