Adesão à greve de trabalhadores da CP superior a 90%

A adesão à greve dos trabalhadores das bilheteiras e revisores da CP, que se iniciou hoje, regista uma adesão superior a 90% em todo o país, estando apenas a ser cumpridos os serviços mínimos obrigatórios, disse fonte sindical.

“Estão a ser cumpridos os serviços mínimos de 25%. Todos os restantes aderiram à greve, praticamente na totalidade, o que demonstra a grande insatisfação dos trabalhadores. Poderá haver um ou outro que não aderiu, mas é residual, no geral a adesão é de mais de 90% em todo o país”, disse à Lusa Luís Bravo, presidente do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI).

Os trabalhadores das bilheteiras e revisores da CP iniciaram hoje uma greve nacional de três dias, até terça-feira, que a empresa admite que possa causar “fortes perturbações” na circulação de comboios a nível nacional.

A CP alertou que hoje, segunda e terça-feira – os três dias da greve convocada pelo SFRCI, em protesto contra a proposta de regulamento de carreiras e reclamando aumentos salariais e o cumprimento do acordo de empresa – “podem ocorrer fortes perturbações na circulação de comboios a nível nacional”.

Para esta greve foram decretados serviços mínimos pelo Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social que abrangem a realização de cerca de 25% de comboios.

O SFRCI aponta a greve nacional como a “última forma de luta” face à “recusa de diálogo e à inoperância, há vários meses, na resolução dos problemas dos trabalhadores por parte do Conselho de Administração da CP”.

Os trabalhadores protestam contra a proposta de regulamento de carreiras apresentada pela CP, que dizem prever “um aumento da polivalência de funções” e a “junção e extinção de categorias profissionais”, considerando que tal “vai pôr em causa postos de trabalho presentes e futuros”.

Reclamam ainda a “melhoria do salário base, que atualmente está no limiar do salário mínimo nacional”, e a “reposição das perdas salariais sofridas pelos ferroviários operacionais que foram contagiados pela pandemia provocada pela covid-19, bem como pelos que tiveram de cumprir confinamento profilático por estarem em contacto com colegas infetados”.

O SFRCI acusa também a CP de “violação do acordo de empresa em vigor” e exige a “aplicação do acordo assinado com o Ministério das Infraestruturas em 2018, relativo à certificação do agente de acompanhamento”.

A “manutenção dos níveis segurança ferroviária” é outra das reivindicações feitas, com o sindicato a considerar que estes “estão a ser colocados em causa pela CP e pelas alterações impostas pelo IMT [Instituto da Mobilidade e dos Transportes] aos regulamentos gerais de segurança, cujo objetivo é servir as empresas privadas que reduzem postos de trabalho e custos com segurança ferroviária”.

Finalmente, a greve visa condenar o “abuso do poder disciplinar” que os trabalhadores dizem vigorar na CP.

De acordo com o dirigente do SFRCI António Lemos, são abrangidos pelo pré-aviso de greve “800 a 1.000 trabalhadores” das carreiras comercial e de transportes da CP.

Segundo a CP, quem já tiver bilhetes para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional, poderá solicitar o reembolso do valor total do bilhete adquirido ou a sua revalidação, sem custos.

Famalicão: Homem ferido em acidente com trator

Um homem ficou ferido na sequência de um acidente envolvendo um trator, na freguesia de Landim, em Famalicão.

A situação aconteceu ao início da tarde deste sábado, na Rua Pouco do Sizo e, para o local, foram acionados os Bombeiros Voluntários de Famalicão.

A vítima, com ferimentos ligeiros, foi encaminhada para uma unidade hospitalar.

Imagem: BVFamalicão

ASAE instaura 30 processos a venda online de artigos de desporto

Em comunicado enviado à agência Lusa, a ASAE diz ter realizado “nas últimas semanas” uma operação de fiscalização “direcionada a sítios eletrónicos que procedem à venda e prestação de serviços de âmbito desportivo, com o objetivo de verificar o cumprimento das regras estabelecidas para a atividade de vendas online de artigos de desporto, face ao aumento da procura durante a pandemia”.

Segundo a nota, foram fiscalizados 101 operadores económicos e instaurados 30 processos contraordenacionais, tendo sido detetadas infrações como “o desrespeito das regras do anúncio de venda com redução de preços, a falta de divulgação do acesso à plataforma digital em local visível e de forma destacada, nos sítios da Internet dos fornecedores de bens e prestadores de serviços”.

Outras infrações à lei passaram pela falta de fornecimento ao consumidor, “em tempo útil e de forma clara e compreensível”, da informação pré-contratual exigida, a falta de informação aos consumidores das entidades de Resolução Alternativa de Litígios “e respetivos sítios eletrónicos”, incumprimento das regras legais sobre promoções e a falta do livro de reclamações em formato eletrónico.

Na nota, a ASAE acrescenta que a atividade de venda ‘online’ de bens e serviços, por meio de contratos celebrados à distância ou fora do estabelecimento comercial “é regulada através de um conjunto de requisitos, relativos, entre outros, à informação pré-contratual, aos prazos de entrega dos bens e ao direito de resolução, com vista à proteção dos consumidores”.

O órgão de polícia criminal e autoridade de fiscalização do mercado lembra, por outro lado, que executa “diariamente” diversas ações de fiscalização.

“No contexto atual, a incidência da fiscalização manter-se-á necessariamente intensificada no que respeita às matérias relacionadas com a situação inerente à pandemia de covid-19, bem como nas que se manifestem de particular relevância, no âmbito da segurança alimentar e económica”, adianta a ASAE.

Famalicão: Classe Bar e D.Maria Pregaria agradecem apoio e prometem regresso para breve

A gerência do Classe Bar e D.Maria Pregaria recorreu às redes sociais para agradecer todas as manifestações de apoio, depois do incêndio que destruiu por completo os dois negócios, na tarde da última quinta-feira.

Numa mensagem com algumas fotografias que mostram o rasto de destruição deixado pelas chamas, os responsáveis pelas duas casas prometem um regresso para muito breve.

Leia a mensagem:

Esta será sempre a vossa casa!
Nascemos como “apenas um corredor” e, com o passar dos anos, evoluímos e crescemos até nos tornamos no que somos (ou no que éramos há dois dias).
Não há palavras para descrever o que sentimos ao ver o que construímos durante 13 anos ser devastado em segundos. Foram horas, dias, anos de trabalho. Foi o projeto de uma vida, o projeto com que sempre sonhamos!
“E o que vamos ser daqui para a frente?” Era a pergunta que nos assombrava os pensamentos naquele momento de completa impotência, naquele momento fatídico, o pior que alguma vez vivemos. Foi o momento que nunca imaginamos ao longo de todos estes anos e que jamais iremos querer recordar.
E, durante aquelas horas, olhamos à nossa volta. Vimos rostos fechados, olhos em lágrimas, e mãos na cabeça de todas as pessoas que fizeram parte deste nosso projeto. Vimos colaboradores, clientes e familiares, e aí percebemos que desistir nunca poderia ser uma opção. Percebemos que as pessoas que nos querem bem são o verdadeiro pilar da nossa estrutura e essa nunca vergará! Nunca nos deixarão desamparados e, por isso, queremos agradecer todas as mensagens, telefonemas e a onda de solidariedade que se gerou à nossa volta. Seremos eternamente gratos por isso!
Lutaremos para voltar por todos vocês, para que os momentos guardados não sejam apenas memórias. Lutaremos para que façam sempre parte do nosso e do vosso presente!
Que todos estes anos e momentos nunca sejam esquecidos e que juntos nos possamos reerguer!
Começa agora uma nova história! Uma história que nunca será esquecida nem irá acabar.
A nossa maior vontade é voltar a proporcionar-vos memórias felizes.
Um “Até breve” é muito tempo! Até já!
OBRIGADO!
Reprodução: Redes Sociais Classe Bar / D.Maria Pregaria