Famalicão: Galinha Mourisca é o novo prato de Dias à Mesa

A receita de Galinha Mourisca, descrita no livro “O Santo da Montanha”, de Camilo Castelo Branco, foi recuperada e reinventada pelos chefs Renato Cunha e Lígia Santos. A iguaria vai ser servida aos famalicenses, em sete restaurantes do concelho, nos próximos Dias à Mesa, que se desenrolam de 10 a 13 de junho.

O prato foi apresentado ao presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, na última sexta-feira, dia 4 de junho. O almoço contou com a presença do representante da Turismo do Porto e Norte de Portugal, Marco Sousa, do vereador do Turismo do município, Augusto Lima, da Chef Lígia Santos entre outros convidados.

Vila Nova de Famalicão não apresenta um prato identitário. No entanto, de acordo com Augusto Lima, “a aposta na Galinha Mourisca constitui uma extraordinária oportunidade para se evocar esse ADN, convocando a obra de Camilo para contar-se histórias à mesa e reforçar-se a Rota Camiliana como um produto estratégico para o município”.

O município pretende reconhecer, classificar e divulgar a gastronomia famalicense, através da consolidação da Galinha Mourisca como um prato de interesse cultural e gastronómico. Além disso, visa incentivar a produção local e a valorização económica do prato, promover a Rota Camiliana e destacar Famalicão como um destino gastronómico de excelência.

Os famalicenses podem experimentar este prato nos restaurantes Ferrugem, Fondue, ME.AT, Moutados, Oprato, Outeirinho ou em 26 Restaurante Lounge.

Famalicão: Antas quer um centro de dia, melhorar o polidesportivo da ARCA e alargar o cemitério

O presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, e o vereador das Freguesias, Mário Passos, visitaram na última quarta-feira, dia 2 de junho, a freguesia de Antas. Manuel Alves, presidente da autarquia local, revelou algumas das suas preocupações. Adicionalmente, apontou como necessário o alargamento do cemitério, a criação de um centro de dia e o melhoramento do polidesportivo da ARCA – Associação Recreativa e Cultural de Antas.

“A questão do cemitério é, sem dúvida, a mais urgente”, referiu Manuel Alves. “Temos poucas sepulturas livres e estamos já a trabalhar na resolução deste problema que passará por um novo alargamento do espaço”, acrescentou. O presidente da junta salientou ainda o crescimento populacional de Antas e antecipou a necessidade de construção ou de requalificação de algumas zonas de lazer.

Paulo Cunha visitou as intervenções ao nível das acessibilidades e referiu que estas foram concretizadas “não só na comodidade e segurança dos automobilistas, mas também na segurança dos peões”, com a criação de novos passeios. Foram destacadas as obras que se desenvolveram na Rua Nova, na Rua Frei Bartolomeu dos Mártires e na Travessa Conde de Arnoso. Da mesma forma, salientaram-se as empreitadas que estão em curso na Rua António Nobre, na Rua do Freião e a que se vai iniciar na Rua de São Bento.

O presidente da Câmara visitou ainda as empreitadas de requalificação que se encontram a decorrer no Polidesportivo de Ribeirais e a Casa das Associações.

Famalicão: Jovens levam todas as moedas das cascatas de Sto António no centro da cidade

Um grupo de jovens levou, este sábado à tarde, todas as moedas que estavam nos lagos e cestas de cada cascata de Sto António, na Praça 9 de Abril, no centro da cidade de Vila Nova de Famalicão.

A exposição das cascatas faz parte da programação das festas do concelho, estando abertas para visita até às 23h30.

Cumprindo a tradição, várias associações continuam a construir as cascatas, os famalicenses visitam-nas e deixam alguns donativos (moedas). No entanto, os responsáveis pelas tradicionais obras de arte lamentam o sucedido e reclamam mais vigilância no local.

Famalicão: Aumentou o número de processos por maus-tratos a menores

Em 2020, o número de processos acompanhados pela CPCJ de Vila Nova de Famalicão aumentou mais de uma centena comparativamente com o ano de 2019. No ano passado, o volume processual chegou aos 742 casos, sendo que destes quase metade (355) foram casos novos entrados naquele ano. Os dados foram revelados pela presidente da CPCJ, Elsa Rocha, ao deputado do PSD, Jorge Paulo Oliveira, numa visita que o eleito fez a este órgão de proteção de crianças em risco.

Perante as informações recolhidas, o deputado apela a «maior responsabilidade cívica». Jorge Paulo Oliveira diz que um dos motivos desta reunião foi exatamente contribuir para o «despertar consciências» para a problemática.

De acordo com a CPCJ, a violência doméstica é a principal situação de perigo sinalizada, seguindo-se o absentismo escolar e os casos de negligência. As principais fontes sinalizadoras foram a GNR, as Escolas e a PSP.

Ainda de acordo com Elsa Rocha, 70 processos acabaram por ser remetidos para o Ministério Público, mas a esmagadora maioria das medidas de promoção e proteção adotadas circunscrevem-se a medidas de apoio junto dos pais ou junto de outros familiares. Em 2020, alguns dos casos motivaram a opção pelo acolhimento residencial.

Segundo Jorge Paulo Oliveira, «apesar da sua amplitude no município acompanhar a tendência nacional, revela-nos uma realidade preocupante, devendo, contudo, ser realçado que na grande maioria dos casos que lhe são sinalizados, a CPCJ de Famalicão tem conseguido intervir atempadamente e com sucesso».

Recorde-se que a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Vila Nova de Famalicão é uma instituição oficial não judiciária, com autonomia funcional, que visa promover os direitos da criança e do jovem e prevenir ou pôr termo a situações suscetíveis de afetar a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral, e que funciona com o apoio logístico, financeiro e administrativo da câmara municipal que, por exemplo, apesar de só estar obrigada a afetar um funcionário municipal a esta estrutura, esse número é atualmente de cinco funcionários municipais.