Covid-19: Inor de Famalicão muda produção e faz agora material para os hospitais

A Inor, de Calendário, Vila Nova de Famalicão, está a produzir caixas de intubação e extubação para os Hospitais do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Gaia/Espinho, Penafiel, Santa Maria da Feira e Maternidade Alfredo da Costa.

A empresa, especializada no fabrico e montagem de soluções metálicas para a construção civil, reconverteu parte da produção e está assim a responder às necessidades imediatas do Serviço Nacional de Saúde.

“Fomos desafiados por Ana Paulino, Médica Anestesiologista do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, e não podíamos deixar de corresponder, numa altura em que são cada vez mais os apelos dos profissionais de saúde. Em algumas horas fizemos o protótipo e em três dias iniciámos a produção. Já ascende a mais de meia centena o número de caixas produzidas”, afirma Bruno Costa, administrador.

Neste novo mundo em que hoje inesperadamente vivemos, há empresas que não podem parar para garantir bens essenciais à sociedade e aos famalicenses, em particular. São muitos os que estão a trabalhar para que a economia não pare e que contribuem, desde já, para que a retoma da atividade económica seja uma realidade o mais rápido possível.

Com a máxima proteção da saúde dos seus trabalhadores, estas empresas ajudam também a lutar contra a pandemia. Porque é preciso manter a economia à tona, restaurar a confiança e recolocar o fulgor económico que caracteriza Famalicão..

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Covid-19 em lar de Braga: Bombeiros de Vila Nova de Famalicão retiram 12 idosos infetados

Foram retirados do Lar do Trabalhador, em Vila Verde, Braga, doze idosos que deram positivo ao novo coronavírus.

Os utentes, grande parte num estado de saúde muito frágil, foram retirados do lar para as instalações da Cruz Vermelha de Prado, a cerca de 500 metros da instituição que frequentavam.

O transporte dos seniores foi assegurado por diversas corporações de bombeiros, sendo que duas delas são de Vila Nova de Famalicão.

Para além dos utentes, há registo de “6 a 8 funcionários infetados”. Dois idosos deste lar já morreram com Covid-19.

Covid-19: Comemorações como 25 Abril e 1º Maio só com “cautelas adicionais”

A ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou hoje que qualquer comemoração em Portugal, como as marcadas para o 25 de Abril e 1º de Maio, terão de ser acompanhadas de cautelas adicionais por causa da pandemia do codiv-19.

Questionada sobre a sessão solene de comemoração do 25 de Abril na Assembleia da República e a manifestação do 1º de Maio, a ministra referiu que “não será uma celebração como a dos outros anos”.

“Não podemos também deixar de entender que só poderemos sobreviver enquanto grupo se conseguirmos ter o nosso grupo unido em torno daquilo que são os aspetos que são referências sociais e também a capacidade de nos readaptarmos às novas exigências”, disse Marta Temido durante a conferência de imprensa diária sobre a evolução da pandemia de covid-19 em Portugal.

A ministra considera que é possível assinalar “determinadas datas que são importantes para o nosso espírito, a nossa sociedade, o nosso sentimento de pertença, se conseguirmos fazê-lo respeitando as regras de prevenção e recomendadas pela saúde pública”.

“Qualquer comemoração e celebração terão de ter isso presente e será acompanhada dessas cautelas adicionais”, acrescentou.

E rematou: “É tudo igual, mas diferente”.

Na sequência do agendamento da sessão solene de comemoração do 25 de Abril na Assembleia da República, para a qual está prevista a presença de 130 pessoas, mais de 15 mil pessoas já assinaram uma petição ‘online’ a pedir o seu “cancelamento imediato”.

“Não se admite que a Assembleia queira comemorar o 25 de abril, juntando centenas de pessoas no seu interior” numa altura em que “se pede a todos os portugueses que se abstenham de sair de casa” e “em que se pede que não exista concentração de pessoas” devido à pandemia de covid-19, alegam os peticionários.

Para estas pessoas, “é uma vergonha” a sessão solene aprovada, porque demonstra que os partidos “não respeitam minimamente o povo”.

Na sexta-feira, o Governo aprovou um decreto sobre o estado de emergência que mantém a proibição de desfiles e manifestações de qualquer natureza, mas abre nova exceção ao dever de recolhimento para as celebrações oficiais do 1.º de Maio.

Na lista de exceções ao “dever geral de recolhimento domiciliário” do artigo 5.º é acrescentada uma alínea para admitir que os cidadãos possam “circular em espaços e vias públicas, ou em espaços e vias privadas equiparadas a vias públicas” com o propósito de “participação em atividades relativas às celebrações oficiais do Dia do Trabalhador”.

Santo Tirso: Quatro crianças de centro de acolhimento infetadas com Covid-19

Quatro crianças, com idades entre os 4 e os 10 anos, do Centro de Acolhimento Temporário Renascer, em Santo Tirso, deram positivo no testes ao Covid-19.

De acordo com o jornal Correio da Manhã, os jovens já foram retirados do centro de acolhimento e transferidos para o Centro Infantil da Delegação da Cruz Vermelha local.

Todos os utentes e funcionários da instituição já foram testados ao novo coronavírus.

Covid-19: Portugal com taxa de contágio de menos de uma pessoa por cada infetado

A taxa média de contágio por covid-19 em Portugal é atualmente de 0,91, o que significa que cada infetado contagia menos de uma outra pessoa, valor que, segundo a ministra da Saúde, resultou das medidas de contenção.

A ministra da Saúde disse hoje na conferência de imprensa diária sobre a evolução da pandemia no país que, entre 21 de fevereiro e 16 de março, o número médio de casos gerados a partir de uma pessoa infetada era de 2,08.

“São números que nos encorajam, mas também nos responsabilizam”, disse Marta Temido.

De acordo com a ministra, os dados até agora recolhidos “continuam a permitir estimar que o máximo da incidência [da pandemia em Portugal] tenham ficado no passado, entre os dias 23 e 25 de março”.

Marta Temido esclareceu que, “entre 21 de fevereiro e 16 de março [dia em que as escolas já estiveram encerradas e muitas empresas começaram a funcionara em teletrabalho], o número médio de casos secundários resultantes de um caso de infeção por covid foi de 2,08”.

“Ou seja, um caso infetado tinha o risco de gerar 2,08 outros casos”, explicou.

Com “a introdução de medidas de contenção, verificou-se uma diminuição do risco de transmissibilidade, que se situa agora, face à média dos últimos cinco dias, nos 0,91”.