Os polícias municipais realizam na quarta-feira (14) uma greve de 24 horas para exigir a regulamentação da carreira e aumentos salariais, disse à agência Lusa o presidente do sindicato do setor.
De acordo com o sindicalista, os agentes sentem-se “desrespeitados e menosprezados”, uma vez que “a sua carreira profissional não está a ser valorizada”.
“A carreira dos polícias municipais no regime geral está por regulamentar desde 2009. Estamos há 13 anos a aguardar pela regulamentação. Nasceu com salários muito parcos, as progressões são lentas e as alterações de escalão muito baixas”, descreveu Pedro Oliveira.
O presidente do SNPM acusa os diferentes governos de se “esquecerem” destes agentes, ao contrário do que acontece com outros grupos profissionais.
“O nosso salário no início da carreira era o equiparado ao assistente técnico. Eles andaram a negociar a alteração dos índices do início das carreiras da administração pública. Os técnicos superiores foram aumentados e mais uma vez se esqueceram dos agentes da polícia municipal”, criticou.
Assim, segundo o sindicalista, estes profissionais “estão a trabalhar com um salário que dista apenas sete euros do ordenado mínimo nacional”.
“É a polícia mais barata que existe. Não existe na Europa polícia que ganhe menos e que tenha menos respeito por parte da entidade patronal, administração pública. Isto em termos de inflação, agora, torna-se totalmente insuportável”, alertou.
Devido a estas condições, Pedro Oliveira estima que nos últimos tempos abandonaram esta profissão cerca de 400 agentes.
“Neste momento temos pessoal para ir embora para outras carreiras e alguns para o privado. Nós estamos sempre a ser contactados para saber se há perspetivas de carreira, pois têm outras propostas”, alertou.









