Poeiras: Crianças e idosos devem ficar em casa, avisa a Direção Geral da Saúde

A Direção-Geral da Saúde aconselha crianças, idosos e doentes com problemas respiratórios e cardiovasculares a permanecerem em casa enquanto se mantiverem no ar as poeiras vindas no Norte de África, desaconselhando a prática de exercício ao ar livre.

Num comunicado disponibilizado no site, a DGS lembra que esta massa de ar do Norte de África que está a provocar uma “fraca qualidade do ar no continente” deve permanecer durante o dia de hoje, mas o seu efeito pode ser enfraquecido com a ocorrência da chuva prevista para algumas zonas do país, reduzindo as concentrações de partículas no ar.

“Este poluente (partículas inaláveis — PM10) tem efeitos na saúde humana, principalmente na população mais sensível, nomeadamente nas crianças e idosos, cujos cuidados de saúde devem ser redobrados durante a ocorrência destas situações”, lembra a DGS, aconselhando a população em geral a evitar esforços intensos e a prática de exercício do ar livre.

Deve ainda evitar-se “a exposição a fatores de risco, tais como o fumo do tabaco, e o contacto com produtos irritantes”, sublinha a autoridade de saúde, que diz que, pela sua vulnerabilidade aos efeitos deste fenómeno, além de cumprirem as recomendações para a população geral, as crianças, os idosos e os doentes com problemas respiratórios crónicos, principalmente asma, ou problemas cardiovasculares devem permanecer no interior dos edifícios e, se viável, com as janelas fechadas.

“Em caso de agravamento de sintomas contactar a Linha Saúde 24 (808 24 24 24) ou recorrer a um serviço de saúde”, acrescenta a DGS.

No seu site, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) diz que, com a aproximação de uma nova depressão no final do dia de hoje, com previsão de chuva a partir do dia 1 de abril, a concentração de poeiras tenderá a diminuir.

“Ainda durante o dia 31 deverão verificar-se elevadas concentrações de poeiras, diminuindo gradualmente ao longo do dia”, acrescenta.

Uso de plástico descartável na restauração possível por mais três meses

O uso de plástico descartável no setor da restauração e similares, que devia ser proibido a partir de quinta-feira, é possível por mais três meses, determinou o Governo.

A decisão de prorrogar o prazo de uso do plástico descartável deve-se “aos constrangimentos causados pela pandemia da doença covid-19”, justifica o Governo no decreto-lei 22-A/2021, que prorroga vários prazos em diversas matérias e estabelece medidas excecionais e temporárias no âmbito da covid-19.

O Governo tinha decidido a proibição de utensílios de plástico descartável a partir de 03 de setembro do ano passado, antecipando uma diretiva da União Europeia nesse sentido, que estabelece como data julho deste ano.

No entanto, devido à pandemia, o Conselho de Ministros de 27 de agosto do ano passado decidiu que setor da restauração e similares podia continuar a usar louça de plástico descartável até 31 de março de 2021.

O diploma “prorroga, até 31 de março de 2021, o período de que os prestadores de serviços de restauração e de bebidas dispõem para se adaptarem às disposições relativas à não utilização e não disponibilização de louça de plástico de utilização única”, referia na altura o comunicado do Conselho de Ministros.

No decreto-lei que volta a prorrogar o prazo o Governo refere que no atual período de suspensão de atividade o setor da restauração apenas pode funcionar para efeitos de confeção destinada a consumo fora do estabelecimento através de entrega ao domicílio, à porta do estabelecimento ou ao postigo.

Por isso “decide-se prorrogar o período de que os prestadores de serviços de restauração e de bebidas dispõem para se adaptarem às disposições da Lei n.º 76/2019, de 2 de setembro, que determina a não utilização e não disponibilização de louça de plástico de utilização única nas atividades do setor de restauração e/ou bebidas e no comércio a retalho”, afirma-se no documento.

Escolas podem contratar mais dois mil funcionários

As escolas vão poder contratar mais dois mil trabalhadores não docentes, na sequência da revisão da portaria de rácios dos assistentes operacionais e técnicos hoje publicada, anunciou o ministro da Educação.

De acordo com o governante, com este número, o acréscimo total de trabalhadores é de mais de oito mil “em menos de um ano”.

Os novos assistentes técnicos e operacionais vão reforçar áreas particulares, desde logo as escolas do 1.º ciclo, em que o rácio de alunos por assistente operacional foi alterado de forma a aumentar o número de funcionários nas escolas deste nível de ensino, conforme anunciado em fevereiro.

A revisão do documento que define o número de auxiliares que cada escola tem de ter vai ainda permitir o aumento do número de assistentes operacionais que apoiam as residências escolares, nas escolas de referência para a educação bilingue e do domínio da visão, e naquelas onde os pavilhões desportivos estão localizados fora das instalações.

Também as escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária) vão beneficiar de um reforço de trabalhadores quando tenham regime de ensino noturno.

Por outro lado, acrescentou o ministro, “aproveitando as oportunidades da sociedade digital e do programa Escola Digital, é reforçada a dotação de assistentes técnicos, para a promoção da inovação e da transição digital das escolas, com a atribuição de mais um assistente técnico por agrupamento de escolas e escolas não agrupadas”.

Tiago Brandão Rodrigues, que está a ser ouvido pela comissão parlamentar de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, sublinhou a importância deste reforço no atual contexto pandémico, em que a covid-19 coloca desafios acrescidos às escolas.

Braçadeira que Ronaldo atirou ao chão vai ser leiloada para ajudar bebé doente

A braçadeira que Cristiano Ronaldo lançou ao chão depois de o árbitro ter invalidado um golo de Portugal frente à Sérvia, de apuramento para o Mundial2022 de futebol, está a ser leiloada para ajudar uma criança doente.

Depois de ter apanhado a braçadeira do relvado do estádio Rajko Mitic, em Belgrado, um funcionário, que pediu anonimato, decidiu contactar um canal desportivo para a colocar à venda de forma a angariar dinheiro para ajudar Gavrilo Djurdjevic, um bebé de seis meses que sofre de atrofia muscular espinhal e que precisa de tratamentos com custos da ordem dos dois milhões de euros.

“Ronaldo atirou a braçadeira a três metros de mim e, quando vi que ninguém a apanhava, tive a ideia de colocá-la à venda, pois poderia ser uma boa ideia para ajudar o pequeno”, disse o funcionário, em declarações à agência noticiosa AFP.

Depois de ter verificado a autenticidade da braçadeira, o canal Sport Klub entrou em contacto com o site de leilões Limundo.com, que a colocou em leilão.

“Espero que possamos chegar ao próprio Ronaldo (…) para ajudar o Gavrilo o mais possível”, afirmou o funcionário.

No sábado, já em tempo de descontos do encontro, com a partida empatada a dois, depois de Portugal ter estado a vencer por 2-0, Cristiano Ronaldo enviou a bola para a baliza deserta, após ganhar o lance ao guarda-redes adversário, mas o jogador sérvio Mitrovic tirou a bola aparentemente já para lá da linha, só que o golo não foi validado.

Na sequência do lance, Cristiano Ronaldo protestou e atirou com a braçadeira de capitão para o chão.

Criança de 11 anos fica em estado grave depois de brincadeira com explosivos

Um rapaz de 11 anos ficou com ferimentos considerados graves, depois de ter estado a manusear com explosivos, cerca das 13h30 desta terça-feira, em Santa Marta de Portuzelo, Viana do Castelo.

Segundo avança o JN, a explosão deu-se enquanto a criança brincava com aquele material perigoso, na casa onde habita.

A vítima foi transportada de urgência para o Hospital S.João, no Porto.