A concelhia do PSD pede um maior empenho no crescimento do partido. O apelo foi deixado no plenário que se realizou no dia 18 de fevereiro para análise dos resultados das eleições legislativas, e que teve uma forte adesão de militantes.
Apesar de Famalicão ter obtido um melhor resultado em comparação com a média distrital e nacional (mais 1% e mais 7% de votação, respetivamente), o facto é que perdeu as eleições legislativas. Fernando Costa, líder da concelhia, assumiu a derrota: «os resultados foram uma deceção para todos, principalmente porque somos poder autárquico há 20 anos. E é lamentável que não consigamos ser o partido de referência nas eleições para a Assembleia da República», afirmou.
Em face dos resultados, a concelhia do PSD definiu o próximo objetivo: «fazer crescer o partido em Famalicão também nas Legislativas, tendo em conta que nas eleições locais o PSD tem sido repetidamente vencedor».
Diz a concelhia que a necessidade de repensar a estratégia político-partidária está também alicerçada na entrada de novos protagonistas no espetro partidário nacional. «A presença de dois partidos novos criou um desequilíbrio em Famalicão e um novo paradigma», admitiu Fernando Costa.
Numa análise aos resultados nacionais, Fernando Costa foi perentório ao afirmar que «o PSD de Rui Rio teria surpreendido de tivesse ganho as eleições». Na sua análise, «o PS não estava desgastado. Todas as medidas impopulares tiveram sempre o escudo da pandemia, por um lado, e a falta de maioria para governar, por outro. Então era visto como um partido que estava muito interessado em lutar pelo país. Culpa nossa também que, em termos de oposição, fomos excessivamente brandos», declarou.
Também em termos de campanha o PSD não esteve bem. A comunicação com os eleitores não resultou. Sem ideias claras para os pensionistas, para os funcionários públicos, para a educação, a justiça e a segurança, nem acerca do salário mínimo. Faltou também cativar a juventude. Para além de não ter sabido associar o PS à responsabilidade da entrada da Troika em Portugal. Acresce, ainda, que a estratégia de colocar o partido ao centro foi também um erro.
«O PSD não pode continuar a perder tempo. Tem de ter bandeiras, novos desafios, e tem de saber dar esperança aos portugueses. Com o novo líder poderá ser um partido novo», defendeu.
A nível local, Fernando Costa reiterou a necessidade de o partido se organizar e continuar a crescer em número de militantes e simpatizantes para se afirmar como uma alternativa de poder credível, «porque o PSD a governar, seja nas autarquias seja no governo, é muito melhor que o PS».
Para terminar, reforçou a vontade da nova Comissão Política em fortalecer o PSD como maior partido no concelho e em ganhar as Eleições Autárquicas em 2025.









