Famalicão: AD Oliveirense apresenta plantel na noite de sexta-feira

A Associação Desportiva Oliveirense apresenta o plantel para a nova época desportiva no decurso do Bulir em Terras de Santa Maria.
A apresentação está marcada para sexta-feira, 2 de agosto, às 21 horas, na Alameda do Mosteiro.

A equipa técnica é liderada pelo treinador Bernardino Névoa que tem como adjuntos Daniel Almeida e João Pedro; Edgar Mesquita é o treinador de guarda-redes.

Quanto a reforços foram anunciados Duarte Ribeiro, defesa de 19 anos, ex-AVS; João Faria (ex-Moreirense FC), 19 anos, guarda-redes; Renato Silva, de 22 anos, médio, ex-Desportivo de Ronfe; Ruizinho, 25 anos, avançado, ex-FC Vilarinho; Gil Castro, 32 anos, defesa, ex-CCD Stª Eulália; Vitó, 25 anos, médio, representou o Desportivo de Ronfe; Nuno Ferreira, ex-AD Lousada, é filho de Hernâni Ferreira que na época 2001/2002 foi o patrão do meio campo da AD Oliveirense, época da subida aos campeonatos nacionais.

Muitos dos atletas que ajudaram a equipa a chegar ao terceiro lugar no campeonato da Pró-Nacional da AF Braga renovaram. São os casos de Daniel Alves (um dos capitães), Henrique Gonçalves (defesa), Simões (médio), Samuel Alves (avançado), Miguel Orlando (defesa), Nuno Silva (avançado), Rúben Ferreira (avançado, primeira época como sénior), João Rui (avançado), Gabi Silva (defesa), capitão Mendes (defesa), Barbosa, Pedrinho, João Barros (defesa) e Rafa Araújo (guarda-redes e capitão).

A Oliveirense joga na Pró Nacional da AF Braga que começa no fim de semana de 24 e 25 de agosto. Na primeira jornada recebe o Forjães.

Famalicão: Melão casca de carvalho, vinho verde, fumeiro e muita animação

A Praça / Mercado de Famalicão recebe, de sexta-feira até domingo (de 2 a 4 de agosto), a festa do “Verde Melão”. O apimentado melão casca de carvalho estará acompanhado pelo vinho verde da região e fumeiro.

Para venda e degustação estarão no recinto do Mercado os próprios produtores da região.

O objetivo passa por potenciar e valorizar os produtos tradicionais junto dos famalicenses e da comunidade emigrante.

Na sexta-feira abre às 15h30; às 18 horas há um showcooking com o chefe Álvaro Costa; pelas 21h30 há fado.

Sábado, abre à mesma hora; 16h30, cantares ao desafio; 18 horas os melhores cozinhados com Álvaro Costa; 21h30, atua a Banda H1.

No último dia abre às 11 horas; às 16h30 novamente cantares ao desafio e às 18 horas showcooking; pelas 19h30, atuação de Guimafloyd – Tributo a Pink Floyd. Encerra às 21 horas.

Famalicão: Noite dos Astros no Parque da Devesa, a 17 de agosto

No sábado, dia 17 de agosto, o Parque da Devesa é ponto de encontro para uma sessão noturna de observação dos astros. O telescópio vai ser o meio de visão dos mistérios de céu noturno.

Esta é uma iniciativa dinamizada pelo Núcleo de Astrofísica da Universidade do Porto, tem entrada gratuita, mas a inscrição é obrigatória e deve ser feita até ao dia 14 de agosto através do endereço https://tinyurl.com/InscrFamiDevesa

As observações estarão sempre dependentes das condições meteorológicas.

Famalicão: Paulo Cunha defende aposta na indústria, na investigação e na autonomia energética

Paulo Cunha é o líder da bancada do PSD no Parlamento Europeu e Sebastião Bugalho o porta-voz. Há poucas semanas no Parlamento Europeu, onde vai integrar quatro comissões, realça que aqui se discutem temas «centrais para a humanidade». Em entrevista ao Cidade Hoje, fala de assuntos que envolvem mais Portugal, como a execução do PRR. Diz que o grau de execução é preocupantemente baixo e critica o Governo anterior por não ter feito as reformas estruturais pedidas. O famalicense destaca que o grande desafio da União Europeia é impulsionar a indústria, a investigação e a autonomia energética, sem descurar a luta pela paz e pelos valores europeus no “velho continente”. Não deixou de lado a questão dos imigrantes, esperando que cada país os «saiba acolher com dignidade».

CIDADE HOJE (CH) – Lidera a bancada social-democrata no PE. De que forma vai desenvolver a sua ação?

Paulo Cunha (PC) – Como sempre fiz, através do trabalho de equipa. Esta é uma função de primus inter pares, essencialmente de coordenação que funcionará com uma comissão executiva de 3 elementos. Além de mim, como chefe de delegação, teremos um porta-voz, que será o deputado Sebastião Bugalho, e um tesoureiro, desempenhado pelo deputado Hélder Sousa e Silva. Mas todos os deputados serão envolvidos.

CH – É um estreante, quais as primeiras impressões neste novo desafio?

PC – Sente-se, a cada passo que damos, a verdadeira escala europeia, e até global, do Parlamento Europeu. Os temas que aí se discutem são centrais para a humanidade. A enorme diversidade de línguas e de culturas nas reuniões e nos corredores do Parlamento Europeu é talvez a melhor imagem desta centralidade e abertura. Pressinto que, ao mesmo tempo que estamos a tratar temas relevantes para o nosso futuro e à escala planetária, também é possível, e eu desejo, dar contributos para o nosso presente e à medida de cada um dos territórios locais.

CH – Reconheceu, em campanha, a complexidade e morosidade dos fundos comunitários. O que pode ser feito para tornar os processos mais simples?

PC – O regime legal de contratação pública, em grande parte determinado por diretivas europeias, é extremamente lento e burocrático. Entre a decisão de executar uma obra e a data de início dos trabalhos decorrem, por vezes, vários anos. Espero ajudar a estabelecer um laço de confiança entre entidades que atribuem fundos e aquelas que deles beneficiam, reforçando a capacidade fiscalizadora e punindo severamente os prevaricadores.

 

O anterior Governo foi extremamente lento na definição dos procedimentos e em colocar o fundo ao serviço do país. Espero que o enorme esforço implementado pelo atual Governo consiga recuperar o atraso na execução do PRR

CH – Portugal tem aplicado bem os fundos, designadamente o PRR?

PC – O grau de execução do PRR, no conjunto dos países europeus, é preocupantemente baixo. Em anos anteriores não se utilizaram os fundos para se fazerem as necessárias reformas estruturais e o anterior Governo foi extremamente lento na definição dos procedimentos e em colocar o fundo ao serviço do país. Espero que o enorme esforço implementado pelo atual Governo consiga recuperar o atraso na execução do PRR.

CH – Fala-se já numa reestruturação do PRR. Será a forma de “salvar” alguns dos projetos?

PC – O avanço para investimentos devidamente ponderados e maduros exigia mais tempo para a sua plena implementação. Se vier a revelar-se impossível a prorrogação do prazo de 2026, exige-se, pelo menos, uma flexibilização na forma de abordar o grau de cumprimento das metas. Se uma obra estiver em curso no final de 2026 e executada a 95%, não será compreensível que não seja financiada. Independente de qualquer possível alteração futura, Portugal tem de jogar pelo seguro e tudo tentar fazer para cumprir as metas até 2026.

CH – Como envolver mais os jovens na União Europeia e assegurar o “movimento de ida e volta”, como defendeu?

PC – Os jovens sentem-se europeus porque já nasceram na UE, mas concordo que é necessário fazer mais. Este Governo está a trabalhar no sentido certo para criar as condições que permitam reter os jovens em Portugal. É importante também assegurar que os que estão fora possam regressar e sintam os atrativos que faltaram quando optaram por sair do país. O problema atualmente é que a chamada “fuga de cérebros” e a vaga da nova emigração foi, nos últimos anos e por falta de condições, uma inevitabilidade para muitos jovens.

CH – Vai trabalhar em quatro comissões, mas assume particular interesse pela Comissão da Indústria, Investigação e Energia. Porquê?

PC – Para que a UE seja um ator competitivo e à escala global tem que investir na indústria, na investigação e na autonomia energética. É um ponto chave, a par de muitos outros, na nossa afirmação enquanto país e continente. Não escondo que tendo sido autarca de Vila Nova de Famalicão, cidade têxtil de Portugal e com enorme projeção industrial em múltiplos outros setores, como as carnes, a metalomecânica e o setor automóvel, contribuiu para essa escolha.

CH – Como deve a UE potenciar a afirmação local e privilegiar a mais-valia que representa a imensa diversidade do espaço europeu?

PC – Concordo que a política de proximidade é outra grande chave do sucesso do projeto europeu. Outro aspeto, ligado a esse, é defender o parlamentarismo; é uma forma de combater o populismo. Por isso, acredito sinceramente que devemos criar uma rede que ligue os eleitos locais, nacionais e europeus para aumentar sinergias e ligar o local ao europeu.

A UE continua a ser o melhor espaço para se viver. O modo de vida europeu tem que ser preservado e defendido. É isso que estamos a fazer quando nos colocamos ao lado da Ucrânia na defesa dos valores ocidentais e contra os regimes autoritários.

CH – Quais os grandes desafios que a União Europeia enfrenta nos próximos anos?

PC – A grande prioridade da União Europeia deve continuar a ser a Paz. No nosso Programa definimos 5 eixos de ação: a Europa que protege, que cresce, que cuida, que sente e, por fim, uma Europa viva. Vamos cumprir o nosso programa

A UE continua a ser o melhor espaço para se viver. O modo de vida europeu tem que ser preservado e defendido. É isso que estamos a fazer quando nos colocamos ao lado da Ucrânia na defesa dos valores ocidentais e contra os regimes autoritários.

CH – Como pode a UE melhorar/acolher o fluxo migratório?

PC – Penso que a política migratória não pode estar desligada da política demográfica. Tem que haver, à escala da UE, uma política demográfica comum porque a crise demográfica é comum e é gravíssima. De uma forma simples, quanto às migrações, defendemos uma imigração ponderada, com conta, peso e medida, que permita acolher bem. É uma questão de respeito pelas pessoas: recebe-las com condições para as acolher com dignidade. E os Estados devem avaliar as condições que têm para a garantir. É esse equilíbrio que tem que ser encontrado.

CH – Nesta legislatura será mais difícil formar maiorias dentro do PE, porque mais dispersa a representação parlamentar, como seja, por exemplo, pela criação de um grupo de partidos de extrema direita?

PC – As eleições europeias demonstraram que o espaço político do centro moderado é o preferido dos europeus. As eleições de Roberta Metsola e Ursula von der Leyen falam por si.

Famalicão: PS critica atuação da Câmara na gestão do saneamento

O Partido Socialista critica a atuação do município no que diz respeito ao saneamento no centro da cidade. O PS realça que depois da tampa de saneamento a transbordar nas Festas Antoninas, ultimamente surgiram problemas junto ao edifício das Lameiras e ao campo da feira.

«Mais uma vez o município ignora os problemas existentes», apontam os socialistas. Já a justificação dada pelo presidente da Câmara aquando do problema nas Festas Antoninas não convenceu os socialistas, ou seja, não acreditaram que o entupimento se tenha dado pelo número de pessoas presentes na festa. Dizem que «é uma tentativa de atirar areia para os olhos dos famalicenses».

«Os lojistas e a população estão revoltados com o mau cheiro e o transtorno causados», avisa o PS.

O Partido Socialista salienta que por várias vezes chamou a atenção para a importância do investimento no saneamento. «É uma situação de saúde pública e de igualdade para todos os famalicenses», recordando que, em 2024, «ainda existe mais de 10% de famalicenses sem saneamento».

A coordenadora da secção de Famalicão, Alexandra Moreira, finaliza que «os famalicenses exigem um município responsável que faça uma gestão com transparência, que estabeleça prioridades e que deixe de atirar areia para os olhos de todos».