Covid-19: Empresas já pediram diferimento de 445 ME de impostos ou contribuições sociais

O ministro da Economia disse hoje que as empresas portuguesas já pediram o diferimento do pagamento de impostos e contribuições para a Segurança Social no valor total de 445 milhões de euros.

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, falava na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, na Assembleia da República, em Lisboa, sobre as consequências económicas da pandemia de covid-19 e das medidas de combate à sua propagação, que causaram uma “contração absoluta da atividade económica”.

Referindo-se à “mais brusca e violenta contração da história da humanidade, provavelmente”, que “terá consequências muito grandes”, Siza Vieira sublinhou que as prioridades do ministério que lidera passaram por assegurar o alívio da tesouraria das empresas, tentar preservar o emprego e a capacidade produtiva das empresas, bem como medidas de proteção das famílias.

Nesse sentido, foi permitido o diferimento de “um conjunto muito significativo” de obrigações fiscais e contribuições para a Segurança Social, tendo já sido feitos pedidos pelas empresas que totalizam os 445 milhões de euros em diferimentos deste género.

Quanto ao ‘lay-off’ simplificado, outra das medidas tomadas pelo Governo para apoiar as empresas, o ministro da Economia adiantou que há já 1,84 milhões de trabalhadores neste regime, principalmente das áreas da restauração e comércio.

Já os apoios a fundo perdido representam 635 euros por posto de trabalho, uma média de 5.085 por empresa, acrescentou o ministro.

Quanto ao emprego, de acordo com o governante, em 16 de abril, havia mais 58 mil inscritos para pedido de subsídio de desemprego, comparando com a mesma data do ano anterior.

Também as medidas de apoio às famílias, para quem teve de ficar em casa para acompanhar filhos menores de 12 anos, já abrangem mais de 170 mil pessoas.

O ministro da Economia disse também que a linha de crédito criada inicialmente no valor de 200 milhões de euros e depois alargada para 400 milhões “está neste momento absolutamente esgotada”.

Covid-19: Costa recebe hoje setores da hotelaria e restauração para preparar relançamento

O primeiro-ministro recebe hoje, em São Bento, representantes da hotelaria e da restauração para preparar medidas de relançamento da atividade, num momento em que estes setores registam perdas substanciais por causa da pandemia de covid-19.

António Costa reúne-se primeiro, pelas 14:30, com representantes das cadeias de hotéis Vila Galé, Porto Bay, Pestana e Sana, encontrando-se depois, pelas 17:00, com dirigentes da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).

Estas reuniões vão decorrer no âmbito dos encontros que o líder do executivo iniciou na semana passada, que começaram com as instituições responsáveis por projeções sobre a evolução da economia portuguesa (Instituto Nacional de Estatística, Banco de Portugal e Conselho de Finanças Públicas), às quais se seguiram audições com economistas e com os parceiros sociais.

No caso do setor do turismo, na quinta-feira passada, na Assembleia da República, António Costa deixou um apelo à generalidade dos portugueses no sentido de que este ano passem as suas férias de verão em Portugal, de forma a atenuar o impacto da crise neste setor, que é um dos que possui maior peso no Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Já em relação à restauração, na entrevista que concedeu à agência Lusa no passado dia 10, o primeiro-ministro apontou, precisamente, este setor como exemplo da sua opção de rejeitar “a receita da austeridade de há 10 anos”, alegando que um caminho de cortes salariais e de pensões geraria, novamente, um problema de procura na economia portuguesa.

“O primeiro-ministro quer ouvir as principais preocupações e as posições dos setores hoteleiro e da restauração. É preciso encontrar soluções de forma coordenada no terreno”, disse à agência Lusa fonte do executivo.

Na semana passada, após ter sido recebido pelo primeiro-ministro, o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, manifestou-se “muito preocupado” com o que poderá acontecer neste verão em termos de consequências económicas para o setor, salientando que 90% das empresas têm agora “vendas zero”.

“Em março, praticamente, tivemos quebras de 50% em toda a atividade. Em abril e maio, mais de 90% das nossas empresas vão ter vendas zero. Já tivemos o problema da Páscoa, mas estamos bastante preocupados com o que pode acontecer no verão”, declarou o presidente da CTP.

Pouco depois destas declarações do presidente da CTP, o ministro de Estado e da Economia, Pedro Siza Vieira, afirmou que a grande preocupação do Governo, em interação com a banca, é fazer com que o dinheiro dos apoios chegue à tesouraria das empresas até ao fim deste mês.

“O esforço que temos feito, quer pelo lado do Governo, quer na interação que temos com o sistema bancário, é de assegurar que o dinheiro chega à tesouraria das empresas a tempo do cumprimento dos compromissos no final deste mês de abril. Esse é o nosso objetivo – e é para isso que temos estado a tentar mobilizar o mais possível o sistema bancário”, acrescentou.

Famalicão: Acusado de tentativa de homicídio por alvejar irmã e cunhado em Famalicão

O Ministério Público (MP) acusou de dois crimes de homicídio, na forma tentada, um homem que em setembro de 2019 disparou sobre um irmão e um cunhado, em Vila Nova de Famalicão, alegadamente por causa de partilhas.

Em nota esta segunda-feira publicada na sua página, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto acrescenta que o arguido é ainda acusado de detenção de arma proibida.

O MP considerou indiciado que o arguido, um irmão e uma irmã mantinham entre si divergências motivadas pela exploração de um restaurante que o primeiro assumira no âmbito de partilhas.

Nesse contexto, no dia 30 de setembro de 2019, pelas 15:00, em Vila Nova de Famalicão, o arguido “alvejou o irmão com dois tiros de uma pistola que trazia consigo, disparando a primeira vez quando aquele acabava de se sentar ao volante do veículo automóvel”.

O segundo disparo terá acontecido quando a vítima arrancava no veículo, fugindo à ação do arguido, depois do primeiro disparo.

Ainda segundo o MP, o arguido dirigiu-se de seguida ao estabelecimento de restauração explorado pela irmã, também em Famalicão.

Tendo encontrado o marido dela sentado na esplanada desse restaurante, anunciou-lhe que o ia furar, posto o que empunhou a pistola e disparou por duas vezes na sua direção, enquanto o mesmo fugia em direção ao interior do estabelecimento para se proteger”, acrescenta a acusação.

Para o MP, o arguido “não logrou, por razões alheias à sua vontade, atingir nenhum dos familiares que visou”.

O arguido está a aguardar julgamento em prisão domiciliária.

Lusa

Famalicão: Foi roubada a “Caixa Solidária” colocada nos jardins dos paços do concelho

Foi roubada a “Caixa Solidária” deixada nos jardins do paços do concelho, em Vila Nova de Famalicão.

A caixa terá desaparecido durante a madrugada desta terça-feira, contudo, as responsáveis deste movimento no concelho já fizeram saber que irão colocar um outro recipiente no mesmo espaço.

O grupo estará a pensar numa forma mais segura de ter a “caixa solidária” num espaço público.

Conheça o projeto da “Caixa Solidária” clicando na notícia em baixo

https://cidadehoje.pt/famalicao-ja-tem-uma-caixa-solidaria-leve-o-que-precisar-deixe-o-que-quiser-e-o-lema-da-iniciativa/

Covid-19: 10 utentes da Residência Pratinha já deixaram o Hosp. das Forças Armadas

Dez utentes do lar Residência Pratinha, em Cavalões, já deixaram o Hospital das Forças Armadas.

Os seniores, que não estão infetados com Covid-19, regressaram esta segunda feira à instituição famalicense, depois de asseguradas todas as condições para a permanência deles naquele espaço.

Este regresso acontece quase um mês depois destes utentes terem sido encaminhados para o Hospital das Forças Armadas, na cidade do Porto, depois da Residência Pratinha ter entrado em rutura, com falta de funcionários e múltiplos infetados com o novo coronavírus.