Com a chegada da primavera, Portugal prepara-se para a mudança de hora que acontece já este domingo, dia 26 de março. Às 01h00 da manhã, os relógios deverão ser adiantados em 60 minutos, passando para as 02h00.
Esta é uma medida que acontece todos os anos em Portugal e na maioria dos países da União Europeia, com o objetivo de aproveitar melhor a luz natural do dia e reduzir o consumo de energia elétrica. No entanto, esta medida tem sido alvo de muita discussão nos últimos anos, com alguns especialistas a questionarem os seus benefícios.
Em 2019, o Parlamento Europeu aprovou uma diretiva que prevê o fim da mudança de hora em toda a União Europeia a partir de 2021. No entanto, devido à pandemia de Covid-19, a Comissão Europeia decidiu adiar a decisão para 2022, permitindo que os Estados-membros continuassem a fazer a mudança de hora este ano.
Em Portugal, a mudança de hora é coordenada pelo Observatório Astronómico de Lisboa e pela Rede de Medição e Caracterização da Qualidade do Ar, que monitorizam a variação da luminosidade natural e o consumo de energia elétrica em todo o país.
Para muitas pessoas, a mudança de hora é vista como uma perturbação do ritmo biológico, que pode causar sintomas como insónia, irritabilidade e fadiga. Por isso, é importante adaptar gradualmente os hábitos de sono e de alimentação, de forma a minimizar os efeitos da mudança de hora.
Independentemente dos seus prós e contras, a mudança de hora é uma tradição que faz parte do quotidiano dos portugueses e que continuará a marcar a chegada da primavera e do verão, trazendo consigo mais luz e mais energia para enfrentar os desafios do dia a dia.








