DIAS SEM FIM

Numa entrevista realizada há uns anos atrás ao grande cantor, compositor, poeta e escritor Leonard Cohen, entretanto falecido em 2016, uma das perguntas era esta: “alguma vez utilizou a sua voz como técnica de sedução? As vibrações da sua voz grave de barítono chegam mesmo até lá abaixo…”. Uma pergunta que teve uma resposta ao nível da grandiosidade da personagem.

“Bem… usamos o que temos. É o que nós, homens, fazemos quando queremos seduzir uma mulher, certo? Trabalhamos com as ferramentas que o Senhor nos deu. Tive um grande sucesso com a minha voz. O gato de uma amiga muito chegada estava doente. E eu deitei-me ao lado do gato e comecei a cantar alguns dos “sutras” do mosteiro zen, com a minha voz grave… e o gato melhorou. E fiquei com a miúda. Mas a sério, não acredito que qualquer homem tenha mesmo essa confiança toda no reino da sedução. Não acredito que alguém seja mestre dessa operação. Quase todos os homens são muito mais inseguros do que gostariam de admitir, e para eles, no fundo, nunca é certo que uma mulher se deixe levar pela sua técnica de sedução ou pelos seus encantos. É sempre uma surpresa agradável quando uma mulher nos dá acesso ao seu coração e ao seu ventre, e nos faz pensar que a nossa abordagem resultou.”.

A questão é mesmo esta, os homens vão até onde as mulheres o permitem. Que os fazem acreditar naquilo que pretendem, deixando pouco espaço ao livre arbítrio dos homens. O melhor que podem aspirar é a encantar gatos e com isso conquistar uns quantos corações ou ter atitudes nobres que amoleçam os corações femininos. Isso e algum sentido de humor. Que as amolece também, dando alguma abertura para que os homens consigam os seus intentos.

A sedução está presente em muitas circunstâncias da vida. Dominar a arte, ou pelo menos ter alguma habilidade e jogo de cintura para a trabalhar, pode ser a garantia de sucesso a diferentes níveis. Até porque seduzir pode apenas não acontecer no amor ou nas relações que envolvem esse sentimento. A capacidade de seduzir guia-nos rumo ao sucesso, por isso nada pode ser deixado ao acaso. E deve treinar-se vezes sem conta.

Mas Cohen toca no ponto principal quando diz que se trabalha com o que se tem. Melhor do que tentar usar armas que não são inatas, deve-se saber usar os dons que temos ao dispor. Se não for o que encaixa na perfeição, há que arranjar forma de fazer encaixar o que existe da melhor maneira. Adaptando, moldando, sabendo que é sempre possível chegar ao objectivo, com o uso de estratégias diversificadas.

A vida acaba por se assemelhar a um jogo. É preciso saber jogá-lo. Umas vezes melhor, outras pior, com falhanços e golos marcados. Tudo faz parte. Com tácticas ou sem elas, saindo goleado ou marcando um golo e fechando lá trás, utilizando todos os defesas.

E no meio disto tudo é bom poder partilhar contigo estas vivências, é bom sentir-te desse lado, sendo certo que estarei também deste lado. Sempre é muito tempo, mas faz todo o sentido aplicá-lo aqui e agora. Talvez por convicção e emoção. Aplico.

Não sei se sou tudo isso que escreves. Sei apenas que estou e estarei aqui. A aplaudir na bancada, a dar instruções a partir do banco, a fazer assistências dentro do terreno de jogo. A bater palmas, de pé, e a festejar em todos os golos. A confortar e encorajar na hora dos falhanços. E gostava que espreitasses o meu jogo também.

Bruno Marques

FC Famalicão prepara festa para celebrar «uma época de excelência»

O último dia da época futebolística vai de ser festa para a família famalicense. O FC Famalicão pode fazer história e, antes que ela aconteça, o clube vai colocar uma Fanzone, junto ao Estádio Municipal, na Rua Armando Bacelar, entre as 15 e as 20h30.

Bares, insufláveis, Dj, visita de jogadores, presença da equipa de Esports e surpresas ao longo da tarde, vão animar o ambiente que vai aquecer – e muito – a partir das 20h30.

O jogo é com o Alverca que pode dar um inédito 5.º lugar, a melhor pontuação de sempre e um lugar europeu (dependente da final da Taça, entre Sporting x Torreense).

Aconteça o que acontecer, «esta foi uma época de excelência do FC Famalicão», como referiu o treinador Hugo Oliveira, esta sexta-feira, na antevisão ao jogo.

Para a tarde deste sábado, o FC Famalicão pretende criar um ambiente à altura da época que o clube está a viver, transformando o 16 de maio de 2026 num dia inesquecível para todos os famalicenses.

«Chega cedo, traz a tua família e vive o ambiente connosco até ao apito inicial», desafia o FC Famalicão.

Famalicão: Festa do Divino Espírito Santo na Lagoa

A festa do Divino Espírito Santo, na freguesia da Lagoa, decorre de 22 a 24 de maio, com destaque para os vários momentos religiosos, para a música e para o humor, com a presença de João Seabra, às 21h30, de sábado.

Na noite do primeiro dia, a partir das 21 horas, sai uma majestosa procissão em honra de Nossa Senhora de Fátima; às 23 horas, decorre a receção de Nossa Senhora pela Collegia Ensemble com Sofia de Oliveira (voz), Duarte Faria (violino) e Rui Mesquita (teclado).

O dia 23, sábado, abre com a fanfarra dos escuteiros a percorrer a freguesia, com a noite a ficar reservada para o humor de João Seabra, às 21h30, a música dos Siga a Farra, a partir das 22h30, e uma sessão de fogo de artifício.

A Banda Marcial de Arnoso dará entrada no recinto da festa às 9 horas de domingo e, duas horas depois, celebra-se eucaristia em honra do Divino Espírito Santo, cantada pelo Collegia Ensemble. De tarde, às 15h30, recitação do Terço e procissão, que sai trinta minutos depois.

A festa prossegue com a música dos Toca e Dança, às 18 horas, e a fechar, pelas 19h30, atuação da Banda Marcial de Arnoso e sessão de fogo de artifício.

Famalicão: Fim de semana de festa em Delães

A freguesia de Delães está em festa com as celebrações a Nossa Senhora das Candeias, cujo programa começa às 20h15 deste sábado, com eucaristia, seguida de procissão de velas, acompanhada pela Fanfarra do CNE; às 22h30, atua o grupo Pedra d´Água e, uma hora depois, os Zimbre Brass.

No domingo, às 11 horas, missa em honra de Nossa Senhora das Candeias, acompanhada pelo Grupo Coral de Delães; às 15h30, recitação do Terço e, trinta minutos depois, sai a procissão, acompanhada pela Banda Música de Riba de Ave.

Durante os dois dias de festas há vários espaços com artesãos, associações e gastronomia.

Famalicão: «Esta foi uma época de excelência do FC Famalicão»

Aconteça o que acontecer na noite deste sábado, no fecho da jornada 34, «esta foi uma época de excelência do FC Famalicão». Palavras de Hugo Oliveira, proferidas na antevisão ao jogo com o Alverca.

A equipa famalicense pode fechar a temporada com um histórico 5.º lugar, a maior pontuação de sempre e com a possibilidade de chegar a um lugar europeu. É neste contexto que o treinador quer fechar a época, mas se assim não for, não deixa de ser «uma época de excelência» que resulta, sublinha, «da junção de uma ideia e de uma ambição de dar mais um passo no projeto do Famalicão. Há uma equipa técnica que vive 24 horas por dia para isto e um conjunto de jogadores com muito talento».

E não se foco nos recordes, mas nos momentos «em que sentimos dificuldades e demos a volta. É isso que fica. A vida é muito mais do que o momento. Não importa se perdemos 5-0 e depois vamos bater-nos com o campeão nacional. Fomos extremamente consistentes e temos que valorizar isso».

Por isso, e quase sobre o fecho da temporada, há «um misto de emoções dentro do grupo». Hugo Oliveira já fala em saudade, «porque gostamos de trabalhar juntos e não queríamos que terminasse»; também fala do «orgulho, por tudo o que temos vindo a fazer esta época. Mas ainda há coisas importantes para fazer. Temos um jogo importante pela frente, há histórias para criar, desfrutar de mais um momento com os nossos adeptos, no nosso estádio, contra uma equipa que fez uma época fabulosa. Mas vamos ser iguais a nós próprios.”

Sobre o adversário, encontra bons jogadores e um bom treinador. «Talvez seja um dos melhores trabalhos da época. Vai trazer-nos problemas, mas olhamos muito para nós e para os problemas que o adversário nos possa criar. Será um bom espetáculo de futebol».

Famalicão: PCP questiona governo sobre lay-off na Coindu

A pretexto da implementação do Lay-off na empresa Coindu, o Partido Comunista Português questionou a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sobre o que se passa nesta empresa famalicense. Quer saber se o Governo tem conhecimento e acompanha o processo; se a empresa tem continuado a receber apoios públicos e quais os valores a que ascendem os mesmos; se tem conhecimento dos lucros obtidos pela unidade da empresa em Joane e dos resultados líquidos positivos; que medidas tomou o governo para garantir a defesa dos postos de trabalho e dos direitos dos trabalhadores, considerando a atribuição de apoios públicos a esta empresa; e que medidas tomará para defender «os interesses e os direitos dos trabalhadores implicados».

O PCP lamenta que sejam os trabalhadores a «parte fragilizada» de uma política que, diz o partido, «entre os lucros ou os postos de trabalho, opta pela primeira».

Lembra o PCP que a Coindu pretende colocar quase 500 trabalhadores em lay-off. A mesma empresa, recorda o partido, que em 2025 realizou dois despedimentos coletivos na unidade de Joane. A situação agrava-se, diz, porque «apesar dos despedimentos levados a cabo, a empresa terá continuado a receber apoios públicos até dezembro de 2025, designadamente fundos do PRR para um projeto de produção de «componentes e acessórios para veículos a motor, no valor total de 3 910 000 de euros».

Festa do título conquistado pelo FC Porto adia apresentação do livro de Salvador Coutinho

A apresentação do livro do escritor famalicenses, marcada para a tarde deste sábado, no Porto, na sede da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, foi adiada para o dia 6 de junho, às 16 horas, no mesmo local.

O adiamento tem como causa os festejos do Futebol Clube do Porto, pela conquista do título nacional de futebol, cujo ponto alto acontecerá na “Baixa” da Cidade Invicta.

O livro “Era uma vez uma história que não sabia contar-se” será apresentado pelo jornalista e professor universitário Carlos Magno.

Entretanto, no próximo dia 30, às 15 horas, a obra será apresentada na terra natal do autor, Espinho, na Biblioteca Municipal José Marmelo e Silva. Aqui, o diretor do Museu Municipal de Espinho, o historiador Armando Bouçon, abordará as ligações familiares de Salvador Coutinho a Espinho.

“Era uma vez uma história que não sabia contar-se” é o 18.º livro da carreira literária de Salvador Coutinho, o 11.º de originais de poesia; encontra-se à venda na livraria Fontenova, em Vila Nova de Famalicão, e no sítio da Elefante Editores (https://www.elefante-editores.net/).