Famalicão: Jaime Silva elogia «investimento histórico», mas quer mais para Vale S. Martinho

Consciente de que «nem tudo está feito», Jaime Silva apresentou-se a Vale S. Martinho propondo a criação de um espaço coberto para coletividades e atividades escolares, o reforço das infraestruturas de apoio à população sénior, a modernização e alargamento do cemitério, a construção de uma capela mortuária condizente com as necessidades da comunidade e a consolidação do novo Parque de Lazer, já em fase avançada de obras.

O candidato da coligação Mais Ação, Mais Famalicão traz consigo décadas ao serviço público, no escutismo e 12 anos como tesoureiro da autarquia local a que agora quer presidir. No passado sábado, na sua apresentação, Jaime Silva destacou o investimento «histórico» realizado na freguesia nos últimos anos, sublinhando que «mais de um milhão de euros foram aplicados em obras estruturantes para melhorar a qualidade de vida da população», sinalizando «o contributo decisivo de três presidentes de junta e três presidentes de câmara». «Nem toda a gente tem noção da dimensão deste investimento, mas ele aconteceu e foi essencial para o bem-estar das nossas gentes», referiu o candidato.

Jaime Silva defende que a política local «deve ser feita com honestidade e proximidade e não com promessas fáceis». E neste sentido, garante que «vamos passo a passo. Com seriedade, com verdade, com entrega».
Na apresentação estiveram a seu lado o presidente da Junta de Freguesia, Manuel Oliveira, os mandatários Ricardo Tavares e José Luís Antunes, bem como Mário Passos. O atual presidente e recandidato à Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão destacou «a dedicação e seriedade» do candidato que apresenta «selo de garantia. É sucesso garantido. Hoje, Vale São Martinho está melhor do que ontem. E com o Jaime na Junta e eu na Câmara, estará ainda melhor amanhã. O desenvolvimento só continuará se todos fizermos a nossa parte. Vamos dar força às nossas candidaturas para termos mais legitimidade e energia para fazer ainda mais pelo concelho».

Famalicão: Augusto Canetas apresenta o romance “A Recusa”

O autor Augusto Canetas tem um novo livro, desta vez um romance com o título “A Recusa”. A apresentação é este sábado, dia 19 de julho, pelas 16 horas, na Fundação Cupertino de Miranda. Além da animação por Maria Clara Martins, com flauta transversal, haverá convidados para falar do livro, do autor e da literatura, entre eles o presidente da Câmara, Mário Passos, o magistrado António de Soisa, as professoras Maria do Carmo Reuter e Alzira Serra e também Alzira Quintanilha.

D´ “A Recusa”, editado pelo Grupo Criador Editora, diz Luís MM Duarte que «é o romance que acompanha Ulrich Turguêniev, um engenheiro civil reformado, pacato e amante da literatura, que vê a sua vida virar de cabeça para baixo, ao receber uma convocatória inesperada para integrar as forças armadas da “Federação das Montanhas Perdidas” (Rússia). Contra a sua vontade e sem experiência militar, Ulrich é forçado a assumir o cargo de comandante de um grupo de recrutas, composto por homens de todas as idades e até prisioneiros, no meio da operação de invasão do “Celeiro” (Ucrânia)».

Este é um resumo do livro, com um tema tão atual, mas como diz Luís MM Duarte, professor de Filosofia/Psicologia, no Preâmbulo, as histórias surgem da «observação, da inquietação, do desejo de compreender o mundo e as suas contradições». Luís Duarte acrescenta que «é mais do que uma história de guerra ou de um chamamento às armas; é uma viagem interior, um mergulho profundo no coração de um homem que ousa dizer “não” quando o mundo ao seu redor grita “sim”».

Numa referência a outros autores, que também abordaram esta temática, Luís Duarte defende que «Turguêniev poderia ter sido um personagem de Dostoiévski, um homem dilacerado entre o dever imposto e a consciência revoltada ou de Camus, um absurdo existencialista que encontra na sua recusa um eco de Sísifo, ao empurrar a pedra pela montanha acima. O seu dilema ressoa também nas reflexões de Tolstói, que na maturidade renegou as violências dos grandes impérios e buscou uma paz espiritual, alheia às estruturas do poder».

Sobre o autor de “A Recusa”, Luís Duarte escreve que Augusto Canetas, «com a sua prosa vibrante e uma sensibilidade aguda», «não nos oferece respostas fáceis, mas convida-nos a refletir sobre o peso das escolhas e a natureza da verdadeira coragem e que, como Ulrich, possamos também perguntar-nos: até onde estamos dispostos a ir pela nossa verdade? O estilo oscila entre o romance e o manifesto, entre o realismo e a poesia, mas, no fundo, é um tributo à dignidade de quem se atreve a pensar por si mesmo», anota.

Rui Brites, sociólogo e professor universitário (aposentado) menciona que leu o livro «de um fôlego, pois não consegui parar. Estava intrigado com o título e demorei a perceber a sua razão de ser. (…) Assim, paralelamente à crítica à guerra, questiona a moralidade das ações militares. A guerra é apresentada como um evento sem sentido, cujas consequências são devastadoras para os indivíduos e a sociedade».

Augusto Canetas é o pseudónimo de José Augusto Faria da Costa que, desde 2001, após o seu primeiro livro – Flashes – tem-se dedicado plenamente à literatura e à música. É autor de vários livros (contos, poesia e romance).

Famalicão: CDU diz que atrasos na entrega postal dos CTT prejudica famalicenses

A coordenação concelhia da CDU denuncia que falta de recursos humanos nos CTT leva a atrasos na distribuição postal. A estrutura partidária diz que a situação já dura há meses, mas que «tem vindo a agravar-se».

«Está com menos de 30% do quadro de pessoal necessário para uma distribuição atempada, pelo que tem aumentado o atraso na entrega postal, originando a que muitos munícipes recebam a segunda via da fatura sem nunca terem recebido a primeira notificação», realça. «Esta situação tem acarretado custos significativos para os munícipes, que se veem forçados a pagar taxas acrescidas e juros por alegado atraso no pagamento, emissão de segundas vias (no caso de reformas e pensões), apesar de não terem qualquer responsabilidade pelo atraso no cumprimento das suas obrigações, facto unicamente imputado ao deficiente serviço dos CTT».
Na análise da CDU, o que está em causa «são as opções políticas erradas, nomeadamente a privatização dos CTT e com a qual o PSD e o CDS estão seriamente comprometidos, assim como o “assobiar para o lado” do município», isto por não «exigir aos CTT rigoroso cumprimento das suas obrigações e respeito pelo interesse público». Neste sentido, a CDU também não acha correto que o município esteja a suportar custos com segunda via e, por outro lado, a taxar os munícipes pelos atrasos nos pagamentos e «a ameaçar de corte» o serviço.

A proposta da CDU, com abrangência nacional, passa pelo reforço do quadro de pessoal dos CTT, «de modo a assegurar-se a prestação deste relevante serviço de interesse público, em conformidade com o estipulado nas bases do serviço postal universal, entre o Estado e os CTT».
A CDU reconhece que os trabalhadores dos CTT merecem «todo o respeito da comunidade pelo seu empenho e dedicação no serviço público que prestam, reconhecendo que não lhes cabe qualquer culpa ou crítica pelos tristes acontecimentos e que, em muitas situações, são eles próprios vítimas deste modelo de organização capitalista, tendo as suas lutas insistentes um exemplo responsável na defesa dos direitos de todos nós».

Famalicão: Festas a S. Tiago com muita música

As festas de São Tiago, na Carreira, realizam-se de 25 a 27 de junho, com o primeiro dia a ser preenchido com uma eucaristia, às 21 horas, seguida da exibição da Marcha da Associação Recreativa e Cultural Flor do Monte, da atuação da Tuna de Contabilidade do Porto e da Incognituna. Depois da sessão de fogo, pela meia noite, o Dj Diogo Fonseca vai animar a festa.

No dia 26, às 20h30, atuação d´Os Divertidos, às 22 horas sobe ao palco Tiago Maroto e, depois da sessão de fogo, mais música com o Dj Vítor Miguel.

No último dia, a eucaristia solene está marcada para as 10 horas e, às 16 horas, realiza-se a Oração Mariana, seguida da procissão em honra de S. Tiago. O resto da tarde será animado pelo Grupo de Cavaquinhos do Liberdade.

Famalicão: Manuel Soares diz que «há uma vitalidade crescente em Cruz»

Manuel Soares, 69 anos, com formação em Contabilidade e Administração, quer fazer um segundo mandato em Cruz porque acredita que «o trabalho iniciado não pode parar». A candidatura “Mais Ação, Mais Famalicão – PSD-CDS/PP” foi apresentada no dia 12 de julho, no Largo Senhor dos Aflitos, perante apoiantes, o mandatário Pedro Carvalho e o presidente da Câmara, Mário Passos, também recandidato pela coligação ‘Mais Ação. Mais Famalicão’.

O candidato falou das obras feitas, nomeadamente a rede de saneamento que diz estar a cobrir a freguesia quase na totalidade «depois de 12 anos sem um único metro feito». Realçou, também, «a requalificação da rede viária, as melhorias na mobilidade, a instalação da caixa multibanco, os investimentos na escola e no jardim de infância, além do apoio contínuo às associações locais, como o GRAC, o Agrupamento de Escuteiros e o Grupo Etnográfico, que passou a contar com uma sede devidamente equipada».

Na perspetiva de Manuel Soares, «Cruz está diferente», com uma «vitalidade crescente», dando nota da articulação com movimentos cívicos e a aposta em iniciativas como a Mostra Comunitária e o Mercadinho de Natal.
Para o futuro, falou na construção de um Espaço Multiusos, na conclusão da segunda fase de reabilitação do Largo do Senhor dos Aflitos e no alargamento da Avenida de Aldeia Nova. O recandidato propõe ainda eliminar as ruas em terra batida, repavimentar as vias mais degradadas, adaptar a sede da Junta para que possa acolher um Espaço do Cidadão, ampliar o cemitério e melhorar as condições da escola e do jardim de infância, dando seguimento às obras já efetuadas.
Durante a sua intervenção, Mário Passos deixou palavras de apreço pelo trabalho desenvolvido em Cruz, sublinhando que «a grande conquista do Sr. Soares não foram apenas as obras, mas sim a recuperação da harmonia e da sintonia entre as pessoas que vivem em Cruz». Para Mário Passos, «a freguesia está hoje muito melhor do que há quatro anos», mas o caminho continua, e «o Manuel Soares é o parceiro certo para o futuro», frisou.