Famalicão: Mostra Comunitária da Carreira e Bente

O Parque de Lazer do Espinhal recebe, este sábado, a Mostra Comunitária da Carreira e Bente. A abertura é às 11 horas, com a participação da fanfarra dos escuteiros e, uma hora depois, as tasquinhas estão prontas para servirem quem pretender almoçar no local.
A tarde começa com as atuações do Rancho Folclórico “A Flor do Monte”, dos alunos da EB1 da Carreira e da Associação de Reformados da Carreira e Bente. Pelas 17h30 pode conhecer o projeto de cavaquinhos “Proca” e, a partir das 18h30, há petiscos para saborear nas tasquinhas.
A noite é preenchida com cantares ao desafio com “Zé de Paredelhas e Nuno de Cabriz”, segue-se a Festa das Cores com o Dj MIQH. O encerramento da Mostra Comunitária é com Cachoeiras

Famalicão: Haja Saúde em Gavião com “Alimentação Saudável no Verão”

“Alimentação Saudável no Verão” é o tema da terceira sessão do Haja Saúde que acontece a 19 de julho, pelas 21 horas, no salão nobre da Junta de Freguesia de Gavião. A iniciativa é de entrada livre e conta com a participação da nutricionista Ana Pedro.

Promover a literacia e educação em Saúde é o grande objetivo desta iniciativa promovida pelo Município de Vila Nova de Famalicão em parceria com o Centro Hospitalar do Médio Ave, o ACES AVE – Famalicão e o Hospital Narciso Ferreira.

Famalicão celebra este domingo o Dia da Cidade

Vila Nova de Famalicão celebra, este domingo, o 38.º aniversário de elevação à categoria da cidade. De manhã, às 11 horas, na Casa das Artes, tem lugar a sessão solene de homenagem aos famalicenses que engrandecem o concelho pelo seu trabalho e dedicação. À tarde, pelas 16h30, será inaugurada a instalação artística sobre o têxtil, da artista Madalena Martins, a que o município intitula de “Fio Condutor”.

«Homenagear quem mais contribui para o engrandecimento do território é um dever nosso e um farol para a comunidade», realça o presidente da Câmara Municipal de Famalicão.

Sobre os 38 anos de cidade, Mário Passos diz que «Famalicão é hoje um território maduro e reconhecido. Os diversos prémios e distinções nacionais e internacionais, de que é exemplo o reconhecimento recebido ontem de “Região Empreendedora Europeia 2024”, «não deixam margem para dúvidas de que Famalicão é um dos municípios mais importantes do país», sublinha.

O autarca espera que os famalicenses mantenham no futuro «a sua vocação comunitária e disponibilidade para emprestar ao território o melhor de si». Garante que «nós cá estaremos para criar as melhores condições possíveis para que isso possa acontecer», refere.

Este ano será prestada homenagem a 14 personalidades e a 20 instituições famalicenses que se destacaram e ainda se destacam nas mais diversas áreas de ação na comunidade. Entre elas está a diretora do Parque de Serralves, a famalicense Helena Freitas; e a neurocientista Ana João Rodrigues. Estas homenageadas representam, também, duas novas categorias inseridas no regulamento da atribuição dos galardões – Mérito Municipal Ambiental e Mérito Municipal de Ciência.

Especial destaque para a entrega da Medalha de Honra do Município ao mestre Alexandre Carvalho. Com uma vida ligada às Artes Marciais, construiu em Vila Nova de Famalicão a Associação e Federação Alex-Ryu-Jitsu que já formou milhares de crianças e jovens e já deu ao concelho umas largas centenas de medalhas, entre ouro, prata e bronze, conquistadas em campeonatos nacionais e internacionais de artes marciais.

Uma homenagem «inteiramente justa», explica Mário Passos, acrescentando que o mestre Alexandre Carvalho criou a partir de Famalicão algo de novo. Criou um estilo próprio de artes marciais, com uma filosofia de vida associada, que já ultrapassa em muito a dependência do criador. Várias gerações de famalicenses, e não só, solidificaram a sua personalidade nesta verdadeira escola de homens e mulheres».

A autarquia vai ainda homenagear com a Medalha de Mérito Municipal de Benemerência o Rotary Club de Vila Nova de Famalicão, a Associação de Moradores do Complexo Habitacional de Lousado, a Cruz Vermelha de Ribeirão e o enfermeiro do CHMA José Luís Ribeiro.

A Medalha de Mérito Municipal Desportivo será entregue ao Ténis Clube de Famalicão, à Amitorre Associação de Solidariedade Social Monte Alvar e aos dirigentes desportivos Joaquim Alberto Azevedo (União Desportiva Bairrense), Laurentino Gomes Ferreira (G. D. Cavalões) e Carlos Alberto Cruz (Clube Desportivo Lousado).

Recebem a Medalha de Mérito Municipal Económico a Sociedade Industrial do Louro, a Ourivesaria Carvalho, a Telhabel Construções, a Drogaria Central do Louro, Manuel Faria Pinheiro da Silva, Luís Manuel Machado Macedo e Manuel Santana Vilela.

A Medalha de Mérito Municipal Cultural será entregue a João Charters de Almeida, autor dos icónicos painéis de azulejos que revestem a Fundação Cupertino de Miranda, ao jornalista José Clemente, ao fadista José Marão (a título póstumo), ao artista Santiago Belacqua e aos Agrupamentos de Avidos, Carreira, Delães, Joane, Landim, Mogege, São Pedro de Bairro, São Pedro de Esmeriz, Vale São Cosme, Vale São Martinho e Vermoim da Fraternidade Nuno Alvares.

Famalicão mais ligado ao têxtil com teia que cobre as principais ruas da cidade e termina nas mãos da rainha D. Maria II

Madalena Martins, licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, é a autora da instalação artística urbana que está quase pronta no espaço público central da cidade de Famalicão, unindo os Paços do Concelho e a Praça D. Maria II, precisamente à estátua da rainha, fundadora do concelho. A obra de arte, denominada “Fio Condutor”, é um tributo à indústria têxtil e será inaugurada na tarde deste domingo, às 16H30, no decurso das cerimónias do 38.º aniversário de elevação de VN Famalicão a cidade.

O fio têxtil é o elemento plástico que constrói uma história, que começa com fios brancos a partir das árvores do jardim dos Paços do Concelho, «como se cada tronco fosse o suporte de um novelo, estável e enraizado na terra», explica a autora. A partir dali os fios encontram-se, cruzam-se e criam uma teia. «Ancorados em pontos que a rua nos oferece, moldam-se à sua arquitetura, criando um desenho irregular, mas coeso, leve mas seguro pela força da sua pluralidade».

Este enredo estrutural, «que a dada altura se tinge com uma cor vibrante e quente, sustenta um novo fio, que rompe o percurso de forma livre e criativa, carregado de luz e energia própria. Avança no mesmo sentido, mas com a curiosidade própria de quem procura novos caminhos», refere Madalena Martins.
Ao longo do percurso, que culminará na estátua de D. Maria II, o fio entrelaça-se em edifícios históricos, «penetra em casas, mergulha pelas copas das árvores e avança até, então, abraçar a escultura da Dona Maria II, figura histórica que também ela impulsionou a cidade e a fez progredir». E é nas mãos da rainha «que a teia de fios termina, a tricotar uma nova peça, feita de história, tradição e descoberta», descreve Madalena Martins, que explora o espaço público como palco de uma narrativa visual efémera, com criações marcadas pela sustentabilidade ambiental onde desperdícios de indústrias, empresas ou museus são transformados em novas peças.

O “Fio Condutor” é uma homenagem do concelho famalicense, nomeadamente, à sua história no têxtil e tem o selo da sustentabilidade ambiental da Riopele. Foi da histórica têxtil famalicense, com sede na freguesia de Pousada de Saramagos, que saíram quase três toneladas de resíduos geradas no processo de tecelagem, as chamadas “ourelas falsas de tear”, que foram depois selecionadas e reutilizadas na construção da instalação artística.

O presidente da Riopele explica que as «ourelas falsas consistem em resíduos gerados no processo de tecelagem, compostos por matérias-primas diversificadas» presentes nas coleções de tecidos da empresa, que tem implementado um programa para se tornar operacionalmente neutra em carbono até 2027.

José Alexandre Oliveira reporta que o contributo da empresa no processo de criação da instalação artística não se ficou pela cedência deste desperdício industrial, já que parte dos materiais foram submetidos a tingimento de baixo impacto ambiental na tinturaria da empresa.

Sobre a associação da Riopele a esta aposta do município famalicense na exploração artística da sua identidade têxtil, José Alexandre Oliveira fala numa parceria «de grande significado que não só celebra a história da indústria têxtil na região, mas também fortalece os laços da empresa com a comunidade local», reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável e cultural da cidade. «É uma forma de contribuirmos ativamente para preservar a identidade histórica de Famalicão e honrar o seu legado», diz o empresário

Recorde-se que este “Fio Condutor”, que poderá ser visto na sua plenitude a partir deste domingo, vai permanecer no centro urbano de Famalicão até ao mês outubro.

Para o presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, esta é uma aposta do município na qualificação do espaço urbano e da sua marca através da exploração artística da sua identidade, neste caso a identidade têxtil. «A atratividade e a imagem de uma cidade constrói-se a partir de fatores de diferenciação que potenciem de forma singular a identidade, a cultura e as principais forças de um território. Este olhar único, diferenciador, qualificador, será potenciado através da linguagem artística criativa, singular, diferenciadora».

Madalena Martins é licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Em 2010, depois do prémio do POPs da Fundação de Serralves (Projectos Originais Portugueses) e de ter passado dois anos pela Incubadora de Indústrias Criativas INSerralves, focou-se nos seus próprios projetos explorando um universo dedicado ao design e ao imaginário da cultura portuguesa, reinterpretando histórias e materiais, devolvendo emoções em forma de objetos ou instalações em espaço público.

Famalicão: “Férias Inclusivas” animam o verão de crianças portadoras de deficiência

Quinze alunos portadores de deficiência, integrados nos agrupamentos de escolas do concelho estão a participar nas “Férias de Verão Inclusivas”, um programa municipal que decorre até ao final deste mês, especificamente preparado para alunos portadores de deficiência e dinamizado a partir do CRE – Centro de Recursos Educativos.

A iniciativa envolve várias atividades preparadas, especificamente, para estes alunos, envolvendo técnicos especializados e os equipamentos existentes no CRE, com são exemplo: aulas de atividade física realizadas por técnicos municipais, contacto com animais no Centro Recolha Oficial Animal de Vila Nova de Famalicão, exploração do bosque junto ao CRE – desenvolvido pela Mãos na Terra -, um dia de praia em Vila do Conde, entre outros.