Famalicão: 20 anos de Cão Danado

O Cão Danado – Associação Cultural celebra, este ano, o 20.º aniversário com várias atividades, desde logo com o lançamento de uma nova imagem e conversas online – “Pensar as imagens” – sobre o trabalho de fotógrafos e realizadores de cinema, que decorrem este sábado. Até final do ano, terão lugar espetáculos, conversas, ações de formação, residências artísticas, concertos e, em setembro, o espetáculo de aniversário, na Casa das Artes de Famalicão.

O Cão Danado é uma plataforma de criação que, ao longo dos últimos 20 anos, tem reunido colaborações e intervenientes nas diversas áreas artísticas. Com um trabalho de permanente investigação e experimentação, esta estrutura tem abordado o objeto e a prática artística nas suas várias disciplinas.

Fundada em Braga, em 2001, a associação migrou, em 2018, para Famalicão alterando a área artística para Cruzamentos Disciplinares. Para consolidar a estruturação do grupo, o Cão Danado pretende criar no seu espaço-oficina, no Complexo Industrial da Reguladora, em Calendário, as condições para viabilizar a realização e apresentação de oficinas, master classes, exposições e outros eventos complementares, assim como o acolhimento de outros criadores e projetos culturais.

(Foto: Vinicius Ferreira)

Portugal quer salário mínimo europeu que permita uma “vida digna”

Portugal procurará obter uma orientação geral sobre a diretiva dos salários mínimos adequados que “permita apoiar uma vida digna” para os trabalhadores europeus, anunciou esta segunda-feira a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Ana Mendes Godinho falava à entrada para o conselho informal dos ministros da União Europeia (UE) do Emprego, Política Social, Saúde e Consumidores, que decorre por videoconferência e ao qual preside juntamente com a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

O conselho tem como objetivo principal debater o plano de ação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais, que será apresentado pela Comissão Europeia em março e que é uma das prioridades da presidência portuguesa do Conselho da UE.

O salário mínimo europeu é um dos instrumentos do futuro plano de ação, um programa com medidas concretas para executar o Pilar Social Europeu, que Portugal quer ver aprovado na Cimeira Social de 07 e 08 de maio, no Porto.

No conselho informal de hoje haverá ainda uma discussão em torno “do futuro do trabalho e do trabalho digno”, com relevo para as “políticas de combate à discriminação, à pobreza e à exclusão social”, no âmbito das quais será lançada, em junho, uma plataforma europeia para a prevenção e combate à condição de sem-abrigo.

Os direitos da criança também estarão “no centro” deste encontro, visando adotar uma garantia para a infância.

No final dos trabalhos, nos quais participam os comissários Nicolas Schmit (Emprego e Direitos Sociais) e Helena Dalli (Igualdade), haverá uma conferência de imprensa conjunta das ministras portuguesas e destes dois membros da Comissão Europeia.

Setor dos casamentos quer voltar à atividade em abril mas com testes Covid-19 aos noivos, convidados e equipas

O Movimento de Empresas do Setor do Casamento (MESC) quer retomar a atividade em abril, depois de um ano “praticamente parada”, com a realização de testes à covid-19 a convidados para a concretização das bodas.

“A realização de teste ou demonstração de teste negativo a menos de 72 ou 24 horas (consoante o teste utilizado) será requisito para a realização do casamento”, propõe o movimento, em comunicado.

A identificação de pessoas infetadas vai impedir que estas vão ao casamento, evitando que possam ser transmissoras do vírus a convidados e funcionários, sublinhou.

Desta forma, os espaços onde se organizam os casamentos passam a ser “parte ativa” na testagem, identificação, comunicação e isolamento de infetados, frisou.

Além da realização de testes, o movimento defende a recolha dos contactos telefónicos de todos os convidados por parte do espaço onde acontece o casamento e a sua comunicação à Direção-Geral da Saúde (DGS) em caso de ocorrência de um surto.

“Estas soluções vão permitir resolver de uma forma efetiva o isolamento de indivíduos infetados e de todos aqueles que estiveram em contacto”

O movimento lembrou que o período de paragem é já “extremamente longo” e está a pôr em causa a sobrevivência de grande parte das empresas destes setores, nomeadamente hotelaria, cultura e serviços.

Falando num setor “altamente sazonal”, o movimento alertou que, com as restrições impostas, se perdeu 83,2% da atividade de 2020.

“Apesar de ter sido legalmente viabilizada a atividade do setor, a imposição de todas as medidas restritivas, bem como o clima generalizado de medo e desconfiança fez com que mais do que 80% dos casamentos agendados em 2020 fossem reagendados para 2021 ou cancelados”, indicou.

Esta situação obrigou, por um lado, as empresas a cumprir com os contratos dos clientes que quisessem realizar os eventos e, por isso, a abdicar de regimes como o `layoff´ e, por outro lado, entrar em litigância com clientes, ressalvou.

Segundo dados disponibilizados pelo Movimento de Empresas do Setor do Casamento, esta indústria movimenta cerca de quatro mil milhões de euros e representa 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, deste setor dependem sete mil empresas e 150 mil pessoas, acentuou.

Famalicão: 500 mil euros anuais para bombeiros, Cruz Vermelha e sapadores florestais

A Câmara Municipal de Famalicão renovou o apoio às três corporações de bombeiros e ao Núcleo da Cruz Vermelha.

Os subsídios são atribuídos trimestralmente e a primeira tranche foi aprovada na última reunião de Câmara, a 18 de fevereiro.

O município mantém este apoio, desde há vários anos, por entender que é «fundamental para assegurar respostas de socorro eficazes, permanentes e céleres junto das populações».

As três corporações – Bombeiros Voluntários de Famalicão, Bombeiros Voluntários Famalicenses e Bombeiros Voluntários de Riba de Ave – recebem, cada uma, 90 mil euros; o Núcleo de Ribeirão da Cruz Vermelha fica com 42 mil euros.

Na mesma reunião esteve também em discussão a atribuição do apoio financeiro às equipas de intervenção permanente das corporações de bombeiros, no valor de 8700 euros para cada corporação, tendo sido também aprovada a transferência de uma verba de 40 mil euros para a Associação dos Silvicultores do Vale do Ave para o funcionamento da equipa de sapadores florestais.

Quer dizer que o apoio anual a todas estas forças de proteção civil está próximo dos 500 mil euros.

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão considera que estes apoios financeiros «são fundamentais para a gestão dos orçamentos destas forças de socorro».

«Os serviços prestados diariamente por estas equipas são de uma importância incalculável e a atribuição destes apoios por parte do Município são, de certa forma, um reconhecimento que se impõe por todo o esforço que colocam no cumprimento das suas funções», acrescenta ainda Paulo Cunha.