Famalicão: Jorge Paulo Oliveira na Subcomissão parlamentar que vai acompanhar execução dos Fundos Europeus e do PRR

Na passada sexta-feira, o deputado famalicense tomou formalmente posse na Subcomissão parlamentar que vigorará durante a legislatura e que vai fiscalizar politicamente a execução dos fundos europeus e do Plano de Recuperação e Resiliência.

Jorge Paulo Oliveira defende que a correta aplicação dos fundos comunitários é um desafio de Portugal, cabendo ao Parlamento, «mais do que qualquer outra instituição, que seja capaz de exercer o seu dever de fiscalização e de permanente escrutínio à ação do Governo e das demais entidades intervenientes com responsabilidades na aplicação dos fundos comunitários».

O deputado do PSD avisa, ainda, que o Parlamento deve procurar, no seu quadro de intervenção, «oferecer garantias de transparência e a melhor utilização dos fundos europeus», pelo que a criação de uma subcomissão parlamentar permanente «é um meio adequado ao cumprimento dessa missão», mas esta só será alcançável «se for esse o desígnio de todas as forças políticas, muito particularmente a do Partido Socialista, cujo maioria absoluta, pode ser um travão ao pleno escrutínio. Só o tempo o dirá», refere Jorge Paulo Oliveira.

O famalicense, um dos quatro deputados indicados pelo PSD para a Subcomissão Parlamentar, desempenha na presente legislatura, funções na Coordenação da importante e mediática Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças, integrando ainda as Comissões Parlamentares de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação (6ª Comissão) e Administração Pública, Ordenamento do Território e Poder Local (13ª).

Tem um Tesla e vai a caminho do Algarve? Há filas para carregar os carros

Este fim de semana, por ter pelo menos mais um dia de descanso (feriado), foram muitos os portugueses que decidiram fazer umas miniférias no sul do país.

No entanto, a vida não esteve facilitada para os condutores de carros Tesla. Ao longo das últimas horas multiplicaram-se nas redes sociais publicações que davam conta de alguns constrangimentos no acesso às Superchargers (zonas de carregamento de veículos Tesla).

Na imagem vê-se a fila com alguns carros à espera que de carregadores vagos, na A2, em Alcácer do Sal.

Com a massificação de carros elétricos nas estradas portuguesas, o número de zonas de carregamento disponíveis em algumas zonas do país parece estar a deixar de ser suficiente.

Um morto e um ferido grave num incêndio em habitação em Rio Tinto, Gondomar

Uma pessoa morreu e outra ficou gravemente ferida em Rio Tinto, no concelho de Gondomar, na sequência de um incêndio numa habitação que deflagrou num quarto, indicou fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto.

A ocorrência foi registada na Rua da Venda Nova, em Rio Tinto, às 11:49, e cerca das 14:00 “o fogo estava já extinto”, disse a fonte.

De acordo com o CDOS do Porto, do incêndio, “que começou num quarto”, resultou um morto e um ferido grave.

Contactado pela Lusa, o vice-presidente da Câmara Municipal de Gondomar, Luís Araújo, adiantou que as vítimas são duas mulheres.

A vítima mortal terá entre os 30 e 40 anos e a que sofreu ferimentos graves entre os 75 e 80 anos, tendo sido transportada para o Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto, revelou.

Foram ainda assistidos dois bombeiros, adiantou o CDOS.

Neste momento, e após a extinção do fogo, estão a ser verificadas as condições de segurança da habitação, dividida entre rés-do-chão e 1.º andar, adiantou o autarca.

Luís Araújo acrescentou que os moradores do rés-do-chão não vão ser realojados, ficando a residir temporariamente em casa de familiares.

A origem do incêndio é ainda desconhecida.

Para o local foram mobilizados meios dos Bombeiros Voluntários da Areosa/Rio Tinto, Gondomar e São Pedro da Cova, bem como a Ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Valongo e a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital de São João, no Porto.

Somam-se meios do INEM, PSP, Proteção Civil de Gondomar e a UNIP (equipa de psicólogos) do Norte.

Famalicão: Duas mulheres feridas em aparatoso acidente na Rua da Paz em Vale S. Martinho

Duas mulheres ficaram feridas, na madrugada deste domingo, na sequência de um acidente de viação entre dois veículos, na Rua da Paz, em Vale S.Martinho.

O sinistro aconteceu cerca das 03h45 e para o local foram acionados os Bombeiros Voluntários Famalicenses e a VMER do Centro Hospitalar do Médio Ave de Famalicão.

As vítimas, depois de assistidas no local, foram transportadas para o hospital de Famalicão com ferimentos ligeiros.

Imagem: Cortesia O Minho

 

Hoje há greve nos comboios

Os revisores e os trabalhadores das bilheteiras da CP – Comboios de Portugal, cuja sede está a sul de Pombal, cumprem hoje um dia de greve por aumentos salariais, que deverá causar fortes perturbações no serviço.

“Vai ser uma greve muito forte, possivelmente não haverá quase comboios. Sabemos que é um dia de festa [de Santo António], mas [a greve] perturba menos os utentes. Aqueles que nós transportamos, sabemos que são da mesma condição social que nós e tentamos procurar não prejudicar quem vem trabalhar”, afirmou o dirigente do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), Luís Bravo, em declarações à Lusa.

A CP também já alertou para perturbações significativas no serviço devido à greve.

De acordo com o sindicalista, em causa está o facto de os trabalhadores continuarem com os ordenados congelados há mais de 10 anos.

Luís Bravo lamentou que o setor ainda não tenha recebido a atualização de 0,9%, aprovada para a função pública, que classificou como “miserável”, representando entre cerca de cinco e nove euros, consoante o escalão.

De acordo com o sindicato, para isso, a Administração da CP “impõe” a subscrição de um novo acordo de empresa, “com piores condições de trabalho”.

O dirigente do SFRCI lamentou que os trabalhadores estejam “completamente desprotegidos” face ao aumento inflação e dos custos energéticos.

“Os trabalhadores dos transportes, afetos aos comboios e às bilheteiras, que começam o seu turno às cinco, seis ou sete da manhã e que se retiram depois da meia noite, têm que se deslocar em viaturas próprias e, com o aumento dos combustíveis, neste momento, cerca de 20% do seu salário já vai só para se fazerem deslocar para o trabalho”, apontou.

A isto somam-se os turnos de trabalho e as folgas rotativas e um “aumento brutal do custo de vida”, fatores que têm levado até os trabalhadores mais novos a pedir rescisão da empresa.

Por outro lado, os concursos de adesão de novos colaboradores têm ficado vagos, porque “não há ninguém que se candidate com estes salários e em laboração contínua”, neste sentido, conforme apontou, existem comboios esgotados, que estão a ser suprimidos por falta de trabalhadores, lamentou, defendendo que a administração da CP e a tutela parecem estar “confortáveis” com esta situação.

“É um dia que gostaríamos que tivesse impacto e que houvesse reação do Governo e da Administração da CP, mas possivelmente foram todos de férias prolongadas”, concluiu.

Para o dia 23 de junho está também agendada uma greve de 24 horas para os trabalhadores ferroviários operacionais, a norte de Pombal.

A CP já alertou que a circulação de comboios da empresa deverá ter perturbações “significativas nos dias 12, 13 e 16 de junho devido a greve.

A CP refere que aos clientes que já tenham adquirido bilhete para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Interregional e Regional, será permitido o reembolso no valor total do bilhete adquirido, ou a sua revalidação, sem custos.

Desde o início do mês tem estado a decorrer uma greve dos trabalhadores da CP ao trabalho extraordinário e aos feriados, que se prolonga até ao final do mês, mas não provocou supressões, indicou à Lusa, em 3 de junho, fonte oficial da empresa.

Em 16 de maio, a CP anunciou que chegou a um acordo com 12 sindicatos, para revisão do Acordo de Empresa, ficando de fora três estruturas sindicais.

Do acordo alcançado resultou o aumento salarial de 0,9%, com efeitos retroativos a 01 de janeiro de 2022, a uniformização do subsídio de refeição para 7,74 euros e a integração dos trabalhadores da ex-EMEF na tabela salarial da CP, com efeitos retroativos a 01 de janeiro.