A construção civil tem uma escola de formação

O Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Norte (CICCOPN), a funcionar na Maia, é uma importante escola de formação para a área da construção civil.

Tem todos os cursos, desde eletricista, canalizador, carpintaria, técnico de medições, orçamentista, topógrafo, técnico de gás, condução de obra, manobrador de máquinas, etc. «Os pais e os jovens podem pensar neste setor como uma boa saída profissional», refere o diretor do Centro, Rui Valente. A formação é financiada, de dupla certificação, ou seja, com saída para o mercado de trabalho e com possibilidade de prosseguirem os estudos.

Podem inscrever-se pelos meios eletrónicos, através da página www.ciccopn.pt, ou do contrato direto das linhas de atendimento.

CH – O que é e como funciona o CICCOPN?

Rui Valente (RV) – É um centro de formação profissional, que surgiu de uma ligação com o Instituto do Emprego e Formação Profissional e com a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras públicas. Este protocolo é que originou, há 40 anos atrás, o CICCOPN.

CH – Cada vez é mais importante a aposta na formação?

RV – É muito importante. Desde 2017, o setor da construção civil tem tido um crescimento bastante acentuado e, desde o início da pandemia, foi dos setores menos afetados, porque se manteve em atividade regular ao longo de todo este período. Por isso, é um setor com uma carência, bastante significativa, de trabalhadores qualificados, nos diversos níveis, desde os mais básicos aos tecnologicamente mais avançados. Essa procura tem sido bastante significativa e nós tentamos corresponder, embora longe de atender àquelas que são as necessidades do setor.

CH – Quais são os cursos que o CICCOPN tem?

RV – Todos os cursos ligados ao setor da construção civil, desde as profissões de eletricista, canalizador, carpintaria, técnico de medições, orçamentista, topógrafo, técnico de gás, condução de obra, manobrador de máquinas…

«Não podemos pensar a construção como há dez, quinze ou vinte anos porque não é a mesma coisa»

CH – Ainda há muito estigma relativamente a estes cursos?

RV – Estamos a fazer um investimento muito grande no que se refere à atratividade do setor. A construção civil ainda tem algum estigma e nós tentamos desmistificar esse estigma. A construção civil, tal como outros setores, incorpora tecnologia. Não podemos pensar a construção como há dez, quinze ou vinte anos porque não é a mesma coisa. Há muita incorporação de tecnologia, há a questão da eficiência energética, da sustentabilidade; são aspetos transversais e estão todos incorporados no setor da construção. Os próprios programas de formação profissional já contemplam todas essas dinâmicas e visões atuais de desenvolvimento sustentado. O setor tem condições para atrair jovens, em termos de qualificação inicial.

CH – Que outras estratégias para atrair os formandos?

RV – A nossa formação é financiada. Os jovens e adultos que frequentam a formação têm alguns apoios financeiros. Por outro lado, a formação é gratuita para o formando. A dificuldade é atrair os jovens para o setor através de dinâmicas e projetos de formação com que se identifiquem. Por isso, utilizamos muitas práticas pedagógicas que envolvem tecnologia, desde tabletes, computadores, telemóveis.

CH – Como a escola tem gerido a situação de pandemia, uma vez que o setor continua a trabalhar?

RV – No primeiro confinamento, ajustamos todos os nossos programas para uma plataforma de formação à distância. Neste momento, o CICCOPN tem um sistema de formação híbrido que funciona, independentemente de estarmos ou não em pandemia. Isso é importante. Temos a formação online e a formação em ambiente presencial quando houver condições. Tem sido interessante porque conseguimos captar estudantes que estão longe e que, por razões de mobilidade, não teriam condições de recorrer à formação no CICCOPN. Tudo isto vem trazer uma nova maneira de fazer a formação profissional.

Cursos com alto grau de empregabilidade

CH – Estes cursos têm um grau elevado de empregabilidade?

RV – O setor da construção civil precisa de pessoas e a empregabilidade é alta. Os nossos cursos de aprendizagem são de dupla certificação. Os alunos podem concluir o 12.º ano, associado à qualificação profissional na área que optaram. Garante continuidade nos estudos, se assim o quiserem, para o ensino superior, mas também podem ingressar no mercado de trabalho, porque estes cursos têm uma vertente prática desenvolvida dentro das empresas ao longo do período de formação.

CH – O setor da construção civil não parou durante a pandemia, é razão da importância do setor na economia…

RV – Espero que isso possa ser um fator de motivação para quem está a começar a olhar para a vida profissional. Penso que é uma boa opção. Os pais e os jovens podem pensar neste setor como uma boa saída profissional. Representa muito para a economia do país e está em crescimento. Neste momento, pode contrabalançar outros setores que decaíram com a pandemia. Haverá pessoas em situação de desemprego e que podem optar por esta área. Estamos a preparar alguns programas de formação, a pensar em pessoas desempregadas que pensem em reconverter-se para áreas direcionadas para o setor de construção civil.

CH – Há empresas que pedem à CICCOPN formações específicas?

RV – Sim, o nosso ano de formação é sempre ajustado às necessidades do próprio setor; há uma articulação muito estreita com a associação, que está incorporada no nosso centro, e com as empresas.

Além disso, desenvolvemos programas específicos e trabalhos com empresas que nos solicitam. Temos trabalhado com várias empresas do setor, com programas de formação, de maior ou menor duração, consoante a necessidade; quer para a requalificação dos trabalhadores, ou mesmo para a reconversão de pessoas que estão desempregadas. Neste momento, temos um projeto de formação para uma empresa, todo ele inovador, que é a construção indoor. É como se estivéssemos dentro de uma fábrica a construir uma casa. Depois é ir para o terreno e instalar os componentes, segundo novos modelos e metodologias construtivas.

CH – Como se podem inscrever no CICCOPN?

RV – Podem inscrever-se pelos meios eletrónicos, através da nossa página (www.ciccopn.pt), ou através do contrato direto das linhas de atendimento. Estamos sempre disponíveis.

Macominho é uma empresa de referência no Norte do país

A Macominho – Materiais de Construção do Minho, Lda., é uma empresa com 28 anos, cuja atividade começou por ser a venda por grosso e a retalho de materiais de construção e decoração, bem como pichelaria. Posteriormente, começou a vender móveis de casa de banho, com uma qualidade e design superiores.

Artur Seara da Costa foi o mentor desta empresa, que já vai na terceira geração, «o que me dá força e vida», confessa.

O nome da empresa foi construído a palmo e é hoje uma referência no mercado, especialmente a norte do Rio Douro. «Temos quatro comerciais na rua e temos vindo a ganhar terreno», conta Artur Costa.

Esta empresa familiar, sediada em Gavião (na estrada 206, junto à variante), tem desenvolvido a área da venda e também da revenda. «Somos distribuidores de diversas marcas de produtos, nacionais e internacionais; de algumas dessas marcas somos vendedores exclusivos para o mercado nacional», revela o fundador.

«Com esforço, muitas horas de trabalho e dedicação ao cliente temos conseguido atingir os nossos objetivos», sublinha Artur Costa, que ajudou a fazer da Macominho uma PME Líder.

A área da construção civil não tem sofrido muito com a pandemia da covid-19, mas o empresário da Macominho admite que há dificuldades na entrega de alguns materiais vindos do estrangeiro.

A empresa tem uma excelente localização, com parque de estacionamento, e uma área de exposição que mostra os materiais e as melhores soluções de construção. Está aberta a uma visita, mesmo em tempo de confinamento, com o cumprimento das regras da DGS.

Hoje, a Macominho, é uma referência no Norte de Portugal, na comercialização de revestimentos e pavimentos, sanitários e torneiras, móveis, acessórios e climatização.

Há uma vasta gama de cerâmicos para interior e exterior, em diversos materiais.

Casas de banho – Louças, sanitários, lavatórios, misturadoras, banheiras, bases de chuveiro e hidromassagem, móveis e espelhos, equipamentos de mobilidade reduzida.

Climatização – Ar condicionado, esquentadores, bombas de calor; aquecimento a pellets, a lenha, a gás natural, elétrico, solar térmico e acessórios.

A Macominho criou, recentemente, uma secção especial dedicada à pichelaria e bricolage, com diversidade de materiais para profissionais e público em geral.

Futebol: AF Braga apoia clubes com isenção das taxas de organização de jogos

Na retoma dos campeonatos, prevista para maio, a direção da AF Braga decidiu isentar do pagamento das taxas de organização dos jogos, todos os clubes participantes nas provas.

Em comunicado emitido na tarde desta quarta-feira, a direção assinala este apoio extraordinário de 50 mil euros aos clubes filiados participantes nos campeonatos distritais de seniores.

Esta medida vem de encontro a outras já tomadas, como assinala a associação. Num primeiro momento, reduziu o custo das taxas de inscrição dos atletas seniores em 40% (futebol 11), em 100% (futsal) e isentou os clubes do pagamento das taxas de filiação. Também foram reduzidos os encargos com as taxas de organização em 20€.

Agora, «e cientes de que os clubes vivem uma situação atípica, sem receitas de bilheteira, com apoios de publicidade muito reduzidos, entre outros», a direção da AF Braga reforça o apoio isentando, todos os clubes, do pagamento das taxas de organização dos jogos que se irão realizar. Esta decisão representa para a Associação de Futebol de Braga um valor de cerca de 50 mil euros.

Supremo Tribunal de Justiça confirma condenação de 17 anos a namorada de Hugo Oliveira

O Supremo Tribunal de Justiça confirmou a condenação, a 17 anos de prisão, da namorada de Hugo Oliveira, natural de Requião, morto no dia 24 de dezembro de 2016, no Parque das Nações, em Lisboa.

Foi condenada por provocar a morte de Hugo Oliveira, algo que continua a negar. Alega que houve um pacto para que os dois cometessem suicídio, mas ela acabou por não o fazer. Depois de um jantar no Ritz, o jovem de Requião tomou comprimidos e terá ficado inanimado na cama. A arguida é acusada de despejar um pacote de gelo seco e de provocar um incêndio na cama.

Fernanda nega as acusações, afirmando que se limitou a seguir as instruções do namorado. A defesa fala em ajuda ao suicídio; mas o Tribunal entende que se aproveitou da intenção suicida de Hugo Oliveira. O objetivo seria pôr fim a uma alegada encenação de que estaria grávida.

Depois do crime veio para Gaia, onde tinha apartamento.

União Europeia espera receber 360 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 até junho

A União Europeia espera receber até final da semana cerca de 107 milhões de vacinas contra a covid-19, sendo que 30 milhões são da AstraZeneca.

Aliás, Bruxelas conta com uma grande quantidade de doses de vacinas no segundo trimestre, na ordem dos 360 milhões, quantidade suficiente para inocular 70% da população até julho.

Uma meta também assumida por Portugal. O coordenador da Task Force anunciou que estão para chegar 35,8 milhões de vacinas. Revelou, também, que a partir de maio haverá 150 centros de vacinação rápida contra a covid-19 e que, neste momento, estão a ser contratados os profissionais de saúde necessários para essa tarefa.

FC Famalicão adia festa do título da Liga Revelação

Na tarde desta quarta-feira, o FC Famalicão venceu, 3-1, o Leixões, em jogo em atraso da terceira jornada da fase de apuramento de campeão, e adiou a festa do título da Liga Revelação.

O Leixões precisava de um ponto para garantir o título, mas os famalicenses trataram de adiar os festejos, com uma vitória clara. Agora, as decisões quanto ao vencedor ficam adiadas para 6 de abril, quando Estoril e Leixões, separados por três pontos, se encontrarem.

Pelo Famalicão marcaram Alexandre Penetra (8’) e André Ricardo (19’ e 74´). Papalele, aos 60’, reduziu para os visitantes. Com esta vitória na fase de apuramento, os famalicenses passam a somar 24 pontos, ocupando o quarto lugar.