Joane: 1800 pessoas foram às compras este sábado na Feira de Joane

 

Cerca de 1800 pessoas foram até à feira da vila de Joane, que regressou este sábado, depois de interrompida devido à pandemia de Covid-19.

Este regresso, que chegou a estar marcado para a semana passada, aconteceu debaixo de muitas medidas de proteção, quer de comerciantes, quer de clientes.

O presidente da junta, António Oliveira, fez balanço positivo desta renovada feira.

Funcionou muito bem para os comerciantes e clientes. O público sente mais segurança em vir à feira do que a outra superfície qualquer.

As entradas estiveram a ser monitorizadas, havendo um limite de 200 pessoas no recinto.

Covid-19: Mais 2 infetados nas últimas 24h em Famalicão, são 396 casos no total

Dados divulgados pela Direção Geral da Saúde no mais recente relatório de situação.

Covid-19: São João demarca-se de resultados errados em testes a futebolistas

O jornal Expresso noticia hoje a existência de anomalias nos testes a nove jogadores do Vitória de Guimarães e Famalicão, com resultados positivos e que se revelaram negativos, feitos pela Unilabs e que terão sido detetados por um médico do Hospital de São João.

“O Centro Hospitalar Universitário São João não tem qualquer protocolo com clubes portugueses de futebol para colheita de análises de pesquisa de covid-19, e não tem conhecimento de resultados de testes de atletas de clubes”, lê-se no comunicado conjunto do Hospital de S. João e da Unilabs Portugal enviado à agência Lusa.

No mesmo documento, as duas instituições admitem a existência de vários fatores que podem afetar os resultados, como datas da colheita, procedimentos aplicados e metodologias, equipamentos e reagentes usados no laboratório.

Contactada pela Lusa, fonte oficial do Famalicão reiterou a confiança na Unilabs, acrescentando que nunca solicitou a realização de testes no Hospital de São João, no Porto.

Em 12 de maio, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) apresentou a Unilabs como parceiro para a realização de testes à covid-19, tendo em vista a retoma da I Liga, marcada para 03 de junho.

“A LPFP conseguiu, atempadamente, negociar com a Unilabs a presença dos seus técnicos nos nossos estádios e centros de estágio, sem que exista necessidade de deslocação dos jogadores e ‘staff’, e estes são motivos que temos como muito importantes na preparação deste regresso da competição aos relvados portugueses”, disse, na altura, Sónia Carneiro, diretora executiva coordenadora da Liga Portugal.

Em comunicado divulgado hoje, a LPFP assegurou que “a Unilabs foi o laboratório que melhores condições ofereceu para a quantidade e especificidade dos testes pedidos pela Direção-Geral da Saúde (DGS), sendo reconhecidamente um laboratório com credibilidade”.

O organismo que rege as competições profissionais de futebol acrescentou ainda que “não é informada pelo Laboratório do resultado dos testes”, que “são contratualizados e pagos por cada clube de forma individual com o laboratório escolhido”.

“O protocolo celebrado não pressupõe exclusividade e os clubes são livres de realizar os testes com o laboratório que entenderem mais adequado, desde que respeitem os critérios e exigências definidas pelas autoridades de saúde. Não há obrigatoriedade de realização dos testes na Unilabs, embora a grande generalidade dos clubes tenha optado por o fazer”, esclareceu a LPFP.

Após a declaração de pandemia, em 11 de março, as competições desportivas de quase todas as modalidades foram disputadas sem público, adiadas — Jogos Olímpicos Tóquio2020, Euro2020 e Copa América -, suspensas, nos casos dos campeonatos nacionais e provas internacionais, ou mesmo canceladas.

Os campeonatos de França, Países Baixos, Bélgica e Escócia foram cancelados, enquanto outros países preparam o regresso gradual à competição, como Inglaterra, Itália, Espanha e Portugal, que tem o seu reinício marcado para 03 de junho, depois de a Liga alemã ter sido retomada em 16 de maio.

Faltam disputar 90 jogos do principal escalão do futebol nacional, o único que não foi cancelado devido ao novo coronavírus, assim como a final da Taça de Portugal, que vai opor Benfica e FC Porto.

Após 24 jornadas, os ‘dragões’ lideram a competição, com 60 pontos, mais um do que o campeão Benfica.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 335 mil mortos e infetou mais de 5,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,9 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.289 pessoas das 30.200 confirmadas como infetadas, e há 7.590 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Covid-19: Depois de falsos positivos no F.C.Famalicão, liga esclarece parceria com Unilabs

Depois dos alegados falsos positivos nos testes Covid-19 a jogadores do F.C.Famalicão e V. de Guimarães, a Liga, em comunicado, explicou os contornos da parceria assinada com a Unilabs, laboratório responsável pelos testes às equipas.

Organismo garante que este foi “o laboratório que melhores condições ofereceu para a quantidade e especificidade dos testes pedidos pela Direção-Geral da Saúde”.

A Liga refere ainda que “não recebe qualquer receita proveniente deste acordo” e que “não há obrigatoriedade de realização dos testes na Unilabs, embora a grande generalidade dos clubes tenha optado por o fazer”.

Relembramos que o Expresso deste sábado revela que houve um erro nos resultados dos testes a uma série de jogadores. Uma notícia que pode ler se aceder à ligação em baixo.

https://cidadehoje.pt/covid-19-laboratorio-erra-nos-testes-aos-jogadores-do-f-c-famalicao-e-v-guimaraes/

 

Covid-19: Cerca de 50 mil empresas pediram para pagar IVA e IRS faseadamente

Quase 50 mil empresas aderiram ao regime de pagamento fracionado do IVA e retenções na fonte, tendo estes pedidos resultado no diferimento de 498 milhões de euros de impostos, disse hoje o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.

António Mendonça Mendes falava durante um ‘webinar’ sobre “A retoma económica: pontos de vista institucionais”, promovido pela Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC).

Em declarações à Lusa, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, precisou que, daquele valor, 115 milhões de euros correspondem a diferimentos do pagamento de retenções na fonte do IRS e o restante a pedidos de diferimento de IVA.

Das 48.761 empresas que aderiram a esta medida excecional e temporária, adotada com o objetivo de mitigar o impacto da pandemia de covid-19 na tesouraria das empresas, mais de um terço optou pelo plano prestacional de três meses.

Este regime de flexibilização do pagamento das retenções na fonte do IRS e do IVA, permite que os valores devidos nos meses de abril, maio e junho sejam fracionados em três ou seis prestações, com a entrega de um terço ou um sexto no mês a que o pagamento seja devido, vencendo-se as restantes prestações na mesma data nos meses seguintes.

Assim, as que optaram por entregar um terço do IRS ou do IVA em abril, terão em maio de entregar a terça parte do imposto relativa a esse mês, acrescida de mais um terço do valor que ficou por pagar em abril.

Esta lógica aplica-se de igual forma aos planos prestacionais a seis meses.

António Mendonça Mendes adiantou também que aqueles 498 milhões de euros representam cerca de um quinto (20%) do valor dos impostos a serem pagos e que os dados já disponíveis permitem concluir que as empresas de maior dimensão são as que menos recorreram a este regime prestacional de pagamento dos impostos.

Mesmo entre as micro, pequenas e médias empresas que aderiram os indicadores revelam que a medida “foi usada com parcimónia”, segundo referiu o secretário de Estado em resposta em resposta à bastonária da OCC, Paula Franco.

Em abril apenas pagaram o IVA as empresas que estão no regime mensal, ou seja, as que faturam mais de 650 mil euros por ano. Em maio, será a vez de as que estão no regime trimestral fazerem o primeiro pagamento relativo a 2020, sendo que só na próxima semana será possível perceber o nível de adesão a este regime excecional e temporário.

Diretores denunciam que desde o início da pandemia “nem um cêntimo a mais chegou às escolas”

A pedido da bancada parlamentar do PDS, representantes dos diretores de escolas e de associações de pais estiveram a ser ouvidos no parlamento sobre a forma como as escolas estão a lidar com os efeitos da pandemia de covid-19.

“Viram o valor do duodécimo das escolas reforçado para fazer frente às necessidades?” questionou o deputado social-democrata António Cunha, durante a audição na comissão parlamentar de Educação, Ciência e Desporto.

A pergunta levou os diretores a pedir as verbas entregues no final do ano passado aos Cofres do Tesouro, defendendo que as escolas precisam de dinheiro até para que, no próximo ano letivo, possam ajudar os alunos prejudicados com o ensino à distância.

“Numa tirada panfletária, diria que nem um cêntimo a mais chegou às escolas desde que se iniciou a crise, nem para a ação social nem para os orçamentos de escola”, disse José Eduardo Lemos, presidente do Conselho das Escolas, o órgão consultivo do Ministério da Educação.

Eduardo Lemos defendeu que “uma medida importantíssima era o Ministério da Educação (ME) libertar às escolas as verbas que passaram em saldo no início do mês de janeiro”.

“Ainda não sabemos quando essas verbas chegarão às escolas nem se chegarão e cada ano que passa chegam cada vez mais tarde”, criticou, considerando ser a “altura ideal para o ME dar um sinal e libertar essas verbas”.

A mesma posição foi defendida pelo vice-presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Agrupadas (ANDAEP), David Sousa, que também foi hoje ouvido no parlamento.

“É preciso reforçar o orçamento das escolas. Quando a pandemia começou fomos fazendo algum investimento no sentido de salvaguardar a saúde dos nossos colaboradores e alunos e, agora, é preciso esse reforço”, alertou David Sousa.

Também a ANDAEP defendeu que o Governo poderia, por exemplo, libertar as verbas entregues pelas escolas ao cofre do tesouro no final de dezembro.

“Não foi muito dinheiro, mas as escolas são instituições que se previnem muito e guardámos alguns dinheiros que são entregues ao tesouro e depois demoram uma eternidade a voltar”, lamentou, sublinhando que esses valores estão a fazer “muita falta neste momento e seria muito importante que a Direção-Geral do Orçamento libertasse essas verbas”.

O diretor lembrou a importância de as escolas terem recursos para, por exemplo, poderem reforçar o crédito horário das escolas para o ano: “Não basta dizer que é preciso ajudar os alunos a recuperar aprendizagens ou reforçar aprendizagens e depois não temos recursos para isso”.

Durante a audição, os diretores escolares fizeram um balanço positivo do regresso às aulas presenciais, que começaram esta semana para os alunos do 11.º e 12.º anos, mas lembraram algumas dificuldades.

Jorge Saleiro, vice-presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), recordou que no processo de retoma das aulas presencias para os alunos do secundário, uma das tarefas mais difíceis foi conseguir conciliar os horários de trabalho dos professores.

Desde segunda-feira que os estudantes do 11.º e 12.º ano passaram a ter aulas presenciais, mas as aulas à distância mantiveram-se para todos os outros alunos, havendo docentes que dão aulas a vários níveis de ensino.

“Os docentes que regressaram ao trabalho não são docentes em exclusividade de turmas e das disciplinas envolvidas, têm outras turmas e outros níveis de ensino. E conciliar estas duas realidades novamente, num processo que tinha de ser muito rápido de implementar, cria dificuldades acrescidas e uma das preocupações que temos é as condições de trabalho dos docentes”, alertou Jorge Saleiro.

No entanto, os diretores consideraram que o regresso às aulas presenciais está a correr bem e aplaudiram o empenho dos docentes: “O trabalho dos professores tem sido fantástico”, sublinhou Filinto Lima, presidente da ANDAEP.

O presidente da ANDE, Manuel Pereira, recordou que em apenas um fim de semana, diretores e professores conseguiram “organizar o ensino à distância”.

Quando a 16 de maio os alunos deixaram de ter aulas presenciais, ainda havia muitos casos de estudantes sem acesso à internet, sem computadores ou com pouca rede, lembrou Manuel Pereira.

Segundo Filinto Lima, as desigualdades sociais notórias no arranque do ensino à distância – a 16 de março – “foram-se desvanecendo entre finais de março e o início deste terceiro período”.

Além dos equipamentos, foi preciso repensar as aulas e todo o sistema de ensino e, “no início, houve alguma desorientação da tutela”, nomeadamente de “falta de clareza”, lamentou Manuel Pereira.

Mas Manuel Pereira lembrou que naqueles primeiros tempos “a desorientação era geral”, resultado da chegada à Portugal da pandemia de covid-19, sobra a qual pouco se sabia.

Por outro lado, Manuel Pereira saudou o facto de ter havido “sempre uma grande abertura por parte do Ministério da Educação”, que deu autonomia às escolas para tomar decisões: “O Ministério confiou em absoluto nas escolas e as escolas conseguiram encontrar as respostas certas”.

Carlos Louro, também da ANDE e presidente do agrupamento de escolas de Cinfães, referiu que “em dois meses e meio, a Escola fez três arranques de anos letivos”: Primeiro com o ensino à distância, depois com o regresso às aulas presenciais dos alunos do 11.º e 12.ºanos e, dentro de duas semanas, com a reabertura do pré-escolar.