No próximo sábado, dia 11 de julho, sai para as ruas da cidade a 4º Marcha LGBTQIAP+, um evento que, segundo os seus promotores, «afirma-se como um ato de profunda cidadania e luta política».
O ponto de encontro está marcado para as 15 horas, na Praça Dona Maria II, mas a mobilização começa mais cedo, com uma Oficina de Cartaz, às 14 horas, junto à Fundação Cupertino de Miranda.
A Marcha do Orgulho é organizada pela Humanamente, liderado por Diogo Barros. Trata-se de um movimento «pela defesa dos direitos humanos com uma presença ativa em diversas cidades do país».
Para a organização o evento não é apenas um desfile, mas «um grito de revolta e um compromisso inabalável com a liberdade e a dignidade». O manifesto político e social da Marcha, subscrito por mais de 70 ativistas e pessoas, famalicenses e não famalicenses, incluindo o Bloco de Esquerda e movimentos como a AMPLOS, Porto Inclusive, SintraFriendly, Núcleo Antifascista de Barcelos, UMAR, Covilhã a Marchar, Grupo de Ação Revolucionária Antifascista, Organização Comunista Esquerda Revolucionária, GAC Comunidade e Vida Justa, destaca a urgência de combater um sistema que consideram precário, invisível e desprovido de direitos.
Diogo Barros sublinha a natureza política da marcha. «A nossa presença nas ruas de Famalicão é um ato de insubmissão contra a normalização da opressão e a tentativa de apagar as nossas identidades. Reafirmamos que a nossa existência é política e que a nossa luta é pela construção de um futuro onde a diversidade seja a norma e a justiça social o alicerce».
A Marcha LGBTQIAP+ de Vila Nova de Famalicão promete ser «um momento de visibilidade, resistência e reivindicação, reafirmando que a luta por um mundo mais justo e igualitário continua, em Famalicão e em todo o mundo».