Preço médio de arrendamento a estudantes aumentou

O preço médio do arrendamento para estudantes aumentou este ano em Braga, Aveiro, Coimbra, Covilhã, Lisboa, Porto e Setúbal, segundo dados das plataformas imobiliárias, que revelam ainda que a variação foi negativa em Santarém, Vila Real e Viseu.

Em termos de preços, Lisboa mantém-se a cidade mais cara para alojamento de estudantes, com uma renda média por quarto de 323 euros no portal Idealista, de 485 euros na plataforma Uniplaces e 498 euros no Imovirtual.

De acordo com a variação dos preços por quarto, através do portal de imobiliário Imovirtual, a cidade universitária do Porto foi a que registou maior aumento, passando de 301 euros em 2017 para 381 euros este ano, o que corresponde a uma subida de 27%.

Depois da Invicta, destaca-se Aveiro, que teve uma variação de 25%, com o crescimento do valor médio que os estudantes pagam por um quarto de 157 euros em 2017 para 196 euros este ano.

Na capital, a variação foi de 20%, já que o preço médio de 415 euros apurado em 2017 aumentou para 498 euros este ano, com base em dados do Imovirtual enviados à Lusa.

A dinâmica de 2017 para 2018 do preço médio por quarto foi, também, positiva em Braga, com um crescimento de 210 euros para 250 euros, em Coimbra, com uma subida de 218 euros para 259 euros, e na Covilhã, com um aumento de 150 euros para 157 euros.

Segundo o portal Imovirtual, a cidade universitária de Vila Real foi a que verificou maior redução dos preços, com uma variação negativa de 52%, uma vez que a renda de 270 euros em 2017 passou para 130 euros em 2018.

Além de Vila Real, os dados apontam para uma variação negativa de 31% na cidade de Viseu, com o valor média da renda a cair de 200 euros para 138 euros.

Direcionando a oferta apenas para as cidades de Lisboa, Coimbra e Porto, a Uniplaces avançou que, no primeiro semestre deste ano, o valor médio das rendas a estudantes em Portugal foi de 451 euros, “um valor que reflete um aumento de 4% face ao período homólogo de 2017”.

Relativamente aos valores médios de arrendamento, que abrangem todo o tipo de oferta disponível na plataforma, desde quartos em residências com piscina a quartos em casa partilhada, em Lisboa rondou os 485 euros durante o primeiro semestre deste ano, mais 26 euros do que no período de 2017, no Porto a renda média registada foi de 407 euros, mais 24 euros do que nos seis primeiros meses do último ano, e em Coimbra aumentou para 291 euros, mais dois euros do que igual período de 2017.

A par da valorização do valor das rendas, o número de estudantes internacionais a arrendar casa ou quarto em Portugal, através da plataforma Uniplaces, também cresceu, com “mais de 88% das reservas a serem feitas por estudantes de outras nacionalidades”, o que representa uma subida de cerca de 8% em comparação com 2017.

Com um estudo anual sobre os anúncios de arrendamento de quartos a estudantes, o portal Idealista informou que de 2015 para 2018 o preço médio em Lisboa cresceu de 257 euros para 323 euros, no Porto aumentou de 209 euros para 261 euros e em Coimbra valorizou de 173 euros para 190 euros.

No que diz respeito à variação de preços entre 2017 e 2018, o Idealista apresenta dados de mais cidades universitárias, destacando a dinâmica de Setúbal, em que o valor médio subiu de 222 euros para 244 euros, o que corresponde a um crescimento de 9,9%.

Já em Santarém, a variação de preços foi negativa entre 2017 e 2018, com uma descida de 8,4%, passando de 185 euros para 169 euros, segundo este portal imobiliário.

Os dados do Idealista deste ano apresentam, ainda, o preço médio por quarto em Braga, que se fixou em 196 euros, e em Leiria, que ronda os 180 euros.

Riba de Ave manifesta-se por uma escola pública

A vila de Riba de Ave manifestou-se, esta manhã, por uma escola pública de proximidade. O fim dos contratos de associação, impostos pelo Governo, levou a que muitas famílias vissem as suas vidas totalmente alteradas. Muitos alunos tiveram que ir estudar para outras escolas, algumas de fora do concelho, como Santo Tirso, Vila das Aves, Guimarães ou até Moreira de Cónegos. A par desta deslocalização dos jovens estudantes, os horários dos transportes públicos também não se coadunam com as necessidades.

A Junta de Freguesia juntou-se ao protesto, colocando-se ao lado da população. Susana Pereira também pede uma escola pública porque a sua inexistência é um problema para as famílias e para a dinâmica social e económica de Riba de Ave.

A manifestação reuniu cerca de três centenas de ribadavenses que têm a decorrer uma petição. A população promete não ficar por aqui e outras ações de protesto podem acontecer para chamar a atenção do Ministro da Educação para o problema.

Agitação marítima e vento forte colocam dez distritos sob aviso amarelo

Dez distritos do continente estão até segunda-feira sob aviso amarelo devido à previsão de agitação marítima e vento forte, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o IPMA, os distritos do Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga estão sob aviso amarelo devido à previsão de agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste com 04 a 05 metros entre as 04:00 de sábado e as 07:00 de segunda-feira.

Estes dez distritos estão também sob aviso amarelo por causa do vento forte de norte com rajadas até 85 quilómetros por hora no litoral e 90 quilómetros por hora nas terras altas e que estará em vigor entre as 04:00 de sábado e o final do dia de domingo.

Apenas 32% dos homens portugueses gozaram licença de paternidade

Apenas 32% dos homens portugueses gozaram licença de paternidade, um número ainda assim superior à média europeia de 20%, segundo um Eurobarómetro publicado esta sexta-feira.

De acordo com um inquérito divulgado em Bruxelas pela Comissão Europeia, 32% dos homens portugueses gozaram licença de paternidade, e 22 % estão a pensar fazê-lo (20% na média comunitária), com 14% a rejeitarem terminantemente essa possibilidade.

O estudo indica ainda que 37% dos homens inquiridos usufruiu de licença de parentalidade, contra 26% dos europeus, e 20% ponderam fazê-lo, embora sejam as mulheres (67%) que mais o fazem.

Os homens portugueses surgem ainda em destaque entre aqueles que consideram que a opção de tirar licença por motivos familiares é mal vista pelos colegas, com 33% dos inquiridos a corroborar esta afirmação, uma percentagem que só é superada por Grécia (43%), Chipre (40%) e Bulgária (34%).

Dos portugueses, 61% defendem ainda que é mais fácil para a mulher gozar a licença parental, um número consideravelmente superior à média comunitária de 52%, enquanto 45% consideram que optar por esta opção tem um impacto negativo na carreira profissional (39% a nível da UE).

Apesar da renitência em usufruir da licença parental, 35% dos homens nacionais sentir-se-iam encorajados a ficar em casa com os seus filhos caso recebessem uma maior compensação financeira durante o período de licença, e 32% se tivessem mais garantias de que a sua carreira não sairia prejudicada.

Para este estudo, o Eurobarómetro entrevistou 26.582 homens com menos de 65 anos dos 28 países do bloco comunitário entre 26 de junho e 5 de julho, mil dos quais portugueses.

Proteção Civil alerta para o risco de incêndios rurais durante o fim de semana

A Proteção Civil alerta a população para o perigo de incêndio rural durante o fim de semana, devido à diminuição da humidade relativa e ao aumento da força do vento, recordando a proibição da realização de queimadas ou fogueiras.

Face à informação disponibilizada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) sublinha que o “cenário meteorológico” previsto irá traduzir-se num aumento dos índices de risco de incêndio entre sábado e segunda-feira, com condições favoráveis à rápida propagação dos fogos, em especial na região de Lisboa e Vale do Tejo, distritos de Viseu, Aveiro, Guarda, Braga, Vila Real e Bragança, com níveis ‘Elevado’ a ‘Muito Elevado’.

Segundo as previsões do IPMA, a partir de sábado irá registar-se uma “acentuada diminuição da temperatura máxima e mínima”, mas, em paralelo, uma intensificação de vento do quadrante norte acima dos 55 quilómetros por hora no litoral oeste e nas terras altas das regiões centro e sul, com rajadas que podem atingir 85 a 90 quilómetros por hora, com uma diminuição da intensidade do vento a partir da tarde de domingo, mantendo-se a possibilidade de rajadas até 70 quilómetros por hora nas terras altas até segunda-feira.

Perante a manutenção de valores de humidade relativa do ar na ordem de 30% nas regiões do interior, em especial no sábado e no domingo, aumenta o perigo de ocorrência e propagação de incêndios rurais.

A ANPC recorda que, de acordo com as disposições legais em vigor, para os locais onde o índice de risco temporal de incêndio seja superior ao nível ‘Elevado’ não são permitidas queimadas e para os locais com risco ‘Muito Elevado’ é proibida a realização de fogueiras, queimar matos cortados e amontoados, o lançamento de balões com mecha acesa ou qualquer outro tipo de foguetes, fumar ou fazer lume de qualquer tipo nos espaços florestais.

Associação dos Transportes Públicos de Mercadorias vai denunciar empresas que não cumpram o contrato coletivo de trabalho

O presidente da ANTRAM (Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias), Gustavo Paulo Duarte, afirmou esta sexta-feira que, a partir de janeiro, a associação vai passar a denunciar as empresas de transporte rodoviário de mercadorias que não cumpram o contrato coletivo de trabalho, assinado em agosto.

Segundo Gustavo Paulo Duarte, a ANTRAM vai também “ensinar” à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), à Segurança Social e à Autoridade Tributária como se fiscalizam as empresas do setor.

Para o presidente da ANTRAM, que falava aos jornalistas em Braga, onde decorre, até sábado, o 18.º congresso da associação, o cumprimento do contrato coletivo de trabalho é essencial para aumentar a atratividade do setor e, assim, ultrapassar a “falta muito acentuada de mão de obra”.

“A partir de janeiro, é a própria ANTRAM que vai fazer denúncias. O setor quer-se legal e competitivo. Se é ilegal, estamos cá”, referiu.

Acrescentou que a ANTRAM vai dotar as entidades fiscalizadoras, como ACT, Segurança Social e Autoridade Tributária, “de capacidade para encontrar” quem não cumpre.

“Vamos ensinar a fiscalizar o setor”, sublinhou.

Gustavo Duarte disse que o contrato coletivo de trabalho veio regular o setor, mas enfatizou que é necessário obrigar as empresas a aplicá-lo.

“Hoje um motorista recebe bem, mas as condições de trabalho como andam? Dias inteiros fora de casa, semanas inteiras fora de casa. Há muita dificuldade em contratar, não há pessoas para trabalhar”, alertou.

Para o dirigente, esta situação só se inverte se a melhores vencimentos se juntarem melhores condições de trabalho e uma diferente “maneira de trato” dos trabalhadores.

No entanto, Gustavo Duarte admitiu que as empresas vão ter dificuldade em ajustar-se à nova realidade do setor, designadamente por causa da carga fiscal resultante da nova relação contratual com os nossos colaboradores.

“A carga é demasiado elevada, somos grandes contratantes e os ordenados são muito altos. Quase que duplicámos a receita da Segurança Social no setor, quase que criamos um novo setor”, referiu.

Apelou, por isso, ao Governo no sentido de permitir um “crescimento gradual” da carga fiscal, para que não seja concretizada imediatamente no atual ano fiscal.

Apesar de tudo, Gustavo Duarte manifestou-se “otimista” em relação do setor do transporte rodoviário de mercadorias e criticou o investimento público na ferrovia.

“Eu acho que o camião é o futuro, não é o comboio”, rematou.

Na abertura do congresso da ANTRAM, o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme D’Oliveira Martins, aludiu ao setor dos transportes rodoviários de mercadorias como “essencial” para o desenvolvimento da economia e salientou a “proximidade” do Governo com aquela associação.

Uma proximidade que “ilustrou” com medidas como o alargamento do regime do gasóleo profissional, o reforço do acesso a seguros e a intensificação da cooperação das autoridades portuguesas na fiscalização das condições laborais e dos tempos de pausa.