Covid-19: Ministério do Trabalho defende que a medição da temperatura corporal aos trabalhadores é viável se sem registo

Em comunicado, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sublinha que, “no atual contexto de saúde pública, e concretamente no plano da proteção de dados pessoais, não se afigura inviável a medição da temperatura corporal, desde que não seja guardado qualquer registo da mesma”.

O comunicado surge “na sequência de questões que têm sido colocadas no âmbito da retoma da atividade após a eventual cessação do atual estado de emergência, e para prevenir contágios entre trabalhadores, nomeadamente sobre a realização de medições de temperatura corporal”, explica o Ministério liderado por Ana Mendes Godinho.

“Face às dúvidas suscitadas, o Governo irá clarificar esta situação por via legislativa, salvaguardando o respeito integral dos direitos de personalidade dos trabalhadores, nos termos do artigo 19.º do Código do Trabalho, e os princípios da necessidade, proporcionalidade e adequação”, afirma o ministério.

De acordo com o gabinete da ministra, “existem diversas circunstâncias em que o tratamento de tais dados se revela compatível com o disposto no ordenamento jurídico europeu e nacional”.

O tratamento dos dados em causa é compatível quando há “consentimento expresso do trabalhador” ou quando “seja realizado sob a responsabilidade de profissional de saúde sujeito a sigilo ou por outra pessoa com dever de confidencialidade”, refere a mesma fonte.

Segundo o ministério, o tratamento dos dados é ainda compatível quando estão em causa “motivos de interesse público no domínio da saúde pública” ou quando “tenha por finalidade a proteção e segurança do trabalhador e/ou de terceiros”.

Na sexta-feira, a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) disse que as empresas não podem recolher registos de temperatura dos funcionários e que qualquer informação relativa à saúde do trabalhador só pode ser feita pelo médico da medicina no trabalho.

Numa nota divulgada no seu ‘site’, a CNPD avisa as empresas que preparam o regresso progressivo à atividade que a prevenção da contaminação “não justifica a realização de atos que, nos termos da lei nacional, só as autoridades de saúde ou o próprio trabalhador, num processo de automonitorização, podem praticar”.

“É verdade que a situação excecional que se está a viver, enquadrada pelo estado de emergência (…) justificou alterações profundas no contexto da prestação do trabalho e da relação empregador–trabalhador”, mas “a necessidade de prevenção de contágio pelo novo coronavírus não legitima, sem mais, a adoção de toda e qualquer medida por parte da entidade empregadora”, defende a comissão.

A CNPD realça que a entidade empregadora não pode “proceder à recolha e registo da temperatura corporal dos trabalhadores ou de outra informação relativa à saúde ou a eventuais comportamentos de risco dos seus trabalhadores”.

A eventual recolha, através de preenchimento de questionários pelo trabalhador, de informação relativa à saúde ou à vida privada do mesmo relacionada com a sua saúde, “só está legitimada se for realizada direta e exclusivamente pelo profissional de medicina no trabalho, tendo em vista a adoção dos procedimentos adequados a salvaguardar a saúde dos próprios e de terceiros”, afirma a CNPD.

Solidariedade: Famalicenses foram generosos e ajudaram o grupo “Juntos contra o Covid”

Decorreu durante todo este feriado de sábado uma ação de solidariedade levada a cabo pelo grupo de facebook “Juntos em Vila Nova de Famalicão contra o COVID-19“.

O local escolhido para a recolha dos donativos foi o posto de combustível da BP, em plena Avenida do Brasil, em Vila nova de Famalicão.

Durante todo o dia, foram dezenas os famalicenses que responderam ao apelo lançado nas redes sociais para trazerem bens alimentares ao ponto de recolha. A organização faz balanço positivo da iniciativa, esperando poder repeti-la com o objetivo de ajudar ainda mais famílias.

Todos os produtos angariados vão ser separados, para que depois possam serem distribuídos de acordo com as necessidades das famílias já identificadas por este movimento informal.

Bar de Famalicão teve a ideia de servir cocktail’s ao domicílio em frascos de xarope

Uma das casas responsáveis pelas noites animadas de Vila Nova de Famalicão, Chez Café Café, decidiu inovar e continuar a servir os clientes.

Apesar de estarem de portas fechadas, devido às medidas impostas pelo governo para evitar a propagação da Covid-19, os responsáveis por este espaço de diversão noturna criaram xaropes para quem está em isolamento.

Os xaropes, que podem ser encomendados sem receita médica, são feitos à base de gin, rum ou wisky.

A ideia arrojada tem merecido destaque de várias publicações nacionais relacionadas com o lifestyle.

Finalmente: Vão avançar as obras de melhoramento da Av. 9 de Julho em Famalicão

A informação foi avançada aos órgãos de comunicação social através do deputado Jorge Paulo Oliveira, depois de uma série de denuncias feitas pelo famalicense na Assembleia da República, relacionadas com o estado de conservação da N206, em concreto, na zona da Avenida 9 de Julho.

Em resposta à interpelação de Jorge Paulo Oliveira, o ministro das infraestruturas e habitação informou que a “IP tem prevista uma intervenção no troço , encontrando-se atualmente a ser projetadas as intervenções preventivas e corretivas para o ano 2020”.

A obra “deverá estar concluída no final do 2º semestre do corrente ano”, esclareceu o gabinete do ministro Pedro Nuno Santos.

Recordamos que recentemente uma grande parte da N206 foi intervencionada, tendo ficado esquecido cerca de 1km de troço, que liga a “Rotunda do Marco” à Rotunda de Sto. António.

Cidade Hoje promove debate esta segunda: “O que muda na restauração a partir de 4 de Maio”

A Cidade Hoje, em parceria com o movimento “Juntos em Vila Nova de Famalicão contra o Covid-19”, vai promover um debate online na noite da próxima segunda-feira.

Em cima da mesa vão estar as questões relacionadas com a área da restauração, focadas nas restrições impostas pelo governo para a reabertura dos espaços ao público.

O debate pode ser acompanhado a partir das 21h30, na página de facebook da Cidade Hoje, onde poderá, em tempo real, deixar as suas dúvidas.