A Riopele está a trabalhar para conseguir o seu melhor ano de sempre, com um volume de negócios na ordem dos 97 milhões de euros, acredita José Alexandre Oliveira, em entrevista ao Portugal Têxtil. O crescimento leva o empresário a manter o objetivo definido para o centenário da empresa – em 2027 -, de chegar aos 100 milhões de euros de volume de negócios. «Para o ano, esperemos que seja 98 milhões de euros e depois 99 e, depois, sejam os 100 milhões de euros».
O presidente da têxtil de Pousada de Saramagos reporta que «o nosso core business da moda, como cresceu muito, vai permitir passar de uma faturação consolidada de 93 milhões de euros no ano passado para 97 milhões de euros este ano», reconhecendo que o facto de grande parte dos clientes se situarem na gama média/alta representa uma mais-valia no atual contexto. «Não está a sofrer tanto como a gama mais baixa, por isso conseguimos atingir esses resultados», acredita, tanto mais que este ano pode trazer desafios acrescidos. Cauteloso, «porque sei que estou a viver num mundo cheio de inseguranças, de situações em que as pessoas têm cada vez menos dinheiro por causa da inflação e isso está a acontecer em quase todos os países», José Alexandre Oliveira diz que a insegurança reflete-se em todos mercados para onde exporta. «Não nos podemos esquecer que há duas guerras neste momento e as pessoas estão assustadas», avisa.
Ainda segundo o empresário, a Riopele tem dedicado um importante trabalho ao vestuário técnico e profissional, numa estratégia de diversificação que tem ganho impulso nos últimos anos, de que é exemplo a empresa fazer parte do consórcio que desenvolveu o novo camuflado para o exército português. José Alexandre Oliveira confere que é importante diversificar para chegar a um número crescente de clientes.
Embora a área mais técnica – onde se inclui a área militar, mas também a área do têxtil para a indústria automóvel – tenha uma pequena representação no cômputo geral, tem ganho importância e «está a crescer. Já é alguma coisa. Não há uma desilusão na decisão do investimento nessas duas áreas. São áreas que estão a ser consideradas por nós em termos de futuro e que permitem, se por acaso houver algum arrefecimento na parte da moda, ter algo que equilibre a balança», considera José Alexandre Oliveira.









