Famalicão celebra centenário da Batalha de La Lys com homenagem a ex-combatentes

A 9 de abril de 1918, mais de um milhar de portugueses perdeu a vida naquela que ficou conhecida como a Batalha de La Lys, durante a Primeira Guerra Mundial.

Cem anos passados, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai homenagear os mais de quinhentos soldados, cabos, sargentos e oficiais famalicenses que participaram neste combate, considerado um dos maiores desastres militares da história de Portugal.

As comemorações decorrerão no dia 9 de abril e terão como ponto alto a inauguração da exposição “A I Grande Guerra e a sua repercussão em Vila Nova de Famalicão”, para a qual a autarquia famalicense espera contar com a colaboração de familiares e amigos dos expedicionários naturais do concelho, desafiando-os a ceder, a título de empréstimo, fotografias, cartas, uniformes, entre outros objetos pessoais dos ex-combatentes para que venham a integrar a mostra.

Os objetos deverão ser entregues até dia 23 de março, no Museu Bernardino Machado, local que acolherá a exposição. Entretanto, a Câmara Municipal já disponibilizou para consulta online, em www.vilanovadefamalicao.org, o nome dos mais de 500expedicionários famalicenses que combateram na Batalha de La Lys.

Concentração de Basquetebol em Famalicão

Realizou-se no passado domingo, no Pavilhão da Escola Secundária Camilo Castelo  Branco,  a 10ª Concentração de Basquetebol Sub-10, organizada pelo Famalicense Atlético Clube.

Estiveram presentes perto de uma centena de mini-atletas das equipas do Famalicense Atlético ClubeBasquete Clube de BarcelosBasquetebol Vitória SCSC Maria Da Fonte BasquetebolGDAS Grupo Desportivo André Soares e SC Braga Basquetebol.

Incêndio deixa mulher desalojada em Esposende

Um incêndio destruiu uma habitação e deixou uma mulher desalojada, esta segunda feira de manhã, na Rua Padre Torres, na freguesia de Forjães, em Esposende.

Quando os Bombeiros Voluntários de Esposende chegaram ao local, a habitação já estava totalmente tomada e consumida pelas chamas.

A única moradora e proprietária da casa, uma idosa de 82 anos, não sofreu ferimentos.

O adjunto de comando dos BVE, Júlio Melo, diz que a casa «vai ter que ser parcialmente demolida». «Não oferece qualquer condição de segurança», referiu.

 

Primeira Gala Sport Kempo Thunderbolt

Decorreu no passado sábado em Vil de Matos, Coimbra, no Pavilhão de Sant`Ana, a 1ª Gala de Rumble Kempo e Kempo Contact da Sport Kempo Thunderbolt.

A Gala contou com vários atletas Campeões Nacionais e Internacionais onde se destacaram dois atletas da Associação Zen, com dois pódios.

Nuno Alves, conquistou a medalha de prata em Kempo Contact e Adriana Barroso conquistou também a medalha de prata, em Rumble Kempo.

A arbitragem esteve a cargo do árbitro internacional Armando Alves , Mestre da Associação Zen de Artes Marciais dos B.V.Famalicenses, sendo auxiliado por mais três árbitros nacionais e internacionais.

Famalicão entrou na rota internacional da criação da arte circense

O artista de circo canadense, Ezra Weill, terminou, na passada sexta-feira, a sua residência artística nas instalações do Instituto Nacional de Artes Circenses, em Vila Nova de Famalicão.

Ao longo de cerca de um mês, Ezra Weill do Circo Natural da América desenvolveu todo o processo de criação artística da nova peça que levará a cena a vários países do mundo, durante o verão.

As residências artísticas são apenas uma das múltiplas facetas do trabalho desenvolvido pelo INAC que tem como primeira missão formar artistas, capazes de uma abordagem pluridisciplinar que assegure o surgimento e a afirmação das novas estéticas.

A dinâmica que a escola de circo tem trazido ao concelho de Vila Nova de Famalicão nos últimos meses, acolhendo não só artistas de circo internacionais para a realização de residências artísticas, mas também alunos de vários países do mundo justificou a visita que o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, realizou à instituição na passada sexta-feira, incluindo-a no Roteiro pela Inovação.

“Vila Nova de Famalicão entrou definitivamente na rota internacional da criação da arte circense e isso deve-se ao trabalho que está a ser desenvolvido aqui no INAC”, afirmou o autarca que foi surpreendido pela apresentação, em primeira mão, de um trecho do espetáculo de Ezra Weill, ficando completamente rendido à criatividade do artista.

“Estas residências artísticas funcionam, acima de tudo, como um espaço de partilha entre artistas, mas também são uma forma de intercâmbio com os artistas a darem aulas aos nossos alunos e participarem do trabalho que estamos a desenvolver”, explicou Bruno Machado, diretor do INAC.

O INAC surgiu, em 2015, na Maia, da necessidade de formar artistas e criar o seu próprio espaço em Portugal, mas foi em Famalicão que encontrou o terreno fértil para germinar. “Tínhamos a ambição de vir para Famalicão porque existe aqui um centro culturalmente muito forte e em crescimento com escolas de teatro, como o ACE, e de música como a Artave e como trabalhamos todas as áreas cénicas e performativas, faz todo o sentido trabalhar com estes parceiros”,explicou Bruno Machado.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal elogiou o trabalho desenvolvido pelo INAC, “um projeto diferente e diferenciador, que rompe com uma visão clássica da arte circense, colocando-a no contexto contemporâneo”.

“Queremos potenciar todos os eventos e manifestações culturais não só na ótica recreativa e formativa, mas também na ótica profissional”, salientou Paulo Cunha, reforçando a convicção de que o conceito de indústria criativa não está ligado só ao que é clássico e convencional. “A Cultura há-se ser cada vez mais uma ferramenta ao serviço da criação de riqueza, do produtividade e da empregabilidade”, acrescentou.

A única escola de circo contemporâneo do Norte do país conta atualmente com um corpo docente com formação em artes circenses e com cerca de 30 alunos oriundos de Espanha, França, Costa Rica, Finlândia e Colômbia entre muitos outros que frequentam o Curso Profissional de Circo, de dois anos e com uma carga de oito horas por dia. Este ano, saem da escola os primeiros artistas de circo formados, sendo que alguns vão seguir os estudos superiores, enquanto outros vão ingressar no mercado de trabalho, como trapezistas, acrobatas, malabaristas, contorcionistas, etc. As inscrições para o próximo ano letivo do curso profissional já estão abertas e as provas de acesso decorrem em maio.

“O circo saiu das tendas e veio para a escola”, explicou Bruno Machado, salientando que “tem havido um crescimento do circo contemporâneo, onde aliamos a técnica com o trabalho artístico e o trabalho de criação e pesquisa”.

Para além do Curso Profissional de Circo e das residências artísticas, o INAC tem outras vertentes nomeadamente para quem quer ter aulas regulares de circo (para todas as idades, desde o 3 anos). Em colaboração com a autarquia desenvolve o projeto de inclusão social “Um por Todos” onde trabalha com pessoas portadoras de multideficiência do concelho.

Para breve, o INAC pretende também iniciar um curso com formação de nível 4, com equivalência o 10.º, 11.º e 12.º anos. A escola tem em desenvolvimento o processo europeu de certificação, recebendo em breve a visita da Federação das Escolas de Circo que garantirá a certificação aos alunos.

O projeto integra ainda uma plataforma artística dirigida por uma companhia “Um por Um” que se dedica à criação artística, servindo também de suporte para os alunos que terminam o seu percurso formativo e não têm capacidade para criar a sua companhia.

Festival do Vinho do Vade reforça impacto económico e social

O Festival do Vinho do Vade, no concelho de Vila Verde, vai contar este ano com um programa alargado de animação e valorização de produtos locais.

Cerca de duas dezenas de produtores de vinho vão participar no evento, que a União de Freguesias do Vade organiza no próximo fim de semana, de 3 e 4 de março.

Sopas de burro cansado’ e papas de milho fazem parte da ementa gastronómica, juntamente com os tradicionais petiscos. Rusgas, folclore e cantares regionais vão marcar a animação do Festival, que mobiliza os movimentos associativos da terra e gentes de todas as idades.

O vinho do Vade diferencia-se pelas suas características únicas, com textura e sabor moldados pelas expressivas encostas solarengas desta região, situada nos limites dos concelhos de Vila Verde e Ponte da Barca. Graças também à qualidade das vinhas e ao saber das tradições agrícolas específicas desta região, o Vinho do Vade distingue-se ainda por atingir níveis mais elevados de volume de álcool, comparativamente com o que normalmente acontece com os vinhos verdes.

A União de Freguesias do Vade assume o vinho destas terras como “um produto-âncora para a valorização e dinamização da economia local”, num processo que reforça a mobilização da comunidade, desde os mais novos aos mais idosos, em torno das tradições e marcas de identidade deste território, que congrega as freguesias de Atães, Codeceda, Covas, Penascais e Valões.

“O Festival do Vinho do Vade é uma aposta para ajudar à dinamização económica e também social deste território. Através das marcas da nossa identidade muito própria, das nossas raízes e das nossas tradições, queremos valorizar e rentabilizar as potencialidades e aquilo que temos de melhor nas nossas terras», afirma o autarca Carlos Cação.

O presidente da Junta da União de Freguesias do Vade reconhece “as muitas dificuldades de um território de baixa densidade populacional, deslocado dos grandes centros urbanos e de acessibilidades difíceis”, mas salienta que, “em contrapartida, existem marcas muito próprias e insubstituíveis que nos distinguem e diferenciam como um espaço de qualidade, de gente que sabe fazer e com produtos únicos”.

Sobre o Festival do Vinho do Vade, que arranca já no próximo sábado, no Pavilhão Multiusos, Carlos Cação anuncia «um evento de grande festa, aberto, com muita animação e capaz de mobilizar a comunidade em torno do melhor que temos e fazemos nas nossas freguesias».

Cerca de duas dezenas de produtores locais vão estar no certame com pipos de vinho para provas, num ambiente de grande animação popular. No sábado, dia 3, vão marcar presença Rusgas de Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Vila Verde. A noite vai ainda incluir animação alternativa com DJ para as gerações mais novas. No domingo, o folclore e os cantares regionais vão marcar a animação.

No Festival haverá ainda mirtilos, cogumelos e outros produtos locais. “Sopas de burro cansado” e papas de milho fazem parte da ementa mais típica que será servida pelo Centro Social de Covas, ao lado das tasquinhas e espaços de petiscos a cargo de associações e comissões de festas do Vade. Os bares serão geridos por grupos de jovens. Crianças do pré-escolar e primeiro ciclo terão à venda artesanato e outros objectos para angariação de receitas a favor de atividades escolares.