Famalicão: «Os famalicenses são os grandes protagonistas» da Região Empreendedora Europeia

O presidente da Câmara de Famalicão, Mário Passos, considera o título de Região Empreendedora Europeia como «um selo de qualidade representativo do ADN empreendedor do concelho de Vila Nova de Famalicão» e que muito se deve aos famalicenses. Por isso, não tem dúvidas de que «estamos a trilhar um caminho de futuro, marcado por uma aposta assente na inovação e no desenvolvimento tecnológico, que fará de Famalicão um concelho criador de valor e capaz de dar resposta aos desafios que aí vêm».

CIDADE HOJE (CH) – O que representa, para o concelho, ostentar o “título” de Região Europeia Empreendedora?

Mário Passos (MP) – É o melhor testemunho da vitalidade do nosso território. É o reconhecimento da nossa dinâmica empresarial, do esforço e empenho dos trabalhadores, empresários, escolas, centros tecnológicos e de investigação e de todo um trabalho no âmbito das políticas públicas de estímulo ao empreendedorismo. É um prémio dos famalicenses e da sua força de trabalho, que se expressa todos os dias na dinâmica empreendedora do concelho e em números como os que ainda estes dias demos conta de um novo recorde histórico no volume de exportações. É um título que reforça a nossa posição nacional e internacional enquanto território capaz, que empreende, um território de futuro e um lugar onde todos queremos estar.

CH – O que contribuiu para esta distinção?

MP – Sobretudo um conjunto de argumentos que assentam na capacidade e resiliência do concelho e da visão que temos para o futuro. Falo das dinâmicas do Famalicão Made IN e do Famalicão Created In; do processo de internacionalização do concelho; das ações desenvolvidas na área da governança e das parcerias institucionais, nomeadamente na elaboração e desenvolvimento do Plano Estratégico Famalicão.30; da força exportadora e produtora do concelho e do crescimento dos centros tecnológicos e universidades presentes no território.

Olhando para o que somos, facilmente encontramos muitas e muitas razões que correspondem aos requisitos das cidades e regiões a quem o Comité das Regiões atribuí esta distinção: somos uma região empreendedora e inovadora, que gera riqueza e competências, com uma visão de futuro credível, inovadora e promissora.

CH – Como é que as empresas podem retirar dividendos deste título?

MP – Pela dimensão e prestígio da distinção, mas sobretudo porque este título é também um reconhecimento do trabalho das nossas empresas. É um selo de qualidade representativo do ADN empreendedor do concelho de Vila Nova de Famalicão, que é apontado como um exemplo pela sua dinâmica empresarial, económica, de inovação e pela sua visão de futuro, que traz também uma dimensão de confiança para quem trabalha com as empresas do nosso concelho.

A distinção de Região Empreendedora Europeia é a validação de que estamos no caminho certo e incentiva-nos a fazer ainda mais e melhor e a mantermos este espírito insaciável e de superação que tanto nos caracteriza enquanto comunidade.

CH – As escolas têm um importante papel, principalmente as profissionais e universidades, o que pode ser melhorado?

MP – As instituições de ensino, independentemente da sua natureza, têm um papel crucial no desenvolvimento de qualquer território. E o caso de Famalicão não é exceção. Os contributos que resultam da formação das nossas instituições são inestimáveis e têm permitido preparar as gerações mais jovens, aumentar as qualificações dos famalicenses e formar quadros mais qualificados, capazes de dar resposta às necessidades das empresas instaladas no concelho.

As instituições de ensino profissional e universitário vão adaptando os seus currículos formativos às necessidades das empresas e serviços locais. Ter mão de obra qualificada e com uma formação ajustada às necessidades das atividades económicas instaladas no concelho é muito importante na medida em que ajuda a garantir a continuidade do tecido empresarial e, por conseguinte, o desenvolvimento do nosso território.

CH – No final do ano, acredita que Famalicão estará mais capacitado? Em que setores? O que é que esta distinção alavanca em termos de empreendedorismo e inovação?

MP – Não tenho dúvidas de que vamos todos sair de 2024 ainda mais fortes. Estamos a trilhar um caminho de futuro, marcado por uma aposta assente na inovação e no desenvolvimento tecnológico, que fará de Famalicão um concelho criador de valor e capaz de dar resposta aos desafios que aí vêm. A distinção de Região Empreendedora Europeia é a validação de que estamos no caminho certo e incentiva-nos a fazer ainda mais e melhor e a mantermos este espírito insaciável e de superação que tanto nos caracteriza enquanto comunidade.

CH – Aquando da atribuição referiu que a mesma valida as políticas públicas de estímulo ao empreendedorismo. De que forma?

MP: A distinção que recebemos do Comité das Regiões Europeu confirma aquilo em que acreditamos: que a aposta do município em políticas promotoras e facilitadoras da atividade empresarial e de estímulo ao empreendedorismo é uma aposta ganha e uma aposta que, ao longo dos últimos anos, tem também contribuído para o desenvolvimento e crescimento do nosso concelho. É uma aposta com muitos, muitos frutos e este prémio vem reconhecer os bons resultados que temos retirado dessas políticas.

Gostava muito que as coisas mudassem, que os decisores políticos nacionais percebessem que há mais Portugal para além das grandes áreas metropolitanas

CH – Com este selo, a Câmara de Famalicão terá ainda mais argumentos diante do Governo e das instituições decisoras para reivindicar investimento público?

MP: Com ou sem prémio, acredito que os argumentos existem e sempre existiram! Famalicão é, de há muitos anos para cá, um motor do desenvolvimento não só da região, como também do país. Gostava que os números do nosso concelho – que aliás crescem de ano para ano – valessem por si, mas às vezes parece que não são suficientes. Temos batalhado muito junto do governo central, chegamo-nos à frente em muitas situações e temos chamado a atenção para muitos constrangimentos que atingem o nosso território. A alternativa à Nacional 14 é um bom exemplo disto que falo. Muitos se questionaram porque é que eu e os autarcas da Trofa e da Maia assinalamos recentemente o arranque da construção da última fase da empreitada quando o investimento é do Governo português. Não se enganem. Se este investimento está no terreno foi porque durante décadas os representantes deste eixo exportador – e não falo só de representantes políticos – se esgotaram em esforços para que esta solução se concretizasse. Somos nós os grandes obreiros desta empreitada.

Gostava muito que as coisas mudassem, que os decisores políticos nacionais percebessem que há mais Portugal para além das grandes áreas metropolitanas e que não se pode governar um país a partir de Lisboa. Enquanto assim continuar, a única certeza e garantia que posso dar é que cá estarei para dar voz ao nosso concelho e às nossas gentes.

CH – Estão previstas várias iniciativas ao longo do ano. Quais as mais relevantes e porquê?

MP – Eu acredito que todas as iniciativas têm a sua relevância até porque todas são pensadas e desenhadas para envolver a nossa comunidade, o nosso ecossistema empresarial, educativo e de investigação e promover o seu desenvolvimento. No próximo mês de março, por exemplo, vamos refletir sobre o papel das instituições locais e dos seus agentes na promoção de um território mais competitivo, inovador e internacionalizado. Em abril vamos lançar os Bairros Comerciais Digitais, uma medida que visa a digitalização da economia local, e lançar o Plano Municipal de Formação para a Capacitação Transição Digital e Verde. Vamos promover os mercados da formação, do emprego e do empreendedorismo e assinalar o 35.º aniversário do CITEVE. Vamos promover a aproximação entre as empresas e as entidades do Sistema de Investigação e Inovação e as Universidades e continuar a reconhecer, apoiar e acelerar startups inovadoras e diferenciadoras. Em outubro vamos assinalar a primeira década de existência do Famalicão Made IN e promover mais um Fórum Económico. São mais de três dezenas de iniciativas que acredito que vão fortalecer ainda mais o nosso ADN empreendedor.

CH – Iniciou, este mês, o roteiro “Rostos da EER”. O que pretende com esta iniciativa?

MP – Desde o início que temos vindo a dizer que os famalicenses são os grandes protagonistas deste reconhecimento. Por isso, faz todo o sentido dar a conhecer e enaltecer alguns dos nomes que ajudaram e ainda ajudam a alavancar Famalicão como uma das maiores economias do país e a impulsionar o ADN empreendedor do nosso concelho. Esse é o grande objetivo deste novo roteiro.

Famalicão: Duas equipas do FAC disputam fase de apuramento para o campeonato nacional de hóquei em patins

No próximo fim de semana duas equipas do FAC (sub-19 e sub-15) vão disputar, no Pavilhão de Paredes, a fase de qualificação para os respetivos campeonatos nacionais.
Os sub-19 jogam na noite desta sexta-feira, às 22 horas, com o Infante de Sagres, no sábado, às 21 horas, defrontam o Sobreira e, por último, no domingo, às 14 horas, medem forças com a Juventude Pacense.
A equipa sub-15 (foto) começa por jogar com o HC Braga, às 18 horas desta sexta-feira, segue-se a partida com o Sobreira, no sábado, às 15 horas. Por último, às 12 horas de domingo, tem como adversário o Gulpilhares.

Famalicão: Ribeirão requalifica margens do Rio Ave que terá um passadiço

Estão a decorrer as obras de requalificação e limpeza das margens do Rio Ave, em Ribeirão. A primeira intervenção foi a consolidação do perfil da margem.

Nesta empreitada da Junta de Freguesia está previsto um passadiço em estilha, desde a ponte Ribeirão-Trofa até à Azenha do Barroso, por detrás da Salsa. O objetivo é preservar as margens e melhorar as acessibilidades a este passadiço, nomeadamente através da limpeza de vegetação nas áreas envolventes.

A Junta de Freguesia de Ribeirão pretende, a médio prazo, construir um passadiço desde a ponte de Belêco até ao Rio Ave, aproveitando o chamado Caminho Real, e posteriormente melhorar o passadiço das margens do Ave, para onde está prevista também a instalação da pista de pesca, tão importante para as associações locais.

A Junta de Freguesia pretende instalar 50 pesqueiros ao longo da margem, e espera toda a colaboração dos proprietários dos terrenos adjacentes às margens.

 

Famalicão: Chuva prevista para sábado adia iniciativa de angariação de fundos em Avidos

A iniciativa de angariação de fundos para a festa de Santo Ovídio, em Avidos, agendada para o próximo sábado, foi adiada para o dia 23 de março. As más condições climatéricas previstas estão na base desta decisão da Comissão de Festas.

O convívio, que terá lugar no Parque de Merendas, mantém o programa: pão com chouriço, outros petiscos, doces e bebidas; um desfile pelas ruas da freguesia, de carros “Panda”; jogo da malha e animação com o grupo Baila Comigo.

Famalicão: Uma exposição e um workshop na programação cultural de Ribeirão

A programação cultural de março na vila de Ribeirão começa este domingo, com a inauguração da exposição “Ao Encontro das Aves de Ribeirão, de António Cruz. O momento decorre a partir das 11 horas, nas piscinas da freguesia.

No dia 24 de março, às 17 horas, a sede da Junta de Freguesia recebe um workshop, denominado “Mosaico”, por Graciosa do Minho. As inscrições devem ser feitas nas instalações da autarquia.