
Uma delegação do PCP reuniu com o Conselho de Administração do Centro Hospital do Médio Ave, reiterando que o Governo «deve afastar definitivamente a hipótese de encerramento da maternidade, até porque por todo o país a política do Governo tem sido a de encerrar progressivamente serviços e unidades de saúde», temem os comunistas recordando que a posição da Comissão Executiva do SNS, de que daqui a um ano será feita nova avaliação, «é um fator de instabilidade que não tem razão para existir e que depende apenas do Governo o seu completo afastamento».
Recorde-se que em janeiro deste ano, a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde decidiu manter aberta a maternidade de Famalicão. Esta decisão será reavaliada no início do próximo ano e, até lá, são necessárias obras para reforço do pessoal e na diferenciação em neonatologia. Em janeiro de 2024, haverá nova avaliação para perceber se os problemas identificados foram resolvidos.
Belmiro Magalhães, membro da Comissão Política do Comité Central e responsável da Organização Regional de Braga, Daniela Ferreira, do Comité Central e da DORB, e Sílvio Sousa e Fernando Costa, da DORB e da Comissão Concelhia de Vila Nova de Famalicão, estiveram na unidade hospitalar famalicense e, em comunicado, recordam que as ações desenvolvidas pelo partido e pela CGTP em defesa da maternidade «foram determinantes para condicionar as opções do Governo e para manter a maternidade aberta».
Para o partido a discussão pública que a possibilidade de encerramento suscitou «tornou mais evidente a importância desta maternidade e do Serviço Nacional de Saúde». No encontro, o PCP confirmou o forte investimento de que o serviço de maternidade foi alvo nos últimos anos e a tendência de crescimento no número de partos realizados.
O PCP destaca, ainda, os progressos feitos em várias áreas do Centro Hospitalar, incluindo melhorias das instalações, como a climatização de todos os serviços, o reforço em especialidades como a Cirurgia Geral, Saúde Mental ou Urologia, e a redução de tempos de espera para consultas e cirurgias. No entanto, adverte, «persiste a necessidade de um forte investimento na requalificação das instalações, nomeadamente em Vila Nova de Famalicão. Há projetos, mas a tutela continua sem garantir o financiamento necessário para a sua plena concretização», acusa o PCP que enaltece o empenho dos profissionais, «apesar da situação das suas carreiras, vínculos e da falta de meios que se verifica em várias áreas».
Na sequência do apuramento destas informações, o Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República vai apresentar diversas perguntas ao Ministério da Saúde.




















