Famalicão está em crescimento disciplinado de edifícios multifamiliares

Na avaliação do arquiteto Hugo Correia, o concelho de Vila Nova de Famalicão está servido de arquitetos «com qualidade» que executam projetos «que trazem mais-valia à cidade». Isto tanto no que diz respeito a obras de carácter privado como às chamadas obras públicas, da responsabilidade da autarquia por via dos seus gabinetes técnicos e de planeamento.

Os desafios colocados aos arquitetos são constantes e cada vez mais exigentes, o que obriga à data de hoje, à utilização de tecnologia avançada para a execução dos trabalhos e mais meios para a sua promoção junto dos potenciais clientes. Exemplo disso, são as imagens e vídeos em 3D associados ao design gráfico.

Há também alterações de comportamento de parte a parte. A presença em obra é uma constante já que os arquitetos são chamados a acompanhar todo o processo de crescimento de uma obra o que obriga a uma série de ajustes e adaptações a fazer, com envolvimento de muitas áreas profissionais. Um exemplo é a utilização da tecnologia BIM, permite agilizar e organizar todas as partes da obra criando rigor.

Hugo Correia assume que a utilização do software nas grandes obras já começa a ser uma constante e acredita que, no futuro, se vai expandir para as pequenas obras. Reconhece que nem todas as empresas de construção civil conseguem acompanhar esta evolução tecnológica mas a exigência de sintonia entre profissionais é uma obrigação.

Hugo Correia é autor de alguns edifícios emblemáticos em Famalicão, de que é exemplo a nova Igreja de Antas. Em termos de edifícios multifamiliares, é autor dos projetos de arquitetura do Sevenarts (ao lado do Auchan). Edifícios de qualidade, inspirados nas sete artes, que trazem um novo conceito de vivência na cidade. «É um exemplo que retrata a evolução da construção multifamiliar em Famalicão. Desde logo, porque são sete edifícios, depois pela integração no meio envolvente», realça, «onde se enquadrará o Hotel Meliã».

Relembra que a posição geográfica da cidade tem um peso substancial na procura, bem como a indústria que se encontra em constante desenvolvimento. «Todos estes argumentos induzem a uma aceleração do setor da construção habitacional em Famalicão que se expande em todos os sentidos do seu perímetro». O arquiteto refere como exemplos o Edifício Visconde e o 392 mais periféricos de sua autoria, mas sublinha que o centro da cidade também não está esquecido.

Acrescenta que a modernidade de conceito pode ser mesclada com o centro histórico tal como induz o Edifício The Flag desenhado por si a escaços metros da Câmara Municipal.

Reis Campos, presidente da AICCOPN: «Setor da construção civil continua a crescer»

O setor da construção civil e imobiliário cresceu (2,5%) em tempo de pandemia; foi dos poucos setores que nunca encerrou, pese embora tenha sido afetado por causa das restrições à mobilidade. Há 98 mil empresas do setor em Portugal e não há registo de insolvências por causa da pandemia. Continua, contudo, a faltar mão de obra.

Cidade Hoje entrevistou Reis Campos, presidente da AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas. Reis Campos quer que o Governo atenda aos problemas do setor neste Plano de Recuperação e Resiliência, a chamada “bazuca” europeia. «As obras públicas são fundamentais», salienta Reis Campos; já o investimento privado depende, sobretudo, da «confiança». Todos esperam o crescimento do turismo também para incremento da construção civil. Segundo o responsável da AICCOPN, «Famalicão cumpre neste setor aquilo que de melhor tem o país».

CIDADE HOJE – Em ano de pandemia, como correu para o setor da construção civil?

Reis Campos (RC) – Em janeiro do ano passado, o setor estava a começar um novo ciclo de consolidação de um conjunto de números que tinha em relação aos anos anteriores. Em investimento privado, o setor tinha crescido em número de habitações construídas, ou seja, mais 24 mil. Em obras públicas, vínhamos de um investimento promovido mas que não tinha reflexo nas obras adjudicadas e concursadas. Mas, o ano de 2020 começou com uma perspetiva muito boa para o setor da construção. Em fins de fevereiro, quando a pandemia assolou o país, o nosso setor esteve sempre ativo, em consonância com o que se passou em toda a Europa.

Não obstante, algumas obras que foram canceladas e outras adiadas, tivemos constrangimentos em termos de mobilidade dos trabalhadores e alguns casos de infeções; mas, contrariamente a outras atividades, tivemos um crescimento de 2,5%. Foi dos poucos setores que não necessitou de beneficiar do lay-off e de outros benefícios. A construção completou o ano de 2020 sem esse problema.

Em 2019 tínhamos falta de 70 mil trabalhadores, o setor tem ainda necessidade de mão de obra especializada. Terminou o ano com crescimento nas obras públicas, com crescimento no setor privado e entrou em 2021 numa situação melhor que qualquer outro tipo de atividade.

CH – Não há registo de empresas que tiveram que fechar ou colocar pessoas no desemprego?

RC – Em termos de falências de empresas de construção não temos conhecimento. Existem 98 mil empresas da construção civil e imobiliário e o que nos é informado é que a atividade estabilizou e, neste momento, continuam a precisar de mão de obra especializada.

CH – Qual a previsão para o ano de 2021?

RC – O setor privado, e falo da habitação e de outras obras, depende muito da confiança. Por exemplo, o turismo afeta fortemente o investimento dos promotores imobiliários; lembro que o nosso país foi, nos últimos anos, o melhor destino da Europa e nós beneficiámos dessa condição.

Nos últimos três meses tivemos problemas muito graves que nos afetaram a imagem, mas a situação está a tender para uma normalidade. Queremos, apenas, que o Governo tenha em mente que algumas coisas que tem feito não são positivas: é o caso dos Vistos Gold. É um instrumento que existe a nível europeu.

Em 2019, as transações de habitação e do imobiliário foram de 27,2 mil milhões de euros, dos quais 5,4 mil milhões foram para o exterior. É uma verba fundamental. Nós estávamos sempre a faturar 50 a 70 milhões de euros e agora vai descer, a partir do momento em que haja uma nova legislação dos Vistos Gold. Espero que o Governo mantenha algum bom senso para que isso não seja alterado.

Em termos de impostos, o setor tem estado muito afetado. O imobiliário era quase uma fonte inesgotável de impostos porque estava numa posição confortável. Deve haver um cuidado especial nisso.

As obras públicas são fundamentais. Neste momento, o volume é melhor do que no ano passado, mas muitas ainda não estão adjudicadas. Espero que o Governo faça a adjudicação dessas obras para que o setor tenha condições para enfrentar este grande desafio. É que em 2021/22, todas as obras têm que ser entregues, caso contrário vamos perder estes 13,9 mil milhões de euros que a Europa nos entrega de subvenções.

Queremos que a atividade se mantenha.

CH – O que lhe parece o Plano de Recuperação e Resiliência para o setor?

RC – É um plano que a Europa entendeu e que tem como objetivo resolver os problemas desta pandemia. Foi definida uma grelha de segmentos e dimensões para cada país. O nosso PRR, que foi apresentado em outubro e está neste momento em discussão pública, prevê três dimensões: a resiliência, o impacto climático e a dimensão digital.

O setor da construção e imobiliário integra mais a questão da resiliência, onde está a habitação, a mobilidade e a certificação energética. Estamos longe de atingir a eficiência energética de outros países, e tem tudo que ser feito até final do próximo ano, caso contrário perdemos esses fundos. Para isso, é fundamental a qualificação das empresas para poderem fazer a formação profissional dos seus trabalhadores.

Queremos que o Governo defina o conjunto das obras públicas, que calendarize e planeie corretamente todas estas obras para que as empresas se preparem para este grande desafio.

CH – A reabilitação urbana tem dado um grande contributo ao setor, é para manter?

RC – É um segmento de mercado que durante muito tempo esteve adormecido e que, fruto das últimas atividades, aparece hoje em alta, em linha com aquilo que a Europa pretende, que é a manutenção dos edifícios e dotá-los de eficiência energética. Os edifícios não podem ser um peso na sociedade. Hoje 75% das pessoas vivem nos centros das cidades, 60% da economia é dependente dos grandes centros.

Temos cerca de 3,5 milhões de edifícios e precisávamos de atacar a renovação de um milhão deles. Acredito que a reabilitação urbana vai continuar, o turismo vai ter uma importância grande nesta questão, razão pela qual as cidades hoje estão melhores e mais bonitas.

O nosso parque habitacional esteve muito degradado durante anos, fruto também das regras de arrendamento; mas hoje a reabilitação urbana adquiriu uma matriz que vai continuar na dinâmica da construção.

CH – Fala-se em falta de mão de obra qualificada no setor, como se ultrapassa essa questão?

RC – Temos dois centros de formação para a construção que são centros de excelência: o CICCOPN, na Maia, e CENFIC, em Lisboa. Na minha perspetiva, houve um desvirtuar daquilo que são os centros de formação, que deviam estar sob a tutela do Ministério do Trabalho. O Ministério da Educação criou nos centros uma vertente escolar e nós entendemos que o mais importante é que os nossos trabalhadores adquiram formações complementares e se formem no setor. A formação profissional é importante e vai ser fundamental neste desígnio do PRR. Não tínhamos gente, agora que o desemprego subiu pode ser que o setor da construção capte mais pessoas.

CH – Comparativamente com outros concelhos, qual é o peso da construção civil em Vila Nova de Famalicão?

RC – O concelho de Famalicão tem um peso económico muito importante, tem grandes empresas de construção e boas. Famalicão em termos de construção tem crescido porque tem muita indústria e isso atrai habitação. Em infraestruturas, Famalicão também não tem parado e isso é de louvar. Famalicão cumpre neste setor aquilo que de melhor tem o país.

Revisão do PDM de Famalicão condiciona espaços urbanizáveis

Na revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), os espaços urbanizáveis irão desaparecer e só se podem manter em solo urbano as áreas que estão infraestruturadas. No entanto, há instrumentos para programar futuras construções.

Na área da reabilitação urbana, o município concedeu, nos últimos três anos, um conjunto de incentivos no valor de 2,5 milhões de euros, para um total de investimento de 15 milhões. A somar ao investimento privado, a Câmara está a intervir em vários pontos do centro da cidade.

Estes são alguns dos dados e explicações concedidas à Cidade Hoje pela diretora do departamento do urbanismo do município de Famalicão, Francisca Magalhães.

CH – O Plano Estratégico de Reabilitação Urbana para o centro de Famalicão esteve em discussão, que contributos surgiram?

Francisca Magalhães (FM) – Os contributos surgiram no âmbito de uma sessão que fizemos de esclarecimento, durante o período de discussão pública, que decorreu no mês de janeiro; tivemos contributos importantes relacionados com a necessidade de termos uma visão abrangente, ou seja, não trabalharmos apenas o centro urbano sem termos uma visão do concelho.

Por outro lado, estamos atentos à qualidade e à valorização do património do concelho, especificamente o que existe na área central da cidade; apesar de muita gente achar que é uma cidade nova, esse património existe. Temos feito um levantamento exaustivo das lojas históricas e temos identificado inúmeros edifícios com valor a preservar.

Em relação ao ambiente: o Parque da Devesa é um ativo muito valorizado pelos famalicenses e devemos considerar a continuação dessa estratégica de política de reforço dos espaços verdes, de continuidade dos corredores verdes ao longo do Rio Pelhe e da bacia hidrográfica; além do fomento da biodiversidade e dos espaços de lazer.

Foram contributos importantes e reforçamos o nosso documento com essas ajudas.

CH – Os apoios fiscais para a reabilitação urbana têm originado mais licenças de construção?

FC – Têm vindo a aumentar o número de pedidos. Temos incentivos muito significativos; por exemplo, pela isenção das taxas administrativas municipais (os processos de reabilitação urbana não pagam). Nos últimos três anos, demos um conjunto de incentivos no valor de 2,5 milhões de euros, para um total de investimento de 15 milhões. É uma ajuda significativa e está a ajudar a reabilitação urbana. Isto para além da reabilitação pública do Mercado Municipal, da área central da cidade, da central de camionagem, etc. Este plano será muito significativo para a melhoria da qualidade de vida da cidade.

Estamos a definir a Estratégia Local de Habitação, em que a Câmara pode substituir-se ao proprietário na reabilitação do edifício. Depois de recuperar o investimento pode devolver o prédio novamente ao proprietário.

CH – Ainda existem alguns edifícios em mau estado, o que faz falta para que também esses casos sejam resolvidos?

FM – Há edifícios com licenças aprovadas, mas as obras ainda não começaram; há casos com situações complicadas de heranças, em que os proprietários não chegam a um entendimento. Mas a lei também prevê mecanismos a adotar nesses casos, nomeadamente o agravamento do IMI ou, então, a própria Câmara pode chegar a um acordo. Estamos a definir a Estratégia Local de Habitação, em que a Câmara pode substituir-se ao proprietário na reabilitação do edifício. Depois de recuperar o investimento pode devolver o prédio novamente ao proprietário.

CH – Quais as áreas mais intervencionadas?

FM – A área central da cidade, que já não sofria uma intervenção de fundo desde os anos 70, é crucial porque é a zona comercial mais significativa. É importante também a intervenção no espaço público para a introdução dos modos suaves de transporte e tem que haver uma coordenação entre a gestão do estacionamento, a introdução de ciclovias e de melhoria das condições dos espaços pedonais. É importante, também, a articulação com as principais entradas da cidade em termos de acesso ao transporte público.

A estação de camionagem, no Plano Estratégico, também está identificada, tal como a estação ferroviária. Temos a avenida Marechal Humberto Delgado e a Avenida de França que, quando concebidas, tinham uma função quase exclusivamente rodoviária mas, com a construção da variante nascente, essa necessidade deixou de existir e, neste momento, temos que as transformar em ruas com outro conforto e com outra segurança. Isto para permitir que o centro urbano se articule melhor com as novas áreas de expansão, nomeadamente a zona envolvente ao Parque da Devesa, Sinçães, etc.

A cidade ainda tem espaços urbanizáveis que poderão acolher uma maior densificação e um crescimento significativo

CH – Na sua opinião, a cidade tem tendência a crescer ou vão formar-se mais núcleos urbanos?

FM – A cidade ainda tem espaços urbanizáveis que poderão acolher uma maior densificação e um crescimento significativo. Por exemplo, a envolve do Tribunal, a zona do Vinhal, a área à volta do estádio municipal. Todas têm uma densidade construtiva razoável. Também temos propostas concretas para reforço das vilas, com espaços de expansão e intervenções ao nível da reabilitação urbana, dos espaços verdes e de equipamentos de apoio à população.

Mas a tendência é o crescimento começar a diminuir um pouco. Apesar de Famalicão ser um concelho atrativo, a população não tem o crescimento que tinha após o 25 de Abril ou até nos anos 80.

CH – Que ferramentas tem o Departamento de Urbanismo para que o crescimento seja homogéneo?

FM – Estamos a trabalhar na revisão do Plano Diretor Municipal; aliás, é uma imposição legal, que prevê uma contenção dos perímetros urbanos. Os espaços urbanizáveis irão desaparecer, só podemos manter em solo urbano as áreas que estão infraestruturadas. Isto vai alterar um pouco os métodos de trabalho e também as expetativas dos proprietários; mas temos instrumentos como a delimitação de unidades de execução que é uma programação das áreas com uma contratualização entre os proprietários e o município que permitem, a médio prazo, assegurar que haverá espaços que possam acolher essa expansão urbana.

Por isso, estamos a fazer um esforço grande junto dos proprietários e das áreas empresariais para que avancem com esse tipo de instrumentos de planeamento. Em conjunto com a Câmara, queremos assegurar que essas zonas serão infraestruturadas e poderão acolher novas construções. Isto tem que ser concluído até ao final do ano que é o prazo que temos para concluir a revisão do Plano Diretor Municipal.

CH – Além dessas, há mais alterações ao PDM?

FM – O PDM está em revisão; levamos no final de janeiro, a reunião de Câmara, uma proposta para prorrogar o prazo de elaboração, tendo em conta a suspensão de prazos decorrentes da pandemia e também a necessidade de termos uma cartografia homologada que estava sujeita a homologação do IGT (Instrumentos de Gestão Territorial). Mas esperamos concluí-lo até final do ano e início do próximo, apesar do Governo tencionar prolongar o prazo até dezembro de 2022. O que traz de novo é a eliminação dos espaços urbanizáveis e programação de áreas de expansão dentro dessas áreas já urbanizadas; e também traz novas preocupações relativamente à mitigação das alterações climáticas e à introdução da mobilidade sustentável.

A questão da habitação será primordial nos próximos anos. O crescimento dos preços tem criado algumas dificuldades para as pessoas que não tenham tantas posses possam aceder a habitação condigna; por isso, estamos a desenvolver estratégias no sentido de encontrarmos também ferramentas para conseguirmos colmatar essa lacuna. Isso será muito importante e será também vertido no Plano Diretor Municipal.

CH – Há planeamento para implantação de zonas industriais?

FM – Já temos grandes polos industriais e com área de expansão. O nosso receio é efetivamente se os proprietários não avançarem com as unidades de execução e que não se consiga garantir na Revisão do PDM a manutenção dessas áreas. Por isso, estamos a trabalhar para prever essa programação e essa expansão de uma forma contratualizada para que não haja essa falta de área para as empresas se instalarem.

CT Construções: Empresa em constante desenvolvimento

CT Construções, tem como administrador Leonel Cruz, é uma empresa que atua no sector da construção civil, desenvolvendo a sua atividade com clientes públicos e privados.

Atendendo “à obra feita” nos últimos anos neste setor de atividade, continuamos a constatar a satisfação e a confiança que os nossos Clientes, Colaboradores e Parceiros, continuam a depositar no nosso trabalho.

Estes motivos são uma das razões e objetivos que têm sustentado o modo de atuação da Empresa, contribuindo de forma significativa para sustentar e cimentar a sua posição no e com o mercado.

A orientação, presença, motivação e o elevado dinamismo que a Administração incute, diariamente, nos seus quadros, contribuiu, de forma decisiva, para o constante fortalecimento dos vários setores da empresa que, como se impõe, funcionam como equipa.

Esta forte liderança, aliada ao motivado quadro técnico da empresa, têm permitido, nos últimos anos, crescer de forma sustentável, o que originou, em 2020, o reconhecimento da empresa com o estatuto PME Líder.

As capacidades técnicas pluridisciplinares dos quadros da empresa têm permitido, de uma forma natural, diversificar a tipologia de obras executadas, contribuindo também para uma constante aprendizagem dos seus colaboradores e um reinventar de processos.

Ao longo da sua existência, CT Construções já realizou varias tipologias de obras, desde a construção de edifícios novos, reabilitação de edifícios existentes e reparações e construção de infraestruturas – muros em gabiões, pavimentação de vias e passeios, sistemas de drenagem de águas pluviais e esgotos, ETARs, ETAs, aterros sanitários, etc).

Dentro do portefólio dos projetos materializados pela empresa destacamos, entre outras, as seguintes obras:

  • Túnel do Marão – execução de infraestruturas ao longo do túnel e construção dos edifícios técnicos de apoio – esta empreitada, realizada para a Teixeira Duarte, S.A., foi o desafio mais importante, à data, tendo contribuído decisivamente para o crescimento e o reconhecimento da capacidade técnica da empresa;
  • Restaurante FOREVER – construção do novo edifício, incluindo os espaços exteriores envolventes, tendo sido projetado pelo Arquiteto Gonçalo Silva.
  • Hotel Moutados – reabilitação do antigo edifício do hotel, com a integral remodelação dos espaços interiores;
  • Quinta da Marinha – Remodelação integral de moradia existente;
  • Novas instalações da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF) – ; Requalificação integral do edifício, incluindo espaços exteriores;
  • Túnel do Bolhão – Construção e Remodelação dos Edifícios contíguos ao novo túnel de acesso ao Mercado.

Para além dos projetos mencionados, continuamos a colaborar ativamente com alguns Parceiros importantes, destacando, entre outros, o FC Famalicão, a Câmara Municipal do Porto, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, o Ministério da Cultura, a IP – Infraestruturas de Portugal, a empresa Teixeira Duarte, S.A. e a ANTF.

Relativamente a empreitadas em execução, importa destacar a construção de uma moradia na Quinta de Ceis, em Sabrosa, da autoria do prestigiado Arquiteto Souto Moura. Tratou-se de um projeto que constituiu mais um desafio e um marco importante na empresa, dada a complexidade e exigência do mesmo.

No final de 2020 CT Construções foi a empresa selecionada para a materialização de dois concursos públicos no concelho de Vila Nova de Famalicão – “Empreitada de Remodelação, Ampliação e Arranjos exteriores da Casa Museu de Camilo Castelo Branco” e a “Empreitada de Remodelação e Adaptação das Infraestruturas da Creche, CATL e Centro de Dia do Centro Social e Cultural de Riba de Ave”.

Estes dois novos projetos, já com trabalhos em curso, irão permitir a CT Construções cimentar a sua atuação neste município, onde está sediada, dada a elevada relevância e visibilidade dos mesmos no concelho.

Mais recentemente a empresa foi selecionada para a executar, já em inícios de abril, a empreitada de “Reabilitação do Interior do Edifício do Teatro Nacional São João”, cujo Dono da Obra é o próprio teatro – Teatro Nacional São João, E.P.E. e tendo sido projetada pelo Arquiteto João Carreira.

Trata-se de uma intervenção de enorme complexidade e relevância num dos monumentos mais emblemáticos da cidade do Porto, constituindo mais um grande desafio para a empresa e os seus quadros.

São estes grandes projetos que, no nosso dia à dia, nos movem e nos motivam para continuarmos a construir mais e melhor, a crescer e progredir sustentavelmente, atendendo continuamente às necessidades dos nossos Clientes.

Para mantermos o crescimento sustentável e equilibrado dos últimos anos, os estudos, as análises e as decisões de negócio devem continuar a ser suportadas por observação contínua das áreas mais críticas da empresa, sejam elas Recursos Humanos, Comercial, Financeiro, Produção, etc., de modo a preservar uma organização flexível, capaz de antever as tendências e se moldar às rápidas alterações do mercado.

Esta maneira de atuação da CT Construções tem contribuído, de forma decisiva, para o incremento do volume de negócios nos últimos anos, tornando-a mais ágil e capaz de assegurar o permanente desenvolvimento em diversas áreas de atuação.

2021 será um ano de crescimento do volume de negócios, mantendo a tendência dos últimos anos, com o cumprimento das metas e objetivos definidas pela Administração.

O compromisso assumido de,

  • continua otimização e melhoria dos processos internos,
  • manutenção da saúde financeira da empresa,
  • conservação e reforço da cultura corporativa,
  • aperfeiçoamento continuo dos processos com os Clientes
  • e a Conquista e reforço da fidelização de Clientes,

permitirá continuar a reforçar os pilares que sustentam o modo de atuação da CT Construções.

Testemunhos de alguns dos colaboradores da CT Construções:

“Com a nossa dedicação, motivação, profissionalismo e trabalho em equipa não nos faltará nada para que o nosso Futuro seja sinónimo de sucesso.” Cláudia Marques, Dep. Contabilidade e RH

“A Empreitada de Remodelação, Ampliação e Arranjos exteriores da Casa de Camilo – Museu, é uma obra de interesse público não só para todos os Famalicenses, como para todos os Portugueses. Por este facto, para mim, enquanto engenheira e Portuguesa, é um grande orgulho poder fazer parte deste projeto e representar a empresa nesta empreitada.” Inês Lima, Eng.ª Civil e Diretora de Obra

“A Empreitada de Remodelação e Adaptação das Infraestruturas da Creche, CATL e Centro de Dia do CSCRA tem em vista a ampliação e melhoria das atuais instalações. A ampliação da creche, com a construção de mais duas salas para bebés, e do Centro de Dia e ATL, que no final poderá receber cerca de 30 idosos e mais criança, possibilitará mais conforto aos cidadãos locais, principais utentes desta relevante estrutura social.” Inês Lima, Eng.ª Civil e Diretora de Obra

“Com as bases que criámos e os princípios que nos movem desde sempre, continuaremos a trabalhar, diariamente, para a construção de um mundo melhor”. Tiago Viana, Dep. Comercial / Produção

“Os desafios diários com que nos debruçamos, contribuem para o fortalecimento e a união da equipa, permitem uma continua aprendizagem dos seus colaboradores e o enriquecimento da empresa como um todo…” Sara Gomes, Eng.ª Civil e Diretora de Obra

“Reforçar a missão, fortalecer a visão e enriquecer os valores da empresa, este é o compromisso que assumimos no nosso dia à dia.” Carlos Lagarinhos, Eng. Civil e Diretor de Produção

“Projetamos e materializamos os sonhos dos nossos Clientes. É isto que nos dá força para continuarmos, melhorarmos e superarmos os desafios que se avizinham” Solange Abreu, Eng.ª Civil, Dep. Orçamentação

Grupo Adopthouse: A empresa de Construção e Imobiliária Famalicense que se encontra na vanguarda do mercado

Quando na generalidade os setores da economia nacional apresentam resultados negativos e uma quebra acentuada na produção, agravada pela pandemia de Covid-19, o setor da construção apresenta, pelo contrário, um balanço positivo relativamente ao ano de 2020, alcançado até um crescimento de valor bruto de produção (VBP) de 2,5%.

Neste sentido, o Grupo Adopthouse tem vindo a alcançar um crescimento igualmente interessante, tendo atualmente sete projetos em curso, nomeadamente as moradias –Individuais e em Banda– do projeto Pereira’s Village que se encontra 90% vendido. Apesar de valorizadas pela sua arquitetura intemporal e o design de linhas modernas e contemporâneas, as Pereira´s Village privilegiam acima de tudo o conforto e a qualidade. Para além disso, a tranquilidade proporcionada pela envolvência com a natureza, a proximidade do centro da Cidade e o fácil acesso à entrada da Auto-estrada (A3/A7 e A28), são outros aspetos a favor desta área residencial.

Ainda no sentido de apostar no desenvolvimento da região, o Grupo Adopthouse encontra-se à frente do desenvolvimento dos empreendimentos, já 100% vendidos, sendo eles o Famaliving e o Sinçães Terrace que, apesar dos diferentes ambientes, de um ser constituído por 17 Moradias e o outro ser um Edifício multifamiliar “em cima do Parque de Sinçães”, um dos pulmões da cidade de Famalicão, assimilam-se nos padrões elegantes, acabamentos de qualidade e, mais uma vez, nas linhas contemporâneas, características que destacam desde sempre a Adopthouse.

O Grupo tem vindo a alargar horizontes e para além dos empreendimentos em Vila Nova de Famalicão, encontra-se neste momento com três projetos na zona do Grande Porto, nomeadamente o Douro Village, o City Golf (50% vendido) e o Maia Design (90% vendido).

Para além do sucesso do Maia Design, será lançado dentro de dias um novo Projeto designado de Maia Design 2.

No contexto COVID-19 as alterações e o compromisso implicam algumas mudanças imprescindíveis na forma de trabalho do setor. Neste sentido, a Adopthouse pretende reforçar que, apesar de não querer parar face à situação pandémica atual, compromete-se a fazê-lo de forma a manter a comunidade em segurança e por isso, em parceria com os seus colaboradores e subempreiteiros, garante cumprir todas as regras referidas no Plano de Contingência aplicado pelo Grupo.

A empresa ndBIM muda o paradigma da construção civil

A Tecnologia BIM – Modelagem de Informações da Construção é uma inovação na área da construção civil e a ndBIM é uma empresa famalicense líder neste setor. O jovem empresário António Ruivo Meireles explica que o serviço BIM é baseado em software para reduzir os riscos, gerir os custos e otimizar o planeamento da obra. É uma ferramenta cada vez mais usada nas grandes empresas.

Cidade Hoje (CH) – Explique o conceito da ndBIM?

António Ruivo Meireles (ARM) – Nasceu em 2013 de uma necessidade. Os projetos de engenharia e arquitetura sempre foram desenvolvidos em duas dimensões e isso não permitia fazer uma boa compatibilização das várias especialidades; com o surgimento da metodologia BIM (Modelagem de Informações da Construção), suportada em software, começou a ser possível desenvolver os projetos a três dimensões e com isso fazer uma melhor compatibilização dos projetos e a quantificação dos trabalhos e dos materiais necessários.

A empresa ndBIM surge, então, para mudar o paradigma da construção. Criámos uma empresa de consultoria e serviços, que apoia incorporadoras no Brasil, promotores imobiliários, donos de obra e construtoras de obras em Portugal.

CH – Quais são, então, as mais-valias deste processo?

ARM – BIM significa Modelagem de Informações da Construção. Mas estes modelos 3D não são imagens, são bases de dados que os responsáveis de obra (nas suas várias categorias profissionais) retiram para as suas tarefas. A grande vantagem é uma base de dados com informação, atualizada, que todos podem consultar e, a partir daí, temos projetos compatibilizados. Permite também mitigar o risco da rendibilidade prevista.

CH – Que recursos é que as empresas precisam para ter estes modelos?

ARM – É necessário investir em software de última geração e dar formação às pessoas para trabalharem com estes modelos. Tudo isso demora tempo, consoante a empresa.

CH – Que problemas encontrou para desenvolver esta tecnologia?

ARM – Durante dez anos, antes de criar este desafio ndBIM, trabalhei na Mota-Engil (construtora portuguesa) e, diariamente, deparávamo-nos com projetos de arquitetura e de engenharia incompletos, mal definidos, com falta de informação, incompatíveis, que muitas vezes traziam problemas na frente de obra. Durante a obra tínhamos que resolver estes problemas, o que trazia atrasos e fazia com que houvesse derrapagens na obra, de custos e quantidade.

Uma das lacunas que existem na indústria de construção é estar compartimentada em silos; cada departamento (arquitetura, engenharia civil, subempreiteiros, etc.) normalmente trabalha para os seus objetivos individuais e não para o projeto no seu todo e, muitas vezes, não tem noção do todo.

Com o BIM isso mudou. Existe uma base de dados única, modelo 3D, em que todos vão contribuindo com informação e sempre que alguém contribui com algo é analisado no todo e nunca se avança de uma etapa para outra sem garantir que efetivamente não existem erros, omissões, que os trabalhos são coordenados e bem quantificados para não termos problemas a nível de custos e prazos.

CH – Como está a ser a aceitação para esta tecnologia?

ARM – Esta metodologia começa a ser obrigatória em muitos países, principalmente no Norte da Europa, Japão, EUA, onde a adoção tem sido muito rápida. Nos países onde a metodologia ainda não é obrigatória, caso de Portugal, estamos muito dependentes da vontade dos privados. Nos últimos dois anos, os privados já não têm dúvidas das vantagens. As grandes obras já são feitas segundo esta metodologia. O próximo passo é as empresas saberem contratar.

CH – Como surgiu essa expansão da empresa para o Brasil?

ARM – A ndBIM é portuguesa, mas nós começamos a trabalhar no Brasil. Fui fazer uma palestra em S. Paulo e fui convidado por várias empresas. Na altura não fazia parte dos meus planos emigrar, mas achei que era interessante avançar com uma empresa de consultoria e prestação de serviços. Estamos em 2013, Portugal ainda estava envolvido numa grande crise económica. No primeiro ano só trabalhámos para o Brasil. Em 2015, o Brasil começa a entrar numa crise económica, Portugal começou a melhorar e iniciamos a trabalhar mais cá. Neste momento, a faturação divide-se entre o mercado do Brasil e o de Portugal.

CH – Perspetivas para o próximo ano?

ARM – Nos últimos três anos temos vindo a crescer cerca de 20% ano; o nosso objetivo é mantermo-nos nesse crescimento que tem refletido um aumento do número de pessoas na equipa. Este ano podemos crescer mais porque vamos lançar um produto novo. É uma plataforma informática disponível na cloud que vai fazer com que as pessoas não tenham que comprar computadores robustos, porque acedem à plataforma diretamente. A maior parte dos softwares que existem no mercado são vocacionados para arquitetos e engenheiros, que representam só 4% dos trabalhadores da construção. Os outros 96% não têm tecnologia disponível para eles e é isso que queremos mudar. Estamos a terminar o desenvolvimento do software e já temos seis empresas parceiras, no Brasil e em Portugal. Cá temos empresas como a Teixeira Duarte e a Garcia Garcia que já manifestaram interesse em fazer parte de um grupo de empresas-piloto que vai adotar o software nas suas obras para nos dar o feed-back com que vamos poder melhorar.

CH – Procuram adaptar-se constantemente ao mercado?

ARM – Faz parte do nosso perfil procurar constantemente a inovação. Estamos numa área relativamente nova, com constante inovação a surgir no mercado e nós temos que nos manter atualizados para passar essa inovação aos nossos clientes. Queremos trazer valor em tudo o que tocamos. Só propomos aquilo que no final vemos que poderá aumentar a rendibilidade de quem nos está a contratar.