Centro Hospitalar de Famalicão reduz cirurgia programada para atender os doentes covid

O Centro Hospitalar do Médio Ave viu-se obrigado a transferir doentes covid e doentes com outras patologias para Hospitais de Coimbra e Lisboa. Isto aconteceu porque o Hospital de Famalicão está com quase uma centena de internados com covid-19 e porque a natural transferências para Braga e Porto está difícil uma vez que também estes hospitais estão saturados. «Tivemos que encontrar com o Ministério da Saúde e com a ARS Norte soluções alternativas noutros hospitais e é o que temos estado a fazer», revela o presidente do Conselho de Administração do Hospital, António Barbosa.

A transferência de doentes permite que o Hospital possa acomodar aqueles que todos os dias vão chegando ao Hospital de Famalicão.

António Barbosa assegura que o Hospital ainda tem capacidade para acomodar mais doentes, mas alerta que a partir de um determinado patamar começam a ficar em causa outros serviços. «Quando ultrapassamos os 70 doentes internados começamos a invadir outras áreas. Um exemplo, há cerca de duas ou três semanas tivemos que reduzir a cirurgia programada não prioritária, que precisa de internamento; a cirurgia de ambulatório continua», destaca o presidente do conselho de administração do Hospital.

Hospital de Famalicão com 94 internados com covid-19

Esta sexta-feira, dia 13 de novembro, o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão, tem 94 doentes internados com a covid-19. Um número que ultrapassou as expectativas da direção hospitalar.

O presidente do Conselho de Administração, António Barbosa, em declarações ao Cidade Hoje, revela que o aumento foi além do previsto. Isto porque no dia 10 de outubro, o Hospital tinha nove doentes internados e no dia 30 do mesmo mês já atingia os 90 internados com covid-19. «Foi tudo muito rápido e isso criou dificuldades maiores, porque tivemos de fazer as coisas mais à pressa», conta António Barbosa.

O plano inicial era o número de internados com covid-19 atingir o máximo de 78, embora existisse um plano B se fosse para além dessa contagem. Foi o que aconteceu «e aqui os nossos profissionais demonstraram enorme sentido de responsabilidade, sobretudo atendendo a estas circunstâncias difíceis», revela o dirigente.

A nova ala das urgências hospitalares vai ficar pronta no final do mês de novembro, e irá permitir a separação de doentes covid dos não covid.

Subida dos preços dos combustíveis na próxima semana

Os preços dos combustíveis vão subir na próxima semana, ficando mais caros já a partir de segunda-feira. O aumento é até três cêntimos por litro tanto na gasolina como no gasóleo, adiantou fonte do setor à Executive Digest.

Os preços dos postos junto aos hipermercados também seguem as tendências de mercado.

Recorde-se que esta é a primeira subida do mês. Os preços dos combustíveis estiveram a descer desde 26 de outubro, segundo dados da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG).
Os dados da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG) mostram que o preço médio do litro de gasolina em Portugal custa atualmente 1,425 euros enquanto o do gasóleo vale 1,249 euros. As cotações podem, no entanto, variar nos postos de abastecimento, já que o preço fixado na rede tem ainda em conta o nível de concorrência, da oferta e da procura em cada mercado e o nível de custos fixos de cada posto.

O mais recente boletim sobre combustíveis da Comissão Europeia indica que Portugal tem a sexta gasolina 95 mais cara dos 28 países da União Europeia, 13 cêntimos acima da média europeia e 22 cêntimos mais cara do que em Espanha. Já o gasóleo ocupa a 5ª posição do ranking europeu.