AEMinho pede alívio efetivo da carga fiscal sobre o trabalho

Para 2023, a AEMinho pede «mais rigor na utilização de recursos, desburocratização e maior eficiência da máquina do estado e alívio efetivo da carga fiscal sobre o trabalho». Em comunicado emitido na tarde desta quinta-feira, a Associação Empresarial do Minho apresenta o balanço de 2022 e projeta o novo ano. Internamente, a associação aponta uma ação «francamente positiva», enquanto que política e economicamente «o país continua letárgico e sem um rumo estratégico definido».

O ano que agora finda começou «num contexto diferente». A conjuntura internacional mudou «e isso teve impacto na economia», reconhece a associação liderada por Ricardo Costa. Para além de uma inflação «anormalmente alta e aparentemente descontrolada, temos escassez de recursos e matérias-primas; um quadro macroeconómico não favorável para os tempos que se avizinham». Por outro lado, a energia e os custos energéticos são apontados como «um flagelo para os cidadãos e para as empresas e o esforço governamental, no sentido de auxiliar a resolução do problema, tem sido manifestamente ineficaz e insuficiente», acusa.

Por outro lado, a AEMinho lamenta os «brutais e desproporcionais» impostos sobre o trabalho, com a as empresas a debaterem-se, «todos os dias, com o dilema de pagarem valores elevados aos trabalhadores, para eles receberem valores reduzidos por via da arrecadação fiscal do estado». Uma situação que classifica como socialmente injusta, «sobretudo quando o dinheiro público é gasto de uma forma tão ineficiente e aleatória, não devolvendo às pessoas em serviços públicos os que de facto pagam por via dos seus descontos». A carga fiscal é, ainda, «um fator que retira imensa competitividade às empresas no momento de contratar, com os reflexos óbvios que tem na economia». Os custos da habitação, «em valores incomportáveis para os jovens e para os trabalhadores em geral» representam, também, «um fator que dificulta a contratação». Sobre isto tudo, a Associação Empresarial, aponta as «más decisões estratégicas, o deficiente uso dos recursos do estado e uma administração pública que na trilogia mais ligada à atividade empresarial, a saber finanças / justiça / regulação da atividade financeira, não funciona».

No segundo ano de atividade, a AEMinho aumentou em 68% o número de associados que, na atualidade, representam um volume total de faturação de 12.000 milhões de euros, alcançados pelas quase duas centenas de associados, com um volume de exportações de cerca de 3,5 mil milhões de euros, criando emprego para cerca de 45 mil pessoas. Nota, ainda, a realização de 100 iniciativas e atividades, entre missões empresariais, jantares-debate e eventos temáticos.

Para o novo ano, aponta como fulcral a criação do Cluster da Energia, daquele que é um setor vital para a economia portuguesa e que permitirá ter um espaço específico para toda a comunidade empresarial dedicada a este setor; diversificar as missões empresariais e ser uma voz ativa e independente. A promoção de transferência de conhecimento que permita dotar os quadros médios e superiores das empresas de maior capacidade competitiva é outra meta a que se propõe, em conjunto com a comunidade empresarial, mas também com as Universidades e Institutos. «Aproximar e integrar as empresas neste mundo do conhecimento é um objetivo assumido pela AEMinho para 2023».

 

Famalicão: Nuno Melo pede a Marcelo para dissolver o parlamento e convocar eleições

O famalicense e dirigente nacional do CDS «apela ao Presidente da República para dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas». Em comunicado, Nuno Melo aponta a maioria socialista como a «mais absolutamente instável da democracia em Portugal. Se é certo que o ministro Pedro Nuno Santos e os secretários de Estado Hugo Mendes e Alexandra Reis se demitiram», o assunto que envolve a ex-secretária de Estado na polémica indemnização de 500 mil euros por sair antecipadamente da TAP, «está longe de ter terminado».

Em comunicado, o líder nacional do CDS sinaliza as 10 alterações em 9 meses de vida do Governo socialista, como prova «de um governo esgotado. Desde que tomou posse em março, o primeiro-ministro vem substituindo ministros e secretários de Estado em média superior a um por mês, enquanto o governo soma casos graves, por vezes com relevância criminal e de promiscuidade institucional, à razão quinzenal». Por muito menos, assume, «caíram outros governos em Portugal».

Nuno Melo fala de um governo que é notícia pelos casos e quedas de ministros e secretários de Estado, «enquanto as famílias e as empresas suportam os impostos mais altos de sempre e Portugal vai sendo arrastado para o fundo da lista dos que menos crescem na União Europeia». O governo de António Costa, prossegue o famalicense, «deixou de servir o interesse geral. O ciclo socialista terminou, o governo está esgotado; o país está novamente num pântano, o que põe em causa o normal funcionamento de instituições básicas do regime».

Perante este cenário, Nuno Melo apela a Marcelo Rebelo de Sousa para dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas, «devolvendo a palavra aos portugueses para resolverem esta crise política. Portugal precisa de outra solução, que traga confiança e inverta o atual momento de descrença e instabilidade».

Famalicão: Casa das Artes abre novo ano com música

O ano de 2023 arranca, na Casa das Artes, com a atuação da Banda Marcial de Arnoso, dirigida pelo maestro Rúben Henriques, a 7 de janeiro, às 21h30; e com a Banda de Riba d’ Ave, dirigida pelo maestro Hugo Ribeiro, no dia 8 de janeiro, às 16h30. A entrada é gratuita à lotação da sala.

As fadistas Joana Campos e Isa de Castro atuarão, no dia 12 de janeiro, às 21h30, no café concerto, na programação mensal do Fado no Café da Casa, uma coprodução da Casa das Artes de Famalicão e a ACAFADO.

No dia 13, às 21h30, no pequeno auditório, Nuno Aroso e Gustavo Costa apresentam “ar-rasto”, um concerto que resulta de uma criação artística transdisciplinar.

“Anónimo Não é Nome de Mulher” é o espetáculo de teatro que estreia na Casa das Artes e que vai a cena dias 19, 20 e 21 de janeiro, às 21h30, no grande auditório. Esta é mais uma coprodução Narrativensaio-AC e Casa das Artes de Famalicão.

No dia 27 de janeiro, às 21h30, no grande auditório, é apresentado o espetáculo de novo circo “Um Homem e o Seu Criado”, numa produção Hipótese Contínua com direção artística de Cláudia Nova.

O destaque musical de janeiro vai para o concerto com The Legendary Tigerman, no dia 28, às 21h30, no grande auditório. Este concerto assinala o regresso de Tigernan aos palcos e com banda, enquanto se aguarda a edição de um novo disco no decorrer de 2023.

“Palhinhas, A História de um Espantalho” é a proposta de teatro com marionetas para maiores de três anos, pela Companhia Krisálida, no dia 28 de janeiro, com sessões às 11h00 e às 15h00, no Pequeno Auditório.

A proposta cinematográfica “Avatar: O Caminho Da Água”, o novo filme de James Cameron, é apresentado na Casa das Artes, no dia 14 de janeiro, com sessões às 15h00 e às 21h30.

Por sua vez, o Cineclube da Joane traz ao pequeno auditório, sempre às 21h45, os filmes: “Libertad”, de Clara Roquet (dia 5); “Fogo-Fátuo”, de João Pedro Rodrigues (dia 12); “Crimes of the Future”, de David Cronenberg (dia 19); “O mercador das quatro estações”, de Rainer Werner Fassbinder (dia 26).

 

Toda a programação da Casa das Artes e do TNF pode ser consultada, todos os dias, no site (www.casadasartes.org) e nas redes sociais: www.facebook.com/CasadasArtesVNFamalicao e www.instagram.com/casadasartesdefamalicao.

 

Decathlon sobe salário mínimo dos funcionários para 1 040 euros

A Decathlon anunciou esta semana o aumento do salário mínimo dos seus funcionários para 1 040 euros brutos.

Esta é uma medida válida para todos os colaboradores a full time, sendo que o salário base dos trabalhadores efetivos com período experimental é de 900 euros.

A cadeia de lojas de desporto, no mesmo comunicado, explica que o salário pode atingir os 1 220 euros com os prémios que vão sendo atribuídos mensalmente.