Na reunião da Assembleia Municipal desta sexta-feira e madrugada de sábado, foi aprovada, por maioria, a proposta do executivo municipal para a taxa do IMI, Derrama e IRS.
Votaram a favor PSD, CDS, Chega e presidentes de Junta independentes. A CDU votou contra e a bancada do PS absteve-se.
Todos os partidos saudaram a descida do IMI de 0,35 para 0,34 por cento, mas PS, CDU e Chega queriam uma maior descida, para atenuar os efeitos da inflação na carteira dos famalicenses. O deputado do Chega, João Pedro Castro, reiterou que o IMI é um imposto contra a propriedade privada, mas que a existir o valor devia ser mínimo (0,30). Também a CDU, por Tânia Silva, defende o valor mínimo, «dada a situação de vulnerabilidade» das famílias.
O PSD e CDS, com vários deputados a intervir na discussão, dizem que a descida é uma mensagem «clara do executivo municipal de preocupação com as famílias».
Perante as críticas dos deputados socialistas de que há margem para baixar mais os impostos municipais, propondo uma política de poupança em alguns setores, o PSD lembrou que há compromissos sociais e outros que não podem deixar de ser cumpridos. Em tom critico, o PSD sugeriu ao PS que faça a mesma proposta ao Governo socialista, acusado de ser autor da maior carga fiscal de que há memória.
Quanto aos outros impostos, o IRS está em 4,5 por cento; a Derrama sobre as empresas em 1,2 por cento.








