Covid-19: Sinistralidade rodoviária caiu mais de 70% no estado de emergência

A sinistralidade rodoviária caiu mais de 70% nos primeiros 30 dias do estado de emergência, com menos 7.719 acidentes, uma tendência que se repetiu no número de feridos e vítimas mortais nas estradas portuguesas.

Em comunicado, o Ministério da Administração Interna (MAI) sublinha a queda acentuada do número de acidentes nas estradas entre os dias 19 de março e 17 de abril, por comparação com os períodos homólogos dos últimos quatro anos, passando de 10.918 para 3.199 acidentes registados.

Esta tendência confirma-se igualmente nos dados relativos a vítimas mortais, feridos graves e feridos leves (a 24 horas).

Segundo o MAI, no primeiro caso, os nove mortos registados no período em análise representam uma diminuição de 72% face ao período homólogo de 2019, no qual tinham sido registadas 32 vítimas mortais.

No que respeita aos feridos graves, os 51 registados nos primeiros 30 dias do estado de emergência decretado a propósito da covid-19 representam uma queda de 62% por comparação com o mesmo período de 2019 (134).

Já os 799 feridos ligeiros registados entre 19 de março e 17 de abril deste ano traduzem uma diminuição de 76% face ao período homólogo de 2019, no qual tinham sido contabilizados 3.362.

A tendência de queda está de igual modo refletida nos dados comparativos entre o fim de semana de Páscoa alargado deste ano (de 09 a 13 de abril) e o fim de semana homólogo de 2019 (de 18 a 22 de abril), com uma diminuição em todos os indicadores.

As autoridades registaram menos 1.107 acidentes este ano (-73%), dos quais resultaram menos sete mortos (-78%), menos 32 feridos graves (-86%) e menos 408 feridos leves (-81%).

Embora estes números estejam associados ao estado de emergência e à considerável diminuição do fluxo de circulação rodoviária resultante desta realidade, o MAI sublinha que os dados refletem “de forma exemplar” como os portugueses têm contribuído para conter o surto da covid-19 em Portugal.

O país está em estado de emergência até ao próximo dia 02 de maio por causa da pandemia de covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

Os últimos dados oficiais indicam que Portugal regista 785 mortos associados à covid-19 e 21.982 casos de infeção.

Riopele tem o máximo de certificação

A Riopele junta-se a um grupo restrito de empresas têxteis internacionais que atingiram a classificação de nível 3. A atribuição da nota é da associação internacional OEKO-TEX – Produção Têxtil Sustentável. É um selo que indica implementação permanente de processos de produção respeitadores do ambiente, condições de trabalho seguras, saudáveis e socialmente aceitáveis.

Segundo a empresa liderada por José Alexandre Oliveira, «a Riopele ficou classificada no nível máximo e junta-se a um grupo restrito de empresas têxteis internacionais que atingiram a classificação de nível 3 (implementação exemplar das boas-práticas). Face a uma comparação com todas as outras empresas certificadas neste âmbito, a classificação média global é de nível 2 (boa implementação)».

Esta certificação resulta de uma auditoria presencial pelo CITEVE, entidade acreditada em Portugal pela associação OEKO-TEX, que avaliou e auditou a Riopele em seis categorias: Gestão de Químicos, Desempenho Ambiental, Gestão Ambiental, Responsabilidade Social, Gestão da Qualidade e Gestão da Saúde e Segurança. A avaliação destes parâmetros permitiu uma análise abrangente e fiável do grau de gestão sustentável patente no processo produtivo da Riopele.

No que diz respeito ao relatório da auditoria, a OEKO-TEX, responsável pela certificação STeP, emitiu, por um lado, uma série de ações de compromisso que a Riopele deve implementar, e outras de melhorias que a empresa deve analisar e, se justificável, implementar, com vista à melhoria contínua.

Covid-19: Filas para refeições solidárias no Porto triplicaram de tamanho desde março

A opção pelo ‘lay-off’ ou pela suspensão dos contratos laborais pelas empresas no contexto da covid-19 teve uma repercussão direta no aumento das filas para as refeições solidárias no Porto, que em alguns casos triplicou a procura.

Diariamente, ao final da manhã e ao início da noite, em alguns pontos da cidade, são comuns filas de sem-abrigo em busca de uma refeição solidária, um problema que adquiriu contornos maiores com a chegada do novo coronavírus, obrigando a redimensionar toda a estrutura.

A Lusa falou com três das obras solidárias do Porto que mantiveram o apoio diário aos sem-abrigo, mas também, desde o início de março, a famílias carenciadas que perderam os seus rendimentos com o encerramento temporário da atividade em que laboravam.

Na Praça Marquês de Pombal há muito que há filas para comer, em direção à Porta Solidária, obra criada no seio da igreja da paróquia. Um cenário que, assim que março chegou, ganhou muito mais pessoas e extensão numa fila que começa agora na Rua Damião de Góis.

Na terça-feira “servimos refeições a 443 pessoas, sendo que a nossa média diária de 2019 até março foi de 160 refeições”, relatou à Lusa o padre Rúben Marques, precisando que a “média diária atual se situa agora nas 400 refeições”.

Nessas filas diárias, relatou o clérigo, sente-se hoje em dia “um grande peso da comunidade brasileira”, mas também é visível “um número razoável de jovens que tinham empregos ligados ao turismo, sazonais, e que ficaram sem rendimento”.

E já não é só quem reside no Porto que procura matar a fome na Porta Solidária, com o padre Rúben Marques a identificar também “pedidos de Rio Tinto, no concelho de Gondomar, e da Póvoa de Varzim”.

Preparado para este acréscimo na procura, devido a “uma grande campanha de angariação de bens”, são, contudo, os apoios que “chegam também de particulares, empresas e de várias paróquias do Porto bem como da Associação Comercial do Porto”, que estão a assegurar, segundo o padre, o serviço das refeições.

O redimensionamento chegou também ao voluntariado, conjugando o facto de “terem de poupar as habituais voluntárias, por serem de idade, com a chegada de outros, cujas associações deixaram de dar apoio, para manter o projeto ativo diariamente entre as 18:00 e as 20:00, em regime de ‘take-away'”.

“Preocupa-nos que muitos deles, e ainda bem, tenham de regressar ao trabalho, pois as filas não vão diminuir. Vamos ver, depois de 02 de maio como vai ficar a rede de voluntários”, disse o padre.

Na zona oeste da cidade, a Casa Mãe Clara, projeto de responsabilidade social da Casa de Saúde da Boavista, viu também a procura por refeições disparar, bem como diversificar o tipo de carenciado.

A freira Regina Sousa, responsável pelo apoio solidário que diariamente serve “refeições completas entre as 12:00 e as 13:00”, relatou à Lusa que a procura “conheceu também um aumento substancial, passando de cerca de 60 diárias para 160”.

“Chega-nos gente de Gondomar, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, tudo pessoas carenciadas e são mais homens que mulheres”, disse a religiosa.

Também aqui, a chave para que nada falte surge do trabalho em rede, ou como prefere chamar-lhe, da “partilha de bens” que “acontece com a Porta Solidária e que alarga a capacidade de resposta”.

Também neste caso, Regina Sousa olha com expectativa para o que vai acontecer em maio: “espero que a situação estabilize a partir de maio, quando uma parte das pessoas poderá voltar a trabalhar e a obter o seu sustento”.

Na zona da Constituição, Lasalete Piedade, fundadora e presidente do Coração da Cidade, disse à Lusa “não ter mãos a medir”, depois de ter “retomado na Páscoa o apoio aos sem-abrigo que já não se verificava desde 2015”.

“Temos 500 pessoas inscritas. Diariamente damos refeições ‘take-away’ a mais de 400 pessoas, entre as 11:00 e as 18:00”, disse a responsável pela obra de voluntariado portuense que “fornece também roupa” e que “em tempos chegou a apoiar 1.200 sem-abrigo” da cidade.

Com o desemprego, acrescentou, o número de famílias que apoiam “passou das 400 para as 625”, agora com origem geográfica mais alargada, identificando “pessoas de Matosinhos e Gondomar, entre outros concelhos do distrito do Porto”.

O Coração da Cidade, foi fundado há 25 anos e, frisou Lasalete Piedade, “tem uma série de estruturas, como um restaurante solidário, que queria ativar, mas que sem a autorização da câmara não o pode fazer”, estando “preparado para receber 160 pessoas sentadas”.

Portugal regista 785 mortos associados à covid-19 em 21.982 casos confirmados de infeção, segundo o boletim de quarta-feira da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Covid-19: Conheça o dia a dia do ciclista Tiago Machado

O ciclista famalicense é o entrevistado desta quinta-feira da ACM – Associação de Ciclismo do Minho no âmbito das iniciativas que a associação tem promovido sobre a situação que se vive com o Covid-19.

A entrevista está agendada para as 21h15 e Tiago Machado, ciclista profissional da Efapel, vai revelar como é o seu dia a dia em período de restrições motivadas pela pandemia.

Transmitindo uma mensagem de esperança, o ciclista famalicense – considerado pelo jornal francês L´Équipe o herói do Tour de France de 2014 – dirá, ainda, o que pensa sobre o presente e o futuro do ciclismo.

A Associação de Ciclismo do Minho tem disponibilizado mensagens e entrevistas a propósito da situação que se vive. Os conteúdos podem ser acedidos através do website da ACM (www.acm.pt), do Facebook (https://www.facebook.com/CiclismoMinho) ou do canal do Youtube da associação minhota (https://www.youtube.com/ciclismominho).

Detidas 41 pessoas e encerrados 63 estabelecimentos

A Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública continuam a desenvolver intensa atividade de sensibilização, vigilância e fiscalização junto da população, dando cumprimento às determinações do Decreto que renovou o Estado de Emergência, em vigor desde as zero horas de 18 de abril

Até esta quarta-feira, as forças de segurança já detiveram 41 pessoas por crime de desobediência, das quais 17 por desobediência à obrigação de confinamento obrigatório, 22 por desobediência ao dever de recolhimento domiciliário, 1 por desobediência ao encerramento de instalações e estabelecimentos e outra por desobediência às regras de funcionamento na prestação de serviços.

No mesmo período, foram encerrados 63 estabelecimentos por incumprimento das normas estabelecidas.

O Ministério da Administração Interna, perante a necessidade de todos contribuírem para conter o contágio da COVID-19, insiste no cumprimento rigoroso das medidas impostas pelo Estado de Emergência.

Trofa: Dono reencontra cão 4 anos depois de ele ter desaparecido

As imagens mostram o momento do reencontro entre o cão e o dono. João Alves, um jovem residente em Santo Tirso, reencontrou o seu animal de estimação 4 anos, três meses e 21 dias depois do seu desaparecimento.
Apesar do animal ter chip, quem lhe deu abrigo ao longo dos últimos quatro anos não se terá importado com isso. Na noite desta segunda-feira, o animal foi levado para um canil municipal depois de se suspeitar que o cão, a vaguear pelas ruas, tinha sido atropelado.
As suspeitas acabaram por não se confirmar, apesar do animal estar a mancar. Depois de assistido no canil, o dono foi descoberto assim que o chip foi verificado. O reencontro que já ninguém esperava que fosse acontecer acabou por se concretizar horas depois.