Famalicão: A importância do Sorriso

O jogador brasileiro é o único do plantel do FC Famalicão que esteve em todos os jogos disputados pela equipa. Só em dois, para a Taça de Portugal, Sorriso jogou depois de sair do banco.

São 21 jogos, quatro golos – o último na vitória sobre o Santa Clara – e três assistências. A importância de Sorriso no processo ofensivo é, por isso, notória na equipa de Hugo Oliveira.

O extremo, na terceira época no clube, corre para melhorar o seu registo. Na época passada jogou em 29 encontros, marcou por oito vezes e fez quatro assistências.

Sorriso está a cumprir a terceira época ao serviço do FC Famalicão. Depois de nas duas primeiras estar emprestado pelos brasileiros do Bragantino, Sorriso foi contratado a título definitivo até 2029.

Famalicão: Academia Sénior de Nine organiza segundo almoço de Reis e Rainhas

No combate ao isolamento da população mais idosa, a Academia Sénior de Nine organiza, no dia 31 de janeiro, um almoço de Reis e Rainhas, como intitula. Será um momento de confraternização e partilha, a envolver seniores e familiares.

Começa com a celebração da eucaristia às 11h30, seguindo-se o almoço no Outeirinho, às 13 horas. A animação está garantida por Bruno Duarte e Tiago Maroto.

Inscrições até 28 de janeiro, por 27,5 euros por pessoa; crianças dos 3 aos 10 anos têm 50% de desconto.

 

Famalicão: Apuramento de campeão começa em Vila do Conde

A equipa sub-17 do FC Famalicão começa a fase de apuramento de campeão nacional no próximo domingo, em Vila do Conde, com o Rio Ave. O segundo jogo, em casa, é com o Alverca, marcado para o dia 1 de fevereiro.

Nesta fase, a equipa famalicense termina a primeira volta em casa, defrontando o Benfica.

No apuramento de campeão, participam ainda o Estoril, Vitória SC, SC Braga, Real SC, Sporting e Porto.

Famalicão: Fundação Cupertino de Miranda presta homenagem a Fernando Lemos

A Fundação Cupertino de Miranda, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Instituto Moreira Salles (no Brasil) juntaram-se para comemorar o centenário do nascimento de Fernando Lemos. O artista luso-brasileiro nasceu em 1926, em Lisboa, filho de um marceneiro-antiquário e de uma rendeira. Estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio e na Sociedade Nacional de Belas-Artes. O gosto pelo desenho e pela fotografia foi-se instalando. Entre 1949 e 1952, em apenas três anos, fotografa muito e com uma visão artística muito apreciada. Muitas personalidades da época foram captadas pela sua lente, desde Sophia de Mello Breyner Anderson, Jorge Sena, Mário Cesariny, Vieira da Silva, Lígia Fagundes, etc. «São fotografias muito estimulantes, as pessoas vão apreciar muito», realça Pedro Álvares Ribeiro, presidente do conselho da administração da Fundação Cupertino de Miranda.

Em 1953 emigra para o Brasil, onde fica até falecer, em 2019. Do outro lado do Atlântico experimentou muitas outras profissões. O próprio dizia que tinha dezoito (poeta, ilustrador, publicitário, professor, jornalista, entre outras), mas sempre se definiu como gráfico.

A sua vida, enquanto artista plástico, é pautada pela presença constante em exposições individuais e coletivas. Está representado em museus e coleções particulares em várias partes do mundo, com destaque para o espólio detido pela Fundação Cupertino de Miranda, que a partir do dia 23 de janeiro, tem patente uma exposição, com 80 fotografias, intitulada “As imagens que nos olham: Fernando Lemos”. Estará patente até 13 de setembro deste ano; segue, depois, para Évora e Tavira. «As fotografias de Fernando Lemos não são meros registos nem exercícios formais, mas construções mentais, encenações do inconsciente e do desejo, lugares onde a luz e a sombra se tornam instrumentos de pensamento. Próximas das experiências do automatismo surrealista», refere a Fundação sobre a exposição que tem curadoria de Marlene Oliveira e Perfecto Cuadrado. Como dizia António Feijó, diretor da Fundação Calouste Gulbenkian, estas fotografias, tiradas por Fernando Lemos na juventude, parecem manipuladas pelas ferramentas digitais da atualidade.

António Feijó esteve presente, esta terça-feira, dia 20, na apresentação do programa de comemorações do nascimento de Fernando Lemos, juntamente com João Fernandes, diretor do Instituto Moreira Salles, via online, e Pedro Álvares Ribeiro.

O presidente do conselho de administração da Fundação Cupertino de Miranda realçou, ainda, a importância do projeto “Cadavre Exquis”, que desafiou 80 personalidades, de diferentes quadrantes profissionais, a apresentarem uma fotografia a partir da obra de Fernando Lemos. Juntaram-se nomes como o escritor José Eduardo Agualusa, o jornalista José Manuel Fernandes, o cartoonista Luís Afonso, o músico Sérgio Godinho. Estará patente na Fundação de 25 de setembro a janeiro de 2027.

A exposição fotográfica “As imagens que nos olham: Fernando Lemos” vai passar pela Fundação Eugénio de Almeida, entre 28 de março e 8 de novembro de 2026, em Évora. De forma mais alargada, ou seja, com mais obras, vai chegar a Tavira, ao Palácio da Galeria, entre 14 de novembro e 3 de abril de 2027.

A comemoração do centenário do nascimento de Fernando Lemos inclui, ainda, um ciclo de conversas, para disseminação do conhecimento sobre a vida e obra do artista; a exibição de um documentário de Jorge Silva Melo sobre o artista; a difusão da poesia de Fernando Lemos através da rádio e de um podcast; as exposições ficarão registadas em catálogo; proporcionar visitas e masterclasses aos estudantes.

O Instituto Moreira Salles, importante espaço cultural brasileiro, propõe uma “Desocultação”, entre setembro e janeiro de 2027. A exposição apresentará a produção multifacetada do artista a partir do estudo, inventário e catalogação do seu arquivo.