Dados divulgados pela Direção Geral da Saúde no mais recente relatório de situação.
Grupo famalicense “Juntos Contra o Covid” faz recolha de alimentos na BP da Av. do Brasil
O grupo de facebook famalicense “Juntos em Vila Nova de Famalicão contra o COVID-19“, devido aos crescente número de pedidos de ajuda que vão recebendo, decidiu organizar, este fim de semana, uma recolha de bens alimentares.
A ação vai decorrer no posto de combustível da BP, na Avenida do Brasil.
Os interessados em participar devem fazer chegar o donativo entre as 10h e as 18h deste sábado.
Todas as doações recolhidas vão ser distribuídas pelas famílias referenciadas pelo grupo.
Covid-19: Dois drones ajudam PSP a vigiar marginais do Grande Porto no fim de semana
Dois drones vão apoiar a PSP durante o fim de semana em policiamentos reforçados para travar eventuais incumprimentos do dever de recolhimento nas marginais marítimas de Matosinhos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim, adiantou hoje fonte policial.
Os meios de comunicação social e as redes sociais têm reportado aglomerados de pessoas durante os fins de semana em zonas litorais do Norte em incumprimento das normas do estado de emergência.
“A PSP estará naqueles locais atenta e atuante de modo a prevenir a ocorrência de eventuais incumprimentos, mormente do dever geral de recolhimento” face à covid-19, avisou a fonte, escusando-se a adiantar o número de polícias que a PSP vai mobilizar para as operações naqueles três concelhos litorais do distrito do Porto.
Referiu apenas que será o “considerado adequado”.
Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o decreto presidencial que prolongou a medida até 02 de maio prevê a possibilidade de uma “abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais”.
Na quinta-feira, os concelhos de Matosinhos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim registavam, respetivamente, 929, 212 e 95 casos confirmados de contágio pelo novo coronavírus, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.
Em Portugal, morreram 820 pessoas das 22.353 confirmadas como infetadas, e há 1.143 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.
A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 190 mil mortos e infetou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Mais de 708 mil doentes foram considerados curados.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.
GNR vão ter com idosos isolados e colocá-los em vídeochamada com os familiares
Segundo um comunicado enviado pela Altice Portugal, esta operadora, em conjunto com a Huawei Portugal, vão “dotar a GNR com tablets e serviço de dados gratuito, oferecendo os recursos necessários para que os militares da GNR possam colocar milhares de idosos, nomeadamente os que vivem sozinhos ou isolados, em contacto com as suas famílias por videochamada”.
Esta disponibilização de meios tecnológicos destina-se ao programa 65 Longe+Perto, que visa o contacto telefónico com todos os idosos sinalizados, procurando identificar situações que, por força da fase de maior isolamento social, justifiquem uma abordagem ao nível psicológico.
Na Páscoa, a GNR, através das Secções de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário (SPC), realizou contactos por telefone a 8.128 idosos que estavam identificados como sendo mais vulneráveis porque viviam mais isolados ou sozinhos.
O Presidente Executivo da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, considera que “é de valorizar esta iniciativa da Guarda Nacional Republicana e todo o trabalho de proximidade que desenvolvem junto da sociedade, bem como será certamente reconfortante sentir a alegria e os sorrisos desta população idosa por ser visitada e ter a oportunidade de contactar os seus familiares”.
“Esse é também um conceito intrínseco na essência da Altice Portugal e temos por isso todo o gosto em palmilhar este mesmo caminho da proximidade junto de quem a pratica ao lado dos portugueses, colocando uma vez mais a tecnologia ao serviço das pessoas e do País”, concluiu o responsável.
Para o CEO da Huawei Portugal, Tony Li, “neste momento de isolamento social, especialmente delicado para as populações mais idosas que se encontram afastadas das suas famílias, promover e facilitar os contactos entre todos ganha especial importância”, pelo que, acrescenta o responsável, “a Huawei Portugal, enquanto empresa portuguesa, envidará todos os esforços para dar resposta a estas necessidades tão prementes”.
Já o Comandante-Geral da Guarda Nacional Republicana, Tenente-General Botelho Miguel, afirma que “esta parceria torna ainda maior a dimensão social do serviço que a Guarda vem prestando junto dos milhares de idosos sinalizados pela Guarda como vivendo sozinhos, isolados ou sozinhos e isolados”.
Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o decreto presidencial que prolongou a medida até 02 de maio prevê a possibilidade de uma “abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais”. No entanto, mantém-se a obrigatoriedade do confinamento às populações vulneráveis, que inclui idosos com mais de 65 anos de idade.
Em Portugal, há 820 mortes associadas à Covid-19 das 22.353 confirmadas como infetadas, e há 1.143 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.
Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram, entretanto, a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria, Espanha ou Alemanha, a aliviar algumas das medidas.
Covid-19: Mais de 17.000 testes feitos em lares de idosos
Mais de 17.000 testes ao novo coronavírus já foram feitos em lares de idosos em Portugal e as autoridades pretendem atingir os 70 mil em maio, anunciou o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.
Em comunicado, o ministério explica que o programa de testes de diagnóstico começou com uma parceria com o Instituto de Medicina Molecular (IMM), a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) e o Algarve Biomedical Center (ABC), da Universidade do Algarve, e conta atualmente com mais de uma dezena de parceiros, entre universidades, politécnicos, unidades de investigação e administrações regionais de saúde.
“Lançado com o objetivo de conter a propagação da doença em lares de idosos, através da realização de testes a todos os trabalhadores e utentes com sintomas, este programa de caráter preventivo é complementar a outras medidas já decretadas pelo Governo e adotadas pelas várias entidades, como a adequada separação de utentes e a correta utilização de equipamentos de proteção individual”, recorda.
A nota indica ainda que já foram testadas cerca de duas centenas de instituições em todo o país.
Este programa é concretizado com as comunidades intermunicipais, em articulação com as autoridades de saúde locais e os centros distritais da Segurança Social.
Das 820 mortes associadas à covid-19 registadas em Portugal, 327 ocorreram em lares de idosos, segundo revelou na quinta-feira a diretora-geral da Saúde.
“Nos lares ocorreram 327 óbitos, sendo que a distribuição pelo país é de 180 na região norte, 106 no centro, 39 na zona de Lisboa e Vale do Tejo, um caso no Alentejo e outro no Algarve”, disse Graça Freitas na conferência de imprensa diária de atualização de informação sobre a pandemia em Portugal.
Segundo a diretora-geral da Saúde, a percentagem de casos de covid-19 na população mais idosa que vive em lares “é relativamente pequena”, lembrando, contudo, que esses espaços têm uma grande concentração de pessoas e que é fácil a propagação da doença, mesmo tomando as devidas precauções e as medidas de saúde já anunciadas.
Contudo, e apesar das preocupações com estes espaços, Graça Freitas afirmou que estar num lar “não é uma fatalidade” e sublinhou que “a grande maioria das pessoas que adoeceram nos lares estão bem e recuperadas”.
Os últimos dados indicam que Portugal regista 22.353 caso de infeção pelo novo coronavírus.
A pandemia de covid-19 provocou mais de 190 mil mortos em todo o mundo e infetou mais de 2,6 milhões de pessoas. Mais de 708 mil doentes foram considerados curados pelas autoridades de saúde.
Covid-19: Empresas não podem recolher registo de temperatura dos trabalhadores
Numa nota divulgada no seu ‘site’, a CNPD avisa as empresas que preparam o regresso progressivo à laboração, com o aproximar do fim do confinamento imposto pela pandemia de covid-19, que a prevenção da contaminação “não justifica a realização de atos que, nos termos da lei nacional, só as autoridades de saúde ou o próprio trabalhador, num processo de automonitorização, podem praticar”.
“É verdade que a situação excecional que se está a viver, enquadrada pelo estado de emergência (…) justificou alterações profundas no contexto da prestação do trabalho e da relação empregador–trabalhador”, mas “a necessidade de prevenção de contágio pelo novo coronavírus não legitima, sem mais, a adoção de toda e qualquer medida por parte da entidade empregadora”, defende a comissão.
A CNPD realça que a entidade empregadora não pode “proceder à recolha e registo da temperatura corporal dos trabalhadores ou de outra informação relativa à saúde ou a eventuais comportamentos de risco dos seus trabalhadores”.
A eventual recolha, através de preenchimento de questionários pelo trabalhador, de informação relativa à saúde ou à vida privada do mesmo relacionada com a sua saúde, “só está legitimada se for realizada direta e exclusivamente pelo profissional de medicina no trabalho, tendo em vista a adoção dos procedimentos adequados a salvaguardar a saúde dos próprios e de terceiros”, afirma.
“Na realidade, o legislador nacional não transferiu para as entidades empregadoras uma função que é exclusiva das autoridades de saúde, nem estas delegaram tal função nos empregadores”, insiste.
A comissão sublinha que os dados pessoais relativos à saúde “são dados sensíveis, reveladores de aspetos da vida privada do trabalhador que, em princípio, não têm que ser do conhecimento da entidade empregadora, nem devem sê-lo por poderem gerar ou potenciar discriminação”.
A CNPD diz, contudo, que a prevenção de contaminação pode justificar a intensificação de cuidados de higiene dos trabalhadores (lavagem de mãos), bem como a adoção de medidas organizativas quanto à distribuição no espaço dos trabalhadores ou à sua proteção física, assim como algumas medidas de vigilância, conforme o estabelecido nas orientações da Direção Geral de Saúde.
Lembra que se mantém a possibilidade de o profissional de saúde no âmbito da medicina do trabalho avaliar o estado de saúde dos trabalhadores e obter as informações que se revelem necessárias para verificar a aptidão para o trabalho, nos termos gerais definidos na lei da segurança e saúde no trabalho.
“De acordo com os critérios científicos que presidem às suas decisões clínicas e com as orientações da autoridade nacional de saúde, cabe-lhe determinar a frequência e tipo de avaliação que considere conveniente para este efeito e, sempre que identifique trabalhadores com sintomas ou em outra situação que o justifique, adotar os procedimentos adequados a salvaguardar a saúde dos próprios e de terceiros”, considera.
A CNPD recorda que as entidades empregadoras se devem limitar “a atuar de acordo com as orientações da autoridade nacional de saúde para a prevenção de contágio pelo novo coronavírus no contexto laboral (…) abstendo-se de adotar iniciativas que impliquem a recolha de dados pessoais de saúde dos seus trabalhadores quando as mesmas não tenham base legal, nem tenham sido ordenadas pelas autoridades administrativas competentes”.
Portugal, que está em estado de emergência até dia 02 de maio por causa da pandemia de covid-19, regista 820 mortos associados à doença e 22.353 infetados.








