Famalicão: Armindo Castro penhora Estado para receber indemnização de 62 mil euros

Armindo Castro penhorou o Estado para receber a indemnização de 62 mil euros, confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça e que o Estado ainda não pagou. Isto a propósito dos 914 dias em que esteve preso, julgado e condenado pelo homicídio da tia, em Joane, mas que veio-se a provar que não foi ele o autor do crime.

Ao Jornal de Notícias, o advogado de Armindo Castro confirma que foi instaurado um processo de execução contra o Estado para penhora de bens, lamenta também que ainda não tenha sido feito um pedido de desculpas ao seu cliente por «este clamoroso erro judiciário».

Em janeiro deste ano, o Tribunal da Relação confirmava a decisão da primeira instância relativa à indemnização, ou seja, 12.035 euros por danos patrimoniais e 50 mil euros por danos não patrimoniais. Por estes últimos, Armindo Castro pedia meio milhão de euros. A Relação afirmou que o homem «contribuiu de forma relevante para a aplicação da prisão preventiva», na medida em que confessou os factos perante órgão de polícia criminal e colaborou de forma ativa na reconstituição».

Recorde-se que o processo remonta a março de 2012. Em novembro de 2013, o Tribunal de Famalicão condenou o sobrinho da vítima, Armindo Castro, a 20 anos de prisão, pela autoria do homicídio. Durante o segundo julgamento, Armindo Castro explicou que, quando foi detido pela PJ, aceitou fazer a reconstituição do crime por se sentir “ameaçado” e por temer que a mãe, também presente nas instalações da Judiciária do Porto, ficasse detida.

Posteriormente, a Relação tinha baixado a pena para 12 anos, imputando ao arguido o crime de ofensas à integridade física qualificadas, agravadas pelo resultado morte.

Porém, em dezembro de 2014, Armindo Castro foi libertado, depois de um outro homem ter confessado a autoria do homicídio da idosa em Joane, que na altura era sua vizinha.

Armindo Castro foi novamente julgado e acabou por ser absolvido, em janeiro de 2018.

 

Famalicão: Comunhão Pascal dos BV Famalicenses realiza-se a 3 de abril

A tradicional Comunhão Pascal da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Famalicenses realiza-se a 3 de abril, com eucaristia na antiga Matriz.

O programa contempla, às 8h15, o hastear de bandeiras; trinta minutos depois decorre a eucaristia e, às 10h30, no quartel, a receção aos convidados.

Segue-se, às 11 horas, a sessão solene, com entrega de condecorações. No final, decorre o almoço no quartel Aníbal Alves de Oliveira.

Saúde: Joaquim Couto está a exercer medicina natural

Joaquim Barbosa Ferreira Couto, conhecido como Joaquim Couto, é licenciado em Medicina pela Universidade do Porto-S. João, trabalhou mais de sete anos no Hospital Geral de Stº António, hoje Centro Hospitalar e Universitário do Porto, e está aposentado como médico do SNS.

Entretanto, o clínico tirou um master em medicina natural pela Universidade de Santiago de Compostela (Espanha). Deste modo, formado em medicina convencional e medicina natural, conhece melhor o corpo humano e está apto a exercer a medicina que promove a saúde.

Exerce na MedRibeiro: Rua 25 de Abril – 4825-010 Santo Tirso, 910 446 777; e na Cliave: Av. 25 de Abril – 4760-101 Vila Nova de Famalicão, 252 330 860.

Nas suas palavras, Joaquim Couto dá a conhecer o que é a medicina natural: «Não é fácil abordar de modo simples a medicina natural, tratando-se apenas de uma abordagem da medicina mais no sentido de promover a saúde do que curar a doença. A medicina curativa deu um passo de gigante, sobretudo no século passado, embora as descobertas científicas anteriores tenham pressionado esses avanços, assim como a medicina de diagnóstico precoce. Já a medicina preventiva, no sentido de evitar a doença, só nas últimas décadas deu passos significativos. A razão é evidente. A medicina natural, como medicina não convencional, só foi legalizada em Portugal já depois da primeira década do século XXI! Estão assim legalizadas, para além da naturopatia, a acupuntura, a hidrologia, a homeopatia, a osteopatia, e quiroprática e o shiatsu, que de acordo com a lei devem percorrer os mesmos passos académicos da licenciatura em medicina convencional, organizando-se os seus profissionais, em tempo posterior também de acordo com a lei em vigor, em ordens profissionais».

«A medicina natural aborda assim formas de prevenir a doença, que é maioritariamente crônica e evitável. Também obviamente aborda e trata a doença crônica instalada», sublinha o clínico Joaquim Couto.

«Mas a medicina natural não se fica pela fisioterapia ou hidrologia. As recentes descobertas de investigadores como António Damásio e David Servan-Schreiber recolocaram em discussão as funções do neocórtex e a zona central do cérebro límbico como grandes responsáveis da nossa saúde física e mental. Com estas novas abordagens ganhou força a medicina tradicional chinesa que considera há milhares de anos o corpo, a mente e o espírito como uma unidade inserida no espaço e no tempo, que a filosofia taoísta aprofundou e fundamentou. Esta é uma abordagem cósmica, onde a gravidade, as fases da Lua, a noite e o dia, são influenciadores do nosso estado de saúde, e onde é possível intervir precocemente desde que nascemos», escreve Joaquim Couto.

Resumindo, «a moderna medicina ocidental permite complementar as observações sociológicas da medicina natural através da bioquímica, medicina nuclear e outras técnicas, permitindo uma simbiose sinérgica com todas as técnicas de promoção da saúde e terapias adequadas, aquando da doença instalada. Mesmo assim há um conjunto enorme de enfermidades que não cabem na medicina natural e como tal não devem ser criadas falsas expectativas à comunidade em geral. Aqui também no meio estará a virtude: saúde física e mental; alimentação racional; equilíbrio emocional».

Famalicão: Pedro Almeida quer «melhorar andamento e aproximar-se dos primeiros»

O Azores Rallye, segunda prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), também pontuável para o European Rally Championship, disputa-se este fim de semana. O piloto famalicense Pedro Almeida, acompanhado por Mário Castro, vai marcar presença neste rali de que gosta «particularmente».

Depois de Fafe, onde conseguiu «uma aproximação aos registos dos pilotos da frente do CPR», o objetivo passa por «esbater essa diferença, procurando ser ainda mais competitivos». O piloto diz-se mais confiante, porque «há mais quilómetros no carro e melhor entrosamento com a dinâmica do Mário Castro».

O Azores Rallye disputa-se de sexta-feira a domingo, com o primeiro dia reservado ao shakedown e qualificação, que vai determinar a ordem de partida para a primeira etapa da competição. No sábado e domingo, os pilotos têm 14 especiais de classificação para disputar.