Cerca de três centenas de militantes socialistas reuniram-se, na noite da passada sexta-feira, em Outiz, num jantar de Natal. O momento foi aproveitado para o líder da Concelhia abordar alguns temas da atualidade. Eduardo Oliveira colocou o foco da sua intervenção no veto da maioria PSD-CDS na Câmara Municipal à proposta para a criação de um orçamento participativo no próximo ano.
O dirigente defende que os famalicenses «têm direito a serem ouvidos», mas, aponta, «a velha maioria na Câmara Municipal não quer dar ouvidos aos famalicenses e, por isso, chumbou a proposta apresentada», considerando que o chumbo «é reflexo da falta de rigor e transparência de uma velha maioria esgotada, ao fim de 20 anos de poder».
As «infindáveis» obras no centro da cidade e as «várias derrapagens nas obras da central de camionagem, da biblioteca, da ciclovia, entre outras», foram apontadas «como falta de rigor no planeamento e na execução das obras públicas municipais. A Câmara de Famalicão limita-se a desbaratar dinheiro em pedras de qualidade duvidosa na cidade, enquanto as freguesias ressentem-se da falta de investimento», acusou o autarca socialista.
No diagnóstico ao concelho e à ação da coligação PSD-CDS à frente dos destinos Municipais, Eduardo Oliveira diz que não há «um plano de desenvolvimento sólido. O que existe é muita publicidade direta ou disfarçada que transforma a imprensa local em refém das verbas municipais».
Eduardo Oliveira aproveitou, ainda, o encontro, para dar conta do trabalho político realizado. Recuou, ainda, às Autárquicas para dizer que «crescemos e aumentamos a nossa presença na Câmara, na Assembleia Municipal e nas Assembleias de Freguesia». Na Assembleia da República, «temos sido uma voz ao serviço de Famalicão e dos famalicenses».
Falou, ainda, das recentes eleições internas que, do seu ponto de vista, mostram «um PS cada dia mais forte e mais unido» e assinalou o crescimento dos grupos de trabalho nas freguesias, a criação de um gabinete de estudos e a realização de ações de formação para os eleitos socialistas. Em suma, concretizou, «é com trabalho coletivo, com a força de todos os militantes, que vamos construir um PS mais forte nas freguesias e, assim, ganhar a Câmara de Famalicão em 2025».








