Novo piso sintético ajuda S. Cláudio a crescer

O Centro Social, Cultural e Desportivo S. Cláudio inaugurou no passado sábado, 10 de novembro, o novo piso sintético de Futebol 11. Uma intervenção há muito desejada pelo clube de Antas, que vê agora reforçadas as condições para a prática desportiva.

As obras, que contaram com um apoio municipal de 210 mil euros, implicaram também a realização de alguns trabalhos de melhoramento do complexo desportivo do clube, tais como o alargamento e a vedação do espaço.

Um investimento que já deu frutos, uma vez que o São Cláudio viu aumentar nos últimos tempos o número de atletas: conta atualmente com cerca de 150 jovens nos mais variados escalões, com a equipa sénior a competir no campeonato do INATEL e os escalões de formação na Associação de Futebol de Braga.

José Carlos Silva, da direção do clube, agradeceu o apoio e envolvimento da Câmara Municipal em todo este processo, e apontou já novos sonhos para o futuro do clube, nomeadamente, o alargamento dos balneários.

O Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, elogiou a persistência, esforço e dinamismo do São Cláudio, entre direção, associados, atletas, pais e patrocinadores, e não escondeu a “boa sensação” que teve ao ver a qualidade do parque desportivo do clube.

“Foi um privilégio ajudar a criar condições para que as nossas crianças hoje possam praticar aqui desporto com qualidade, conforto e segurança”, disse.

Projeto MyMachine concretiza máquinas sonhadas por crianças

Está lançada a segunda edição do projeto “MyMachine”, iniciativa que envolveu mais de 120 alunos do 1º Ciclo de Vila Nova de Famalicão, no ano letivo anterior, e que resultou na execução de seis máquinas que respondem ao sonho de ver resolvidos alguns dos seus problemas diários.

O lançamento da segunda edição decorreu esta segunda-feira, nos Serviços Educativos do Parque da Devesa, e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, do vereador da Educação, Conhecimento e Cultura, Leonel Rocha, da responsável do MyMachine Portugal, Ana Godinho e dos parceiros locais envolvidos: Universidade Lusíada, CIOR, FORAVE e Agrupamentos de Escolas.

“Este é um projeto que dá uma sensação de realização às crianças”, disse aos jornalistas o presidente da autarquia após a sessão de lançamento da segunda edição e da abertura da exposição das máquinas concebidas pelas crianças de Vila Nova de Famalicão.

Paulo Cunha salienta que é “na fase inicial do percurso educativo do Ensino Básico o momento certo para termos projetos – e o MyMachine é um deles – que querem despertar uma dimensão empreendedora nas nossas crianças”.

O MyMachine tem, segundo o presidente da autarquia uma “grande capacidade apelativa”, porque não se põe as crianças “a pensar em teorias ou em teses”, mas “a pensar em casos concretos”. Por outro lado, aponta que “os projetos resultam em contributos comunitários mais do que resposta a problemas individuais”. “Vemos crianças até aos 10 anos que não ficam apenas a olhar para o seu umbigo, mas desenvolvem uma consciência do interesse da comunidade”,acrescenta.

“Queremos que este projeto chegue a todos os agrupamentos escolares e que, no futuro, todas as escolas possam participar”, frisou Paulo Cunha.

As crianças dos primeiros anos de escolaridade são os “engenheiros” do projeto “MyMachine”, identificando um problema e desenhando uma máquina para o resolver. Depois, compete à Universidade Lusíada, através da equipa de alunos coordenada por Pedro Reis, interpretar o projeto e adequar as melhores respostas técnicas para que a máquina fique operacional. Depois, entra o Ensino Profissional que concretiza o projeto minuciosamente negociado com as crianças.

A principal virtuosidade do MyMachine Vila Nova de Famalicão é o de envolver os alunos do 1º Ciclo e colocá-los em contacto direto com a Universidade Lusíada e com as Escolas de Ensino Profissional.

As ideias que viraram máquinas foram: Máquina para arrumar os brinquedos; Máquina para distinguir os “toques”; Máquina para arrumar o material escolar; Máquina para medir e informar sobre o ruído; Máquina para afiar automaticamente os lápis; Máquina “Colete” para salvar vidas.

Todas as máquinas podem ser vistas na exposição que está patente nos Serviços Educativos do Parque da Devesa até ao próximo dia 23.

Pedro Reis, da Universidade Lusíada, refere que se trata de um trabalho “muito interessante”,porque permite “uma interação criativa entre todos os participantes, desde os mais pequeninos até aos universitários e passando pelo ensino profissional”.

É claro que admite que “a coordenação científica de um projeto destes, que envolve tantas pessoas e diferentes níveis de conhecimento, não é fácil, mas o resultado está à vista”.

Depois de Óbidos, Vila Nova de Famalicão é o terceiro município a implementar o MyMachine em Portugal. Ana Godinho revelou que, este ano letivo, também Campo Maior avança com o projeto e que já existem outras localidades que têm mostrado interesse em avançar também.

O MyMachine é um projeto que nasceu em Kortrijk (Bélgica), através da Universidade de Howest, que permite às crianças do 1º Ciclo ver concretizadas as suas ideias de solucionar problemas através da construção de “máquinas”.

Motociclista em estado grave depois de acidente com jipe, condutor pôs-se em fuga

Um homem de 45 anos ficou em estado grave, na sequência de uma colisão da mota que conduzia com um jipe.

O acidente aconteceu esta segunda-feira, pouco depois das 22h00, no cruzamento das Fontainhas, na freguesia de Balasar, Póvoa de Varzim.

De acordo com testemunhas, o jipe terá abalroado a mota, provocando ferimentos muitos graves no homem que a conduzia.

No local a prestar assistência à vitima esteve a Cruz Vermelha de Macieira de Rates, acompanhada pela VMER de Barcelos. A GNR tomou conta da ocorrência.

O condutor do jipe colocou-se em fuga e ainda não terá sido localizado pelas autoridades.

Homem detido no restaurante: “Não tenho dinheiro, chamem a polícia.”

Um homem de 43 anos foi detido pela PSP, na noite do último domingo, num restaurante, na cidade de Braga.

De acordo com aquela força policial, o sujeito “referiu que não tinha dinheiro quando entrou no restaurante para consumir alimentos e contudo não se inibiu de os consumir, mencionando ainda que não tinha qualquer intenção em pagar a dívida”.

O proprietário decidiu chamar as autoridades, que acabaram por fazer a detenção, pelo crime de burla para obtenção de alimentos e bebida.

Segundo a PSP, o detido, que foi notificado para comparecer nos Serviços do Ministério Público junto do Tribunal Judicial da Comarca de Braga, “comunicou não ter receio de qualquer sanção penal que lhe possa ser atribuída”.

 

Ministério não cuida das escolas diz deputado famalicense

Depois da visita à Escola Básica 1, 2 Dr. Nuno Simões, em Calendário, onde constatou a necessidade da realização de algumas obras de melhoramento, Jorge Paulo Oliveira defendeu a necessidade de se projetar, de uma forma global, a reabilitação dos estabelecimentos de ensino dos 2.º, 3.º ciclos e secundário do concelho.

No final da visita, o deputado famalicense na Assembleia da República lembrou que algumas escolas estão a ser intervencionadas, como é o caso da EB 2,3 de Ribeirão, «e em quase todas vão sendo realizadas pequenas ações de manutenção, muitas vezes suportadas pelas associações de pais», mas falta, a seu ver, planeamento global das necessidades em termos de intervenções de manutenção, reabilitação e ampliação do edificado que responda às necessidades. «São necessários avultados investimentos, precisamos de saber quanto custam ao erário público. Precisamos de executar os projetos, calendarizar as obras no tempo, encontrar os meios de financiamento, decidir o que é mais prioritário, definir metas no tempo e o tempo podem ser muitos anos. Infelizmente, nada disso está a ser feito pelo Ministério da Educação».

O deputado do PSD recorda que o Contrato Interadministrativo de Delegação de Competências celebrado com o Município, em maio de 2015, obrigava o Ministério de Educação a, até ao final do ano letivo 2015/2016, a preparar um plano de reabilitação para algumas escolas incluídas na descentralização de competências, mas essa obrigação «continua por cumprir».

Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado vence “O Meu Projeto é Empreendedor”

O Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado venceu a edição deste ano da iniciativa “O Meu Projeto é Empreendedor”, com a construção de um sistema inovador de distribuição de peças em armazém.

Na prática, este projeto desenvolvido pelos alunos Domingos Mendes e Jorge Oliveira, do curso profissional de Técnico Eletrónica Automação e Computadores, permitirá evitar o transporte, por parte dos funcionários das empresas, de peças desde o armazém até ao recetor, tornando todo este processo controlado por um painel ou por uma aplicação informática.

Conforme explicam na descrição do projeto, “cada funcionário irá ter um tapete ligado ao seu posto de trabalho e um botão/painel para pedir a peça que deseja”.

Este foi um dos 10 projetos finalistas do concurso “O Meu Projeto é Empreendedor”, que todos os anos destaca as Provas de Aptidão Profissional mais inovadoras apresentadas pelos alunos do ensino profissional de Vila Nova de Famalicão.

O projeto de remoção automática de rolos de tear, desenvolvido por Tiago Campos, da FORAVE, em parceria com a C-ITA, Continental Indústria Têxtil do Ave, e o sistema automatizado para maximizar a utilização de painéis fotovoltaicos desenvolvido pelos alunos do INA – Instituto Nun’Alvres, Paulo Ferreira, Otávio Coelho e Ricardo Marques, conquistaram o segundo e terceiro lugares, respetivamente.

Na visita que fez à mostra do concurso, na passada sexta-feira, dia 9, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, salientou a “maturidade” dos projetos apresentados.

“É inegável que, a cada ano que passa, há uma melhoria inequívoca na qualidade dos projetos, na sua performance, na forma como estão cada vez mais próximos da realidade e na sua aplicabilidade do ponto de vista empresarial. Já não são simples ideias, já têm plano de desenvolvimento e uma metodologia de abordagem ao mercado”, disse.

Os três primeiros classificados são premiados com 1000, 500 e 250 euros. O grau de inovação, a exequibilidade e o impacto social e/ou económico da ideia foram os critérios tidos em conta pelo júri da iniciativa.

Fomentar o empreendedorismo nos jovens estudantes e valorizar o ensino profissional no concelho é o principal objetivo do concurso, promovido pela Rede Famalicão Empreende.