Famalicão: Ana Faria é vice-campeã do Norte e campeã regional

No Campeonato da Zona Norte, de pista coberta, que decorreu este fim de semana, no Altice Fórum, em Braga, Ana Faria, da Escola de Atletismo Rosa Oliveira, sagrou-se vice-campeã da Zona Norte e campeã regional nos 800m, e vice-campeã regional nos 1500m.

Leandro Gonçalves, nos 3000m e 1500m; Francisco Silva, nos 1500m; Rui Oliveira, nos 1500m; e ainda, Cátia Silva e Diana Silva nos 1500m, foram outros atletas da EARO que participaram nesta competição.

Mais de 21.500 suspeitas de reações adversas às vacinas para a Covid-19 em Portugal

De acordo com o último relatório a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, até ao dia 31 de dezembro foram notificadas 21.595 reações adversas (uma por cada 1.000 vacinas administradas), 6.939 das quais consideradas graves, mas o Infarmed insiste que “as reações adversas às vacinas contra a covid-19 são pouco frequentes, com cerca de um caso em mil inoculações”, um valor que se tem mantido estável ao longo do tempo.

A maior parte das reações adversas (10.993) são referentes à vacina da Pfizer/BioNtech (Comirnaty), seguindo-se a da AstraZeneca (Vaxzevria), com 6.166, a da Moderna (Spikevax), com 2.440, e a da Janssen, com 1.878 casos.

O Infarmed sublinha, contudo, que estes dados “não permitem a comparação dos perfis de segurança entre vacinas”, uma vez que foram utilizadas em subgrupos populacionais distintos (idade, género, perfil de saúde, entre outros) e “em períodos e contextos epidemiológicos distintos”.

No total de 19.648.216 doses administradas, o Infarmed registou 21.595 casos de reações adversas, das quais 6.939 graves (32%), entre elas 116 casos de morte entre pessoas com uma média de 77 anos de idade.

“Os casos de morte ocorreram num grupo de indivíduos com uma mediana de idades de 77 anos e não pressupõem necessariamente a existência de uma relação causal entre cada óbito e a vacina administrada, decorrendo também dentro dos padrões normais de morbilidade e mortalidade da população portuguesa”, escreve o Infarmed.

O relatório acrescenta ainda que, dos casos de reações adversas classificados como graves, “cerca de 85% dizem respeito a situações de incapacidade temporária (incluindo o absentismo laboral)”.

Da reações adversas graves, o relatório diz que 4.172 (19,3%) foram classificadas como clinicamente importantes, 1.698 (7,9%) provocaram alguma incapacidade, 742 (3,4%) precisaram de hospitalização, 208 (1%) representaram risco de vida e 116 (0,5%) resultaram em morte.

Por grupo etário, o que mais casos de efeitos adversos graves registou foi o dos 25 aos 49 anos (3.217 casos), aquele que teve também o maior número de vacinas administradas (5.981.217).

No relatório, a Autoridade do Medicamento dá conta de seis caso notificados em crianças dos 05 aos 11 anos, que incluem “arrepios, dor no local de vacinação, mal-estar geral, pirexia, petéquias e um caso de miocardite, sendo que este último ocorreu em criança de 10 anos com evolução clínica de cura”.

Para a faixa etária dos 12-17 anos, foram registados 97 casos graves, na sua maioria referentes a situações “já descritas na informação das vacinas”, tais como casos de síncope ou pré-síncope reações de tipo alérgico, que dependem do perfil individual do vacinado.

“São casos que motivaram observação e/ou tratamento clínico, mas todos tiveram evolução positiva e sem sequelas”, refere o Infarmed, sublinhando que 13 destes casos foram notificados como mio/pericardite, “possivelmente associados à vacina de mRNA em utilização no programa de vacinação atual”, que se mostraram “de gravidade moderada” e apresentaram “evolução favorável após tratamento adequado”.

“De salientar que a miocardite e a pericardite são doenças inflamatórias de etiologia variada, normalmente associadas, sobretudo nesta faixa etária, a infeções virais, o que dificulta o estabelecimento de uma relação causal com a vacina”, insiste o Infarmed.

No que se refere à distribuição por género, o relatório do Infarmed dá conta de uma maior preponderância de notificação de reações adversas por parte do género feminino, a tendência normal de notificação para qualquer outro medicamento.

“Pensa-se que isto possa dever-se a uma maior atenção das mulheres à sua saúde, bem como ao seu maior interesse por temáticas da área da saúde e bem-estar”, diz a autoridade do medicamento.

As 10 reações mais notificadas referem-se a casos de pirexia/febre (4.874), cefaleia/dor de cabeça (4.810), mialgia (dor muscular (4.463), dor no local da injeção (4.011), fadiga (2.419), calafrios (2.062), náusea (1.770) e dor generalizada (1.538).

Foram ainda registados casos de artralgia/dor articular (1.502), tonturas (1.258), mal estar geral (1.236), dor nas extremidades corporais (1.224), linfadenopatia/aumento de volume dos gânglios linfáticos (971), astenia/fraqueza orgânica (921) e vómitos (908).

“Na maioria dos casos, o desconforto causado por estas reações resolve em poucas horas ou dias, sem necessidade de intervenção médica, e sem sequelas”, refere o relatório, que acrescenta que foi recebido “um número pouco significativo de notificações de casos identificados como relacionados com a vacinação com a dose de reforço” e que as mais notificadas foram a mialgia/dor muscular (38 casos), pirexia/febre (29), cefaleia/dor de cabeça (28), calafrios (24) e artralgia/dor articular (19).

Famalicão: Um ferido em despiste automóvel

Na tarde deste domingo uma pessoa ficou ferida, na sequencia do despiste de uma viatura automóvel, na Rua Duque de Loulé, Vila Nova de Famalicão.

Ao que a Cidade Hoje conseguiu apurar, o acidente ter-se-á dado por óleo na estrada, pouco depois das 15h00.

A vítima foi assistida pelos Bombeiros de Famalicão e transportada para a unidade de Vila Nova de Famalicão do Centro Hospitalar do Médio Ave com ferimentos leves.

Portugal entra hoje numa nova fase no combate à pandemia: Saiba o que muda

Algumas restrições impostas para combater a pandemia de covid-19 são hoje levantadas, como a obrigatoriedade de testes em várias situações, e as escolas voltam a abrir.

O Governo justificou o levantamento de algumas restrições com a situação dos internamentos tranquila apesar do aumento de infeções.

No entanto, mantêm-se esta semana e até ao dia 14 a obrigatoriedade do teletrabalho, sendo a partir dessa data recomendado.

Também as discotecas e bares no território continental, que tinham sido obrigadas a fechar a partir de 25 de dezembro, podem reabrir no dia 14, mas quem entrar vai continuar a ter de apresentar um teste negativo, exceto a quem demonstrar ter sido vacinado há pelo menos 14 dias com uma dose de reforço de uma vacina contra a covid-19.

O consumo de bebidas alcoólicas na via pública continua a ser proibido.

O controlo nas fronteiras áreas vai continuar até 09 de fevereiro, mantendo-se a obrigatoriedade de teste negativo à covid-19 para todos os passageiros que cheguem a Portugal.

O alívio das medidas é sobretudo dirigido aos cidadãos que tenham recebido a dose de reforço de uma vacina contra a covid-19 há mais de 14 dias, que deixam de ser obrigados a apresentar testes negativos para o SARS-CoV-2.

Quem não tem dose de reforço continuará a ter de apresentar teste negativo para visitas a lares de idosos ou doentes internados nos hospitais, bem como para ter acesso aos grandes eventos, eventos sem lugares marcados ou em recintos improvisados e a recintos desportivos.

Por sua vez, o certificado digital é obrigatório para entrar em restaurantes, estabelecimentos turísticos e alojamento local, espetáculos culturais, eventos com lugares marcados e ginásios.

As escolas reabrem hoje, tal como estava previsto, depois de uma semana suplementar em que estiveram fechadas após as férias do Natal.

Os alunos deixam de estar obrigados a isolamento quando houver um caso positivo na mesma turma e, nas próximas semanas, todos os professores, auxiliares e assistentes operacionais terão que fazer testes.

A partir de hoje deixa também de ser preciso telefonar para a linha SNS24 para obter uma declaração provisória de isolamento profilático.

Passa a ser possível emitir automaticamente uma declaração provisória de isolamento para os casos de pessoas infetadas com o vírus SARS-CoV-2 sem sintomas ou com doença ligeira, quer para contactos de alto risco.

Consulte aqui a lista completa, medida por medida:

Escolas reabrem

  • As escolas vão reabrir esta segunda-feira. Os alunos deixam de estar obrigados a isolamento quando houver um caso positivo na mesma turma e, nas próximas semanas, todos os professores, auxiliares e assistentes operacionais terão que fazer testes.

Levantada imposição de testagem em algumas situações

  • Os cidadãos que tenham recebido a dose de reforço de uma vacina contra a covid-19 há mais de 14 dias deixam de ser obrigados a apresentar testes negativos para o SARS-CoV-2;
  • No que chamou “incentivo” para as pessoas irem novamente vacinar-se, António Costa indicou que quem não tem dose de reforço continuará a ter de apresentar teste negativo para visitas a lares de idosos ou doentes internados nos hospitais;
  • Os vacinados com dose de reforço deixam também de ser obrigados a testar-se para terem acesso aos grandes eventos, eventos sem lugares marcados ou em recintos improvisados e a recintos desportivos.

O certificado digital (que inclui ou teste de antigénio ou PCR negativo realizados nas 48 ou 72 horas anteriores, respetivamente, ou o esquema de vacinação completo) passa a ser obrigatório para acesso a

  • Restaurantes;
  • Estabelecimentos turísticos e alojamento local;
  • Espetáculos culturais;
  • Eventos com lugares marcados;
  • Ginásios.

A apresentação de resultado negativo de teste covid-19 passa a ser obrigatória para acesso a:

  • Visitas a lares;
  • Visitas a pacientes internados em estabelecimentos de saúde;
  • Grandes eventos e eventos sem lugares marcados ou em recintos improvisados
  • Recintos desportivos (salvo decisão da Direção-Geral da Saúde).

Lotação de espaços

  • Mantêm-se os limites relativos à ocupação dos estabelecimentos comerciais – ocupação máxima indicativa de uma pessoa por cada cinco metros quadrados de área).

Bares e discotecas reabrem, mas álcool na rua continua proibido

  • As discotecas e bares no território continental, que tinham sido obrigadas a fechar a partir de 25 de dezembro, podem reabrir no dia 14, mas quem entrar vai continuar a ter de apresentar um teste negativo;
  • O Governo continua a proibir o consumo de bebidas alcoólicas na via pública.

Teletrabalho passa de obrigatório a recomendado a partir de 14 de janeiro

  • O teletrabalho vai continuar obrigatório até 14 de janeiro, sendo recomendado a partir dessa data, no âmbito das medidas de combate à pandemia de covid-19.

Mantém-se controlo nos aeroportos até 9 de fevereiro

  • Os passageiros que aterrem nos aeroportos portugueses terão de continuar a apresentar um teste negativo para o SARS-CoV-2 e serão mantidas as sanções para passageiros e companhias aéreas que contrariem esta obrigatoriedade.
  • Desde 1 de dezembro de 2021, todos os passageiros que cheguem a Portugal por via área são obrigados a apresentar teste negativo ou certificado de recuperação no desembarque.
  • Os passageiros de voos domésticos, menores de 12 anos ou tripulações estão isentos de ter que apresentar estes testes.

Recorde-se que, devido às novas normas da DGS, existem ainda mudanças nos isolamentos:

  • O isolamento passa a ser aplicado apenas aos casos positivos e seus coabitantes (pessoas com quem partilha a habitação). O isolamento é de 7 dias (norma aqui);
  • Pessoas com dose de reforço há mais 14 dias ficam isentas de isolamento;
  • Deixa de ser preciso telefonar para a linha SNS24 para obter uma declaração provisória de isolamento profilático. Passa a ser possível emitir automaticamente uma declaração provisória de isolamento para os casos de pessoas infetadas com o vírus SARS-CoV-2 sem sintomas ou com doença ligeira, quer para contactos de alto risco.

Portugal continental continua em situação de calamidade devido à pandemia de covid-19.