França: Governo oferece “cheque-combustível” de 100 euros a partir de dezembro

França vai dar a partir de dezembro um “cheque-combustível” único de 100 euros a cerca de 36 milhões de condutores que ganham menos de 2.000 euros por mês devido à escalada dos preços do gasóleo e da gasolina.

A medida, que abrange trabalhadores dependentes e independentes, desempregados à procura de emprego e reformados, foi anunciada pelo primeiro-ministro, Jean Castex, que, em declarações transmitidas na cadeia de televisão TF1, disse tratar-se de “uma resposta excecional para uma situação excecional”.

O apoio financeiro será concedido uma única vez e surge após um crescente descontentamento público com a crise energética global, quando as famílias ainda estão a recuperar dos efeitos económicos da pandemia da covid-19.

Em setembro, o Governo francês prometeu uma assistência financeira de 100 euros para cerca de seis milhões de famílias de baixos rendimentos para as ajudar a pagar as faturas da eletricidade.

Castex anunciou que o congelamento dos preços do gás natural se manterá até ao fim do próximo ano.

Marcelo alerta que “pandemia ainda não terminou”, mas não espera agravamento em Portugal

Durante um encontro com representantes de ‘startups’ portuguesas, no antigo picadeiro real, junto ao Palácio de Belém, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa elogiou a sobrevivência destas empresas à crise provocada pela pandemia de covid-19: “Não morreram, não vão morrer, vão-se sucedendo e mudando, convertendo, alterando em novos ciclos e novas vagas, num momento difícil do mundo, da Europa”.

“É muito importante esta certeza, porque é um momento difícil com pandemia ainda, com atraso na recuperação económica, com uma transição energética e digital mais longa”, considerou.

Logo a seguir, o chefe de Estado reforçou esta mensagem: “Enfrentamos globalmente um período difícil, a pandemia ainda não terminou”.

“Estava a ler hoje os mais recentes relatórios sobre a pandemia ainda na Europa, nalguns países bem conhecidos da Europa, novamente a pedirem mais confinamentos, mas sobretudo noutros continentes: África, América Latina e mesmo a Ásia, o que significa que a recuperação económica e social está um pouco atrasada, será mais lenta e mais difícil”, apontou.

No final deste encontro com representantes de ‘startups’ que vão participar na edição deste ano da Web Summit, questionado pela comunicação social se teme um agravamento da covid-19 em Portugal ou um aumento de casos da nova subvariante da Delta do SARS-CoV-2 em território nacional, o Presidente da República respondeu negativamente: “Não. Não temos até agora dados nenhuns nesse sentido”.

“O que eu digo é que internacionalmente as notícias que chegam quer de países europeus quer fora da Europa são de que a transição, a passagem de pandemia para endemia –quer dizer, uma situação em que há doença, mas não tem o caráter de pandemia – está a ser muito lenta”, reiterou.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu que isso está a acontecer “em continentes fora da Europa, mas também na Europa alguns países tiveram recuos, e países que eram considerados muito avançados nesse domínio, em que as últimas informações obrigam a tomada de medidas mais duras”.

“Não é, felizmente, o caso de Portugal. Não é, felizmente, o caso da maior parte da União Europeia”, acrescentou.

No elogio que fez às ‘startups’ portuguesas, o Presidente da República assinalou que têm “mais jovens” e “mais mulheres” e uma “maior distribuição nacional”, e saudou o “investimento do poder político” nestas empresas.

No final do seu discurso, Marcelo Rebelo de Sousa confidenciou: “Estava a sonhar com a ‘startup’ que eu criaria, algo sobre as condições ideais para nadar, fazer surf e bodyboard nos arredores de Lisboa”.

“Portanto, veem, continuo a sonhar, e um dia terei uma ‘startup'”, disse, convidando Paddy Cosgrave, cofundador da Web Summit, a contactá-lo quando no fim deste seu segundo e último mandato presidencial.

Famalicão: “A Inocência…” na Fundação Cupertino de Miranda

A Fundação Cupertino de Miranda inaugura, esta sexta-feira, às 19 horas, a nova exposição temporária: “A inocência em António Paulo Tomaz”.
Esta exposição homenageia um autor que pela sua breve passagem na história do Movimento Surrealista deixou uma obra de caráter raro e simbólico que excecionalmente teve a merecida oportunidade para se apresentar. Ficará patente até dia 26 de fevereiro de 2022.

António Paulo Tomaz (Lousã,1928-2009), estofador de profissão, aproximou-se do surrealismo por influência de Cruzeiro Seixas e integrou a primeira exposição do grupo “Os Surrealistas”, em 1949, em Lisboa.

Famalicão faz parte da missão europeia para antecipar a neutralidade carbónica

Mário Passos foi um dos autarcas convidados do Portugal Mobi Summit 2021, que está a decorrer em Cascais, no debate “Descarbonizar as Cidades – redesenhar a paisagem urbana com ciência de dados”. O presidente da Câmara assume a ambição do município de integrar uma rede de 100 cidades europeias neutras em carbono até 2030. Para já, Famalicão é um dos sete municípios nacionais que foram desafiados pelo Centro de Engenharia e Desenvolvimento – CEIIA a integrar a Agenda Be.Neutral, com o objetivo de acelerar a transição para a neutralidade carbónica em Portugal.

Para além de Vila Nova de Famalicão integram este projeto Vila Nova de Gaia, Porto, Matosinhos, Guimarães, Braga e Viana do Castelo que, em colaboração com o CEIIA, preparam uma candidatura à Missão Climate Neutral & Smart Cities, com a qual a Comissão Europeia quer acelerar as metas da neutralidade carbónica de 100 cidades da União Europeia.

O transporte público eficiente, a arborização do território e a substituição dos veículos individuais com motores de combustão pelos meios de transporte suave foram algumas das medidas avançadas por Mário Passos que estão a ser implementadas no concelho, tendo em vista a meta da neutralidade carbónica a partir da mobilidade.

O acordo entre os municípios e o CEIIA foi celebrado em setembro passado e prevê, ainda, a apresentação de candidaturas a financiamentos, visando a celebração de contratos-programa com os consórcios que irão promover as iniciativas selecionadas.