Covid-19: Trabalhadores devem medir a temperatura duas vezes ao dia, diz Ministra da Saúde

A ministra da Saúde recomendou hoje que os trabalhadores devem ter o cuidado de medir duas vezes ao dia a sua temperatura corporal.

“Um trabalhador deve ter o cuidado de medir duas vezes ao dia a sua temperatura” e deve alertar a entidade patronal caso registe alguma alteração, afirmou a ministra da Saúde, Marta Temido, na conferência de imprensa diária de atualização de informação sobre a pandemia da covid-19.

A governante salientou que, “se as pessoas sentirem que têm temperatura, devem abster-se de ir trabalhar”.

Para além da responsabilidade individual de cada trabalhador, a ministra da Saúde apontou para vários aspetos legais sobre a medição da temperatura corporal por parte da entidade patronal, salientando que tem de haver consentimento expresso do trabalhador e que o controlo tem de estar sujeito a dever de confidencialidade.

Na conferência de imprensa, a ministra da Saúde remeteu ainda para a explicação dada no sábado pelo Ministério do Trabalho, que afirmou que a medição da temperatura corporal aos trabalhadores “não se afigura inviável”, desde que não seja guardado qualquer registo da mesma.

Nessa mesma nota, o ministério referiu que o Governo vai clarificar a matéria por via legislativa.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 200 mil mortos e infetou mais de 2,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Perto de 800 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 903 pessoas das 23.864 confirmadas como infetadas, e há 1.329 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

Vídeo exclusivo: Homem é detido na via pública em operação relâmpago da PSP em Famalicão

 

Um homem foi detido pelas autoridades, na tarde deste domingo, numa das entradas da Urbanização das Lameiras, em Vila Nova de Famalicão.

A detenção aconteceu na sequência de uma operação relâmpago da PSP.

De acordo com testemunhas, vários agentes surgiram de surpresa naquele espaço e abordaram um grupo com cerca de uma dezena de pessoas. Algumas delas conseguiram “fintar” os agentes e abandonar o local. As que se mantiveram foram identificadas, sendo que um homem acabou mesmo por ser detido pelos agentes da PSP.

https://cidadehoje.pt/homem-detido-pela-psp-nas-lameiras-tinha-um-mandado-de-captura-pendente/

Médico do Hosp. Sto António no Porto diagnosticado com covid foi apanhado a trabalhar

A denuncia é feita pelo jornal Correio da Manhã. O médico, de 52 anos, depois de lhe ser diagnosticado Covid-19, foi apanhado a trabalhar nos três dias seguintes ao resultado.

A situação, que terá acontecido a meio do mês de Abril, deixou médicos e enfermeiros alarmados. O CM avança que “o médico pediu autorização ao hospital e que esta lhe foi cedida”. Contudo, o profissional de saúde tinha as restrições de que não poderia sair do seu gabinete nem contactar com doentes, o que não aconteceu.

O profissional, que desempenha funções de Diretor do Serviço de Anestesia e chefe das urgências, já realizou dois testes que estão negativos e pode voltar ao trabalho.

F.C.Famalicão regressa aos treinos até ao dia 4 de Maio

Os responsáveis do Futebol Clube de Famalicão estiveram reunidos, na última semana, para discutir formas do plantel regressar ao ativo.

As previsões apontam para que a equipa de João Pedro Sousa possa voltar ao relvado já na próxima semana, ou o mais tardar até ao dia 4 de maio.

Os treinos serão adaptados às recomendações das autoridades de saúde. É expectável que os atletas trabalharem de forma individualizada, ou em grupo reduzido, como tem acontecido com outras equipas portuguesas.

Covid-19: Famalicão com mais 26 infetados, são 339 no total

Dados divulgados pela Direção Geral da Saúde no mais recente relatório de situação.

Portugal entre países europeus onde turismo mais cai em 2020 com recuo de 40% – estudo

Portugal é dos países europeus onde o turismo internacional mais cai este ano devido à pandemia, com uma queda de 40% no número de visitantes, apenas superada por Espanha e Itália, de acordo com estudo da Oxford Economics.

Segundo o estudo desta consultora britânica sobre os impactos da covid-19 no turismo europeu, ao qual a agência Lusa teve hoje acesso e que é datado do início do mês, em Portugal deverão registar-se menos sete milhões de entradas internacionais este ano, em comparação com 2019, o equivalente a uma queda de 40%.

Em termos percentuais, Portugal é apenas superado na redução dos visitantes por Itália (com uma queda de 49%, menos 31 milhões de visitantes) e por Espanha (recuo de 42%, menos 34 milhões de visitantes), que são desde logo os mais afetados pela pandemia, seja em número de mortes ou de casos.

Já em termos de volume, o Estado-membro com maior recuo nas chegadas turísticas internacionais, segundo a análise da Oxford Economics, é França, com uma queda de também 40%, o equivalente a menos 38 milhões de visitantes face a 2019.

Só França, que também está a ser bastante afetada pela covid-19, é responsável por cerca de 13% das entradas internacionais em toda a Europa.

Juntamente com Itália e Espanha, Portugal é um dos países onde o Produto Interno Bruto (PIB) mais depende do turismo, num total de 16,5%, segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo.

Outro Estado-membro europeu muito dependente do turismo é a Grécia, onde, de acordo com a Oxford Economics, a queda no número de chegadas é de 36%, equivalente a menos 11 milhões.

O sul da Europa é, inclusive, a região mais afetada pelo recuo do turismo internacional, caindo ao todo 40% em 2020, após um crescimento de 5% em 2019.

A consultora britânica observa nesta análise, a mais recente para o turismo europeu, que, “mesmo nos casos em que o número de casos [de covid-19] num país é relativamente baixo, tendem a existir restrições semelhantes em matéria de viagens e de movimentos”, o que justifica estas quedas acentuadas.

Assumindo que a covid-19 afeta o turismo europeu durante oito meses (fevereiro a setembro), entre alturas de confinamento e de levantamentos faseados das restrições, esta entidade estima uma queda de 39% nas viagens de turismo para toda a Europa em 2020, comparando com o período homólogo anterior, o equivalente a menos 287 milhões de chegadas internacionais.

Ainda assim, a Oxford Economics nota que “a duração potencial das proibições de viagem é ainda bastante incerta”, pelo que os números poderão alterar-se e até piorar, caso “as restrições de viagens continuem e atinjam o pico da época” turística, isto é, julho e agosto.

E, “embora se preveja uma rápida recuperação em 2021, não se espera que os níveis de viagens internacionais registados em 2019 se restabeleçam antes de 2023, uma vez que os efeitos prolongados sobre os rendimentos se repercutem” nos movimentos turísticos, nota esta entidade.

No que toca às viagens domésticas, “também cairão [em 2020], mas não mais do que as viagens internacionais”, estima a Oxford Economics, justificando que as restrições aqui aplicadas deverão “ser levantadas mais cedo”.

Para o conjunto da Europa, a redução esperada nos movimentos turísticos domésticos na região este ano é de 23%, sendo mais acentuada no sul da Europa (-24%) e na Europa ocidental (também -24%) e menos evidente na Europa central ou oriental (-20%), conclui a consultora na análise.