«Famalicão é uma referência nacional»

Famalicão prepara-se para celebrar, esta terça-feira, o 39.º aniversário de elevação a cidade. O presidente da Câmara Municipal, em entrevista a CIDADE HOJE, afirma que a cidade «é uma referência nacional» e que acompanha a pujança económica do concelho. Aponta a renovação urbana como um marco distintivo que a torna mais atrativa. Promete mais empenho no regulamento do trânsito, no estacionamento abusivo e em condicionar a circulação automóvel no coração da cidade «de forma gradual, pedagógica, com uma mudança cultural e com uma grande aposta nos transportes públicos».

CIDADE HOJE (CH) – A cidade tem a maturidade esperada de 39 anos de existência?

Mário Passos: Tem a maturidade, mas também a jovialidade de uma jovem cidade com 39 anos. Famalicão está hoje mais palpitante e impactante do que alguma vez esteve, fruto de décadas de trabalho a trilhar um caminho de desenvolvimento e prosperidade. Trabalho esse que queremos continuar, sempre com os famalicenses como principais protagonistas.

CH – Como consegue afirmar-se no contexto regional/nacional, sabendo, por exemplo, que não é capital de distrito?

Mário Passos: Famalicão é atualmente uma referência nacional e um dos maiores concelhos do país. Temos uma pujança empresarial, desportiva, cultural, educativa e social reconhecidas que fazem com que sejamos hoje um lugar de primeira escolha para viver, estudar e trabalhar. As estratégias de atratividade que temos promovido, com os vários investimentos que temos feito nas mais diversas áreas de governação, têm contribuído para que Famalicão seja um território cada vez mais atrativo.

CH – Sendo o concelho o terceiro maior exportador nacional e um forte contribuidor da balança comercial, a cidade tem sabido aproveitar estes atributos afirmando-se de igual forma?

Mário Passos: Diria mais. A cidade não se limita apenas a saber aproveitar estes atributos, mas também respira essa vitalidade e dá também o seu contributo para essa pujança. Ao atrairmos cada vez mais pessoas para o nosso centro urbano estamos a dar a conhecer Vila Nova de Famalicão, a sua riqueza, as suas principais forças e os seus principais atrativos.

CH – Como Região Empreendedora Europeia, é mais uma oportunidade de afirmação?

Mário Passos: Esta distinção é um reconhecimento a todos os famalicenses que diariamente personificam este prémio. O título de Famalicão Região Empreendedora Europeia não é fruto do acaso. Reflete a vitalidade económica do território, a força das nossas gentes e o mérito das nossas políticas públicas, nomeadamente de estímulo ao empreendedorismo, inovação e emprego.

É uma marca distintiva que impulsiona a nossa estratégia para atrair novas empresas tecnológicas e criativas que acrescentem valor e contribuam para a crescente competitividade da cidade e do concelho.

 

CH – Famalicão é a Cidade Têxtil e é a Terra de Camilo Castelo Branco, a cidade promove como deve estas e outras “marcas”, principalmente a quem a visita?

Mário Passos: São duas marcas muito fortes – uma mais voltada para o turismo industrial e outra para o turismo cultural. Duas marcas diferenciadoras que espelham bem a riqueza do nosso concelho, que têm um enorme peso na afirmação da nossa cidade e que estão, por isso, muito presentes e enraizadas no quotidiano de Famalicão.

Por esta altura, no ano passado, estávamos por exemplo a inaugurar a instalação artística “Fio Condutor” que trazia para o centro urbano a força da marca “Cidade Têxtil”. Por sua vez, Camilo é uma presença constante na agenda cultural da cidade, este ano com as várias atividades que decorrem um pouco por todo o território para assinalar os 200 anos do seu nascimento. Camilo e o Têxtil são grandes referências para o nosso concelho que têm merecido e vão continuar a merecer a maior atenção e valorização por parte do executivo municipal.

Temos um conjunto de intervenções que estão no terreno e outras que estão a ser planeadas para melhorar os acessos à cidade, mas estamos também empenhados em regular o trânsito no centro, em combater o estacionamento abusivo e em condicionar a circulação automóvel em algumas zonas do coração da zona urbana. Queremos uma cidade mais organizada, com menos carros e mais voltada para as pessoas e temos que perceber que esta é uma pretensão que não é só nossa.

CH – O centro da cidade foi recentemente renovado. Há o retorno esperado? Que respostas às críticas de falta de árvores e de estacionamento?

Mário Passos: Há claramente um antes e um depois da intervenção que realizamos no centro urbano da cidade. Como tenho vindo a dizer, não podemos querer um concelho grande e em desenvolvimento e um centro urbano pequeno e estagnado. Para além de mais funcional e bonita, hoje a zona central da cidade está mais amiga das pessoas, mais apelativa e atrativa. Acolho as várias opiniões, mas basta visitar a cidade para percebermos que o centro evoluiu para uma nova e melhor realidade e para percebermos que é frequentado por cada vez mais pessoas.

CH – Que alterações estão previstas para melhorar a mobilidade na zona urbana?

Mário Passos: Temos um conjunto de intervenções que estão no terreno e outras que estão a ser planeadas para melhorar os acessos à cidade, mas estamos também empenhados em regular o trânsito no centro, em combater o estacionamento abusivo e em condicionar a circulação automóvel em algumas zonas do coração da zona urbana. Queremos uma cidade mais organizada, com menos carros e mais voltada para as pessoas e temos que perceber que esta é uma pretensão que não é só nossa. É global! Precisamos de tirar força à chamada ‘cultura do carro’, mas todos sabemos que isso tem que ser feito de forma gradual, pedagógica e só será possível com uma mudança cultural e com uma grande aposta nos transportes públicos. É isso que Famalicão tem vindo a fazer, nomeadamente, com a MOBI.AVE, a rede intermunicipal rodoviária que está a ser criada com os municípios da Trofa e Santo Tirso e com uma grande aposta na melhoria dos parques de estacionamento de proximidade, como temos vindo a fazer.

CH – “O Vai à Vila” tem as respostas para dinamizar a cidade? E a iniciativa privada responde como deve?

Mário Passos: O “Vai à Vila” tem trazido uma excelente dinâmica ao centro da cidade, assim como os vários momentos de animação que lhes estão associados e que decorrem ao fim-de-semana. Apesar de serem promovidos pela Câmara Municipal, estes mercados são sobretudo o resultado de uma comunidade – empresas, instituições, escolas, entre outros agentes – que se envolve e que quer participar ativamente no dia-a-dia da sua cidade e eu só posso estar orgulhoso desta postura louvável por parte dos famalicenses.

CH – Famalicão tem vários centros comerciais, mas falta-lhe cinema e outras insígnias, como têm outras cidades vizinhas. A Câmara nunca recebeu um projeto urbanístico desta dimensão?

Mário Passos: Não ter um grande centro comercial como outras cidades vizinhas têm não impede as grandes marcas de se estabelecerem em Famalicão. As marcas não se movem em função da existência de grandes superfícies que, muitas vezes, se tornam em verdadeiros ‘elefantes brancos’. As marcas estão onde estão as pessoas e eu acredito que Famalicão, aos poucos e poucos, vai atraindo cada vez mais insígnias para as ruas da cidade, à semelhança do que já acontece com algumas marcas nacionais e internacionais que estão presentes no centro urbano.

Não ter um centro comercial também não significa que não haja cinema em Famalicão. A Casa das Artes tem uma programação regular de cinema na sua agenda mensal, muitas vezes com a exibição de filmes acabados de sair das salas de cinema. A questão dos centros comerciais é uma questão pertinente, que merece uma discussão séria. Será que as pessoas continuam a frequentar os shoppings como há uns anos atrás? Os shoppings continuam a ser “apetecíveis” para as marcas? É um tema que merece reflexão e nós cá estaremos para discutir se assim se proporcionar.

Há várias intervenções urbanísticas projetadas para outras áreas da cidade que vão alavancar ainda mais o crescimento de Famalicão. O desenvolvimento que temos vindo a registar nos últimos anos é bem bem-vindo e bem representativo da nossa capacidade para atrair novos projetos e novos investimentos.

CH – Entre outros projetos anunciados, o do Estádio Municipal será um dos que trará mais impacto? Como está o processo?

Mário Passos: Será, com certeza, um projeto impactante para o futuro da cidade e é, por isso, que estamos, desde a primeira hora, empenhados em conseguir alcançar uma solução para este processo. Neste momento estamos a trabalhar na elaboração do caderno de encargos para que, em breve, se possa avançar com um Concurso Público Internacional que nos permita garantir um estádio à altura dos pergaminhos do território sem investimento municipal.

CH – O perímetro urbano tem novas artérias, principalmente a norte. Há projetos para outras áreas da cidade?

Mário Passos: Sim, há várias intervenções urbanísticas projetadas para outras áreas da cidade que vão alavancar ainda mais o crescimento de Famalicão. O desenvolvimento que temos vindo a registar nos últimos anos é bem bem-vindo e bem representativo da nossa capacidade para atrair novos projetos e novos investimentos.

CH – Como decorre a entrada de pedidos de licenciamento de obras face à escassez de habitação? Nota também efeitos do agravamento do IMI sobre as casas devolutas?

Mário Passos: A este nível, posso adiantar que a entrada de requerimentos na Câmara Municipal mantém-se a um ritmo bastante elevado, o que significa que o território está a reagir ao problema da escassez de habitação, quer por via da nova construção, quer por via da reabilitação.

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Autarcas de Braga e Guimarães dão início à Área Metropolitana do Minho

O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, e o presidente da Câmara de Guimarães, Ricardo Araújo, deram início àquela que pode vir a ser a Área Metropolitana do Minho (AMM).

Este anúncio foi dado após um encontro entre os dois autarcas, esta terça-feira. João Rodrigues disse, em declarações ao site “O Minho”, que já passou o tempo das promessas e dos estudos e que é preciso avançar.

O presidente da Câmara de Braga frisou que estes dois municípios têm os maiores polos urbanos do distrito e, por isso, têm «a obrigação» de dar o primeiro passo, mas garantiu que o processo não está centralizado nestas câmaras, nem neste partido, uma vez que ambos são do PSD. «É um assunto claramente assumido pelas diversas forças políticas e as próprias comunidades claramente partilham e percebem que este é o caminho a seguir», disse.

Os dois autarcas garantem que ninguém será excluído, incluindo os de Viana do Castelo, porque é de opinião que a criação da Área Metropolitana do Minho é algo desejado por todos.

Ricardo Araújo lembra que há estudos a serem desenvolvidos que indicam que a Área Metropolitana do Minho trará vantagens para a população, nomeadamente nas áreas da «coordenação, planeamento e operacionalização de políticas conjuntas».

O autarca de Guimarães realçou, ainda, que a região precisa de «ter uma voz firme, com capacidade de ser escutada em Lisboa e de uma estrutura que implemente depois uma política que seja capaz de obter financiamentos».

Famalicão: Município e Escola Superior de Saúde estabelecem protocolo para desenvolvimento de projetos

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a CESPU – Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário formalizaram uma parceria na área do empreendedorismo. A CESPU disponibilizará um espaço de incubação especializado em projetos da área da saúde, assegurando o acesso a infraestruturas científicas, laboratoriais e tecnológicas. O Município, através do Famalicão Made IN, ficará responsável pela coordenação técnica das iniciativas de empreendedorismo e pela articulação com empresas, investidores e restantes entidades do ecossistema empresarial e institucional.

O objetivo do protocolo é promover o empreendedorismo e a inovação na área da saúde, reforçando a ligação entre o ensino superior, a investigação científica e o desenvolvimento económico do território; potenciando a criação de startups e spin-offs, a valorização económica da investigação e a transferência de conhecimento e tecnologia para o tecido empresarial.

O protocolo foi assinado na passada sexta-feira, 17 de julho, nos Paços do Concelho, numa cerimónia que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, do vereador da Economia e Empreendedorismo, Augusto Lima, do presidente do Conselho de Administração da CESPU, António Almeida Dias, e da diretora da Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, Marisa Machado.

Segundo o presidente da Câmara, «é uma ação que vai permitir desenvolver conhecimento e inovação, valorizar projetos e através disso, valor acrescentado para o território».

Famalicão: Leonor Alves e Maria Oliveira Campeãs Nacionais de Infantis

Leonor Alves, do Grupo Desportivo de Natação de Famalicão, sagrou-se campeã nacional dos 50 e 100 metros livres, no escalão de Infantis A, conquistando ainda a medalha de bronze nos 100 metros bruços.

Esteve também em evidência Maria Oliveira, que alcançou o título de campeã nacional dos 100 metros bruços e o de vice-campeã nacional dos 200 metros bruços, no escalão de Infantis B.

Aliás, o GD Natação Famalicão esteve em destaque no Campeonato Nacional de Infantis, disputado em piscina longa (50 metros), entre os dias 17 e 19 de julho, em Setúbal.

A atleta Leonor Alves recebeu, ainda, o diploma de 5.ª classificada no ranking da Nadadora Mais Completa de Portugal, um reconhecimento da sua consistência e qualidade ao longo da competição.

A estafeta do GD Natação Famalicão voltou a demonstrar a força coletiva da equipa, conquistando três lugares no pódio: vice-campeã nacional na estafeta 4×100 metros Estilos Mista; vice-campeã nacional na estafeta feminina 4×100 metros estilos, em Infantis B; medalha de bronze na estafeta masculina 4×100 metros livres, também no escalão de Infantis B.

A competição reuniu 584 atletas, em representação de 115 clubes, e contou com a participação de 16 nadadores famalicenses, que encerraram a época desportiva com excelentes resultados.

Segundo o Grupo Desportivo de Natação de Famalicão, os resultados refletem a «evolução de um grupo que trabalhou com enorme dedicação ao longo de toda a época. O espírito de equipa, a entreajuda e o compromisso demonstrados por todos os atletas são motivo de orgulho para o clube e espelham os valores que diariamente lhes são transmitidos pelos treinadores Jorge Maia e Andreia Granjo». Endereça, ainda, os «parabéns a toda a equipa por uma época memorável e por representarem o GD Natação Famalicão com tanta dedicação, ambição e orgulho».

O GD Natação Famalicão deixa, ainda, uma palavra de agradecimento aos pais e familiares, pelo apoio incondicional e entusiasmo nas bancadas.

Festival Arrebita em Famalicão: 24 Chef’s com pratos a 8,50€ dias 7 e 8 de agosto

O festival gastronómico Arrebita regressa ao Mercado Municipal de Vila Nova de Famalicão nos dias 7 e 8 de agosto, para a sua segunda edição, reunindo 24 chefs de todo o país numa celebração da gastronomia e dos produtos locais.

Este ano, o evento alia-se à Festa do Melão e Vinho Verde, prometendo dois dias de sabores, vinhos, música e convívio. Um dos grandes destaques são os pratos de autor a 8,50 euros, preparados pelos chefs convidados.

O chef famalicense Renato Cunha, do restaurante Ferrugem, assume o papel de Host Chef do evento e volta a marcar presença nos dois dias, acompanhado por Carlos Costa. O cartaz inclui ainda nomes de restaurantes de Lisboa, Porto, Braga, Guimarães, Matosinhos, Funchal, Portimão, Alenquer, Baião, Fafe e Vila Nova de Gaia, além de chefs de Famalicão.

A organização convida famílias e amigos a desfrutarem de um ambiente descontraído, com produtores locais, boa comida e mesas para partilhar.

A entrada é gratuita.

Famalicão: Rui Costa vai jogar no campeonato da Tailândia

O experiente avançado famalicense, que nas duas últimas épocas esteve no Farense, vai jogar na Tailândia. Rui Costa, de 30 anos, foi contratado pelo Port FC.

O jogador foi formado no Famalicão e, depois, prosseguiu a sua carreira com passagens pelo Vitória e Varzim, onde chegou aos seniores. Seguiu-se o Portimonense, Famalicão, FC Porto B, Alcorcón, Deportivo da Corunha, Santa Clara e Tobol, do Cazaquistão.

Pelo Farense, em duas passagens, fez 102 jogos, marcou 22 golos e foi autor de seis assistências.

Prisão para hacker que gastou 300 mil euros que não lhe pertenciam em Famalicão

O Tribunal de Guimarães condenou Diogo Santos Coelho, de 25 anos, a dois anos de prisão efetiva pelos crimes de acesso ilegítimo e acesso indevido. O jovem, que se encontra em prisão domiciliária, em Londres, foi julgado na ausência.

Segundo avança o Jornal de Notícias, o arguido administrava uma plataforma dedicada à venda de dados pessoais e bancários obtidos de forma ilegal, atividade que lhe terá rendido cerca de 275 mil euros entre 2015 e 2022. A pena aplicada foi inicialmente de dois anos e dez meses de prisão, mas acabou reduzida para dois anos ao abrigo da chamada “amnistia papal”, destinada a jovens com menos de 30 anos. O tribunal absolveu ainda Diogo Santos Coelho dos crimes de associação criminosa e branqueamento.

O caso tem uma ligação direta a Vila Nova de Famalicão, já que uma parte significativa do dinheiro obtido através da atividade criminosa foi investida no concelho, nomeadamente na compra de uma habitação e de um automóvel Tesla, num valor global a rondar os 300 mil euros.

Fonte: JN
Imagem: The Guardian