NOVOS INVESTIMENTOS EMPRESARIAIS CRIARAM MAIS EMPREGO

No ano passado, a Câmara Municipal classificou de interesse municipal quinze projetos empresariais, que representaram um investimento superior a 40 milhões de euros e criaram 519 postos de trabalho. Destes investimentos aprovados destaque para a Continental Mabor, com 13,6 milhões de euros, na construção de três novos edifícios e em novos equipamentos.

Os incentivos constam do regulamento municipal Made 2IN que está em vigor desde outubro de 2014 e até ao final de 2017 já tinha aprovado 41 projetos empresariais de interesse municipal que representaram um investimento global que ultrapassa os 137 milhões de euros, a que ficaram associados 1081 novos postos de trabalho.

Através desta alavanca para novos investimentos empresariais, a Câmara Municipal já contemplou com incentivos ao investimento um montante global de 1,9 milhões de euros, traduzidos na redução de 50% do valor das taxas municipais de licenciamento das operações urbanísticas, benefícios fiscais ao nível do IMT e IMI e de um apoio procedimental extraordinário, traduzido no acompanhamento por um gestor de projeto.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, este é um claro investimento no futuro de Vila Nova de Famalicão com uma estratégia que, a seu ver, «está a atrair novas empresas para o concelho e a incentivar a modernização de muitas outras que já cá estão». Isso significa, prossegue o autarca, mais emprego, «mas também melhor emprego, uma vez que a estes investimentos estão associados equipamentos e projetos de última geração, que exigem quadros mais qualificados e incorporam uma grande faceta de I&D».

A lista completa dos investimentos classificados em Famalicão de Interesse Municipal pode ser consultada em www.famalicaomadein.pt/_projetos_de_investimento_de_interesse_municipal.

Rui L. Reis recebeu em Londres um dos maiores prémios internacionais de Engenharia

Rui L. Reis, diretor do Grupo 3B’s do Instituto de Investigação em Biomateriais, Biomiméticos e Biodegradáveis (I3Bs) e vice-reitor para a Investigação e Inovação da Universidade do Minho, recebeu esta semana em Londres o “IET Harvey Engineering Research Award”, um dos maiores prémios científicos do mundo na área da Engenharia.

O galardão é atribuído todos os anos, e em cada três anos à área da Engenharia Médica, pela “Institution of Engineering and Technology” (IET), que tem 170 mil membros de 150 países.

O prémio monetário, no valor de quase 400 mil euros, vai ser usado para criar modelos inovadores e funcionais de cancro em 3D, que possam ajudar a prever a eficácia de medicamentos, evitando o recurso a diversos testes em animais e alguns ensaios clínicos.

“É um grande privilégio receber este conceituado prémio e ser o primeiro cientista cuja carreira foi toda feita num país – Portugal – onde a língua não é a inglesa. Todos os vencedores anteriores trabalhavam no Reino Unido, EUA, Austrália ou Singapura”, declarou Rui L. Reis. Trata-se de um prémio a que não são aceites candidaturas, podendo apenas apresentar propostas – baseadas no currículo do candidato e numa proposta de trabalho cientifico para cinco anos – os candidatos pré-selecionados por um júri internacional.

O júri elegeu Rui L. Reis entre várias figuras mundiais de topo, enaltecendo “as suas contribuições notáveis e as décadas de investigação excelência na área da engenharia de tecidos 3D para novas terapias regenerativas e para o desenvolvimento de modelos de doença”. O presidente do comité de seleção, Sir John O’Reilly, sublinhou: “Este prémio reconhece o seu percurso de investigação e o impressionante recorde de publicações e citações. Os ensaios sobre a eficácia de novos medicamentos contra o cancro continuam a ser um dos maiores desafios que os cientistas enfrentam e a investigação desenvolvida por Rui L. Reis e a sua equipa pode acelerar a avaliação de novos medicamentos e a aprovação de novos tratamentos”.

A sessão decorreu na sede do IET, no Savoy Place, e incluiu uma palestra de Rui L. Reis para o publico em geral, intitulada “Eng The Cancer”. A distinção abrange ainda, pela segunda vez na história do prémio, uma cerimónia alusiva na universidade do homenageado: será a 15 de maio, na UMinho, com a presença do presidente do comité de seleção, Sir John O’Reilly, de outros membros do IET, do reitor da Uminho, Rui Vieira de Castro, e do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

Dia Mundial da Árvore assinalado com plantação de árvore cinco mil

O Parque de Sinçães, em Famalicão, ganhou, esta quarta-feira, uma nova árvore.

A plantação de um Carvalho Alvarinho – Quercus róbur – que em breve irá proporcionar sombra aos praticantes do Skate Park revestiu-se de uma simbologia muito especial, sendo a árvore cinco mil, do projeto “25 mil árvores até 2025”, que arrancou em setembro 2016.

Acompanhado por cerca de meia centena de crianças da Escola de Quintão, de Arnoso Santa Eulália, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, arregaçou as mangas e assinalou o Dia Mundial da Árvore da melhor forma possível, “cumprindo mais uma etapa deste projeto ambiental” que tem como principal objetivo reabilitar aproximadamente 25 hectares do território concelhio através da plantação de 25 mil árvores e arbustos nativos da região. Para já, o objetivo supera as expetativas, sendo que, de acordo com a planificação, previa-se para os primeiros três anos do projeto a plantação de 180 árvores por mês e, neste momento, a autarquia está a plantar uma média de 278 árvores por mês.

Para Paulo Cunha, mais importante que os números “é a mensagem que este projeto leva até à comunidade, de olharmos de uma forma diferente para a nossa floresta. Cada vez mais, as pessoas estão sensibilizadas para a importância de protegermos o ambiente e a biodiversidade e isso deve-se a muitas destas iniciativas”. O autarca lembrou ainda o“grande envolvimento e participação das pessoas e das instituições famalicenses neste projeto”, referindo que “quando isto acontece é mais fácil preservarmos o ambiente”.

A plantação da árvore cinco mil representou também o culminar de uma jornada inteiramente dedicada à natureza, através da concretização da 1.ª Rota pela Floresta – Eco-escolas. Com a colaboração e envolvimento de diversas escolas e instituições, várias dezenas de crianças plantaram um conjunto de árvores autóctones ao longo do dia em muitos espaços do concelho. As crianças transportaram um pergaminho onde iam recolhendo testemunhos assentes em compromissos assumidos pelos vários intervenientes.

Também Paulo Cunha foi desafiado a assumir um compromisso com o ambiente, referindo que “a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão está comprometida com o ambiente e assegura aos Famalicenses que, com a ajuda de todos, vai plantar 25 mil árvores até 2025.”

Investigadora da UMinho vence Medalha de Honra L’Óreal Portugal

A investigadora Margarida Fernandes, da Universidade do Minho, acaba de ser distinguida com uma Medalha de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência.

A cientista vai receber 15 mil euros para desenvolver uma nova geração de materiais para regenerar tecidos ósseos.

O prémio atribuído pela L’Oréal Portugal, Comissão Nacional da UNESCO e Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) visa incentivar investigadoras em Portugal, já doutoradas e com idade até 35 anos, a prosseguirem estudos originais e relevantes para a saúde e o ambiente. O júri presidido por Alexandre Quintanilha avaliou mais de 70 candidaturas e elegeu quatro. Além de Margarida Fernandes, foram laureadas Carina Crucho (Instituto Superior Técnico), Dulce Oliveira (Instituto Português do Mar e da Atmosfera) e Inês Bento (Instituto de Medicina Molecular).

O envelhecimento da população e problemas como a osteoporose e a osteoartrose são cada vez mais frequentes, sendo das principais causas de incapacidade física no mundo. Margarida Fernandes quer desenvolver “uma nova geração de materiais ativos que respondem a estímulos físicos para a engenharia de tecidos ósseos”. As estruturas baseadas nestes materiais multifuncionais permitem gerar microambientes biomiméticos, através de um biorreator desenvolvido no Centro de Física da UMinho, que imita o ambiente natural das células, garantindo uma estimulação natural para a regeneração dos tecidos, que é essencial para tratar lesões e doenças ósseas. Combinando o biorreator e os novos materiais ativos, pretende-se criar tecido ósseo novo, através da estimulação da capacidade natural de regeneração dos tecidos do paciente. Este projeto promete, por isso, contribuir para o bem-estar de milhões de pessoas.

Margarida Fernandes nasceu em Braga há 34 anos e doutorou-se no Departamento de Engenharia Têxtil da UMinho na área da Biotecnologia, com um estudo que compreendia o uso de ferramentas biológicas na funcionalização de fibras para aplicações na área da cosmética e biomédica. Fez um pós-doutoramento na Universidade Politécnica da Catalunha, em Espanha, no âmbito de uma bolsa Marie Curie, e está atualmente a realizar um segundo pós-doutoramento com uma bolsa da FCT no Centro de Física e no Centro de Engenharia Biológica da UMinho, cuja investigação está na base deste prémio L’Óreal.

Grupo que lançou o terror no último carnaval de Famalicão foi identificado pela PSP

Um grupo de nove pessoas, com idades entre os 19 e os 32 anos, foram identificados pela PSP por terem espalhado o terror no último carnaval em Famalicão. O grupo é composto por duas mulheres e sete homens, residentes em Braga.

O grupo, segundo a PSP, deslocou-se de Braga até Famalicão, de comboio, com o “único propósito” de “semear a violência de forma gratuita”, utilizando máscaras dos “Anonymous”.

Esta força de segurança explica que, “durante os festejos da noite de Carnaval na cidade de Famalicão, o efetivo policial empenhado no policiamento foi tendo notícias e ocorrendo a situações de diversas agressões aleatórias em vários locais dos festejos e praticadas contra várias pessoas que apenas pretendiam divertir-se naquela noite”.

As agressões começaram por volta das 00h30, deixando várias pessoas feridas que foram transportados pelos bombeiros para serem assistidas.

“Cedo, esta Polícia começou a receber indicações que o aludido grupo supostamente seria oriundo de Braga e que alguns deles envergavam máscaras vulgarmente denominadas dos “anonymus”, pelo que se tentou intercetar os mesmos e apurar as suas identidades, contudo, devido à enormíssima afluência de pessoas a esta cidade e à rapidez com que os mesmos praticavam os atos de violência e se movimentavam no meio de milhares de pessoas também elas mascaradas, não foi possível na altura localizar os mesmos”, explica aquela força.

Através de denúncias e pelas redes sociais, a PSP conseguiu agora identificar o grupo que espalhou o terror no último carnaval de Famalicão.

Euromilionário ainda não reclamou o prémio

Mais de uma semana depois de ter ganho o primeiro prémio do Euromilhões, em Lousado, Famalicão, o novo euromilionário português ainda não levantou o dinheiro.

A confirmação oficial foi feita esta terça-feira ao CM por uma fonte dos Jogos Santa Casa, sublinhando que o vencedor tem 90 dias para reclamar o prémio.

A especulação sobre quem será o dono dos 61,5 milhões tem sido muita na última semana, mas a dúvida mantém-se, uma vez que o ‘felizardo’ continua anónimo.

“Ligaram para cá vários diretores de agências bancárias a questionar sobre quem seria o vencedor e apesar de se avançar com muitos nomes, a confirmação ainda não a temos”, disse ao CM o proprietário do Café Ribeiro, José Ribeiro, onde foi registada a aposta automática de 2,5 euros que valeu o prémio ‘chorudo’.

“O que se diz na freguesia é que o vencedor é um rapaz de cá, que trabalha na fábrica da Continental e que até terá metido baixa”, adianta a mesma fonte, ressalvando que “não há certezas”.

A verdade é que os boatos e notícias têm levado a que vários funcionários da fábrica de pneus que estão em casa com atestado médico estejam a ser assediados nos últimos dias com telefonemas de agências bancárias, com propostas, e até particulares, a pedirem empréstimos.

“O meu irmão já ponderou mudar de número de telemóvel, nos últimos dias não faz mais nada senão atender chamadas”, confidenciou ao CM uma moradora de Lousado, localidade onde até o pároco já fez um apelo ao dono dos “muitos milhões” para ter “um gesto altruísta com a paróquia”.

Os últimos dias têm sido de verdadeiro ‘massacre’ para os 16 funcionários da Continental Mabor que estão em casa com baixa médica. Tudo porque há quem garanta que um desses ‘doentes’ é o mais recente ‘excêntrico’ português.

“Ainda hoje, às 08h00, passou aqui no café o homem que dizem ter ganho o prémio, estava a sair do turno da noite e ainda assim o bombardearam com perguntas”, contou ao CM o dono do Café Ribeiro.

O apelo lançado pelo padre Eusébio Batista ao novo euromilionário, para oferecer uma dádiva à paróquia, e a respetiva publicitação nos jornais, fez com que disparasse a procura do ‘Vida Paroquial’, fazendo do boletim paroquial de Lousado 1079, do passado dia 18, o mais lido de sempre.

Habituados aos pedidos de dinheiro por parte do padre da freguesia, os fiéis de Lousado não ficaram propriamente muito admirados com o facto de o sacerdote, de 78 anos, ter colocado no boletim paroquial deste domingo um apelo ao “altruísmo” do novo euromilionário.

No entanto, o gesto mereceu mais críticas do que elogios. “É um pedido que não faz sentido, porque se quem ganhou quiser ajudar a pagar as obras da igreja não precisa que o padre lhe peça. Mas é um velho hábito dele pedir para tudo”, garante Maria Pereira, indignada com o apelo no jornal da paróquia.

O CM tentou contactar o padre Eusébio Batista, que se manteve incontactável durante todo o dia por estar em confissões quaresmais no concelho. Ao CM, a empregada doméstica do abade sublinhou que a intenção de Eusébio Batista foi “lembrar a pessoa” porque, concluiu a funcionária, “muitas vezes as pessoas não ajudam por não serem lembradas e a igreja e a residência estão muito necessitadas de obras”.

O vencedor do primeiro prémio do concurso do Euromilhões do passado dia 13 fez uma aposta automática, com o valor mínimo de 2 euros e meio . Vai receber 49 milhões depois de descontado o imposto de 20% sobre o prémio de 61,5 milhões de euros, o vencedor fica com cerca de 49 milhões de euros.

Fonte: Correio da Manhã