
Hóquei em patins: Riba d´Ave/Sifamir recebe Sporting e FAC a Juventude Salesiana


O terreno do Parque Lúdico e Radical, com 58 mil metros quadrados, já foi cedido à União de Freguesias de Famalicão e Calendário. Localizado na zona sul da cidade (zona de Barrimau/Ribaínho), terá várias valências que vão de uma zona de merendas, um parque verde, uma área infantil e um minicampo de golfe.
O presidente da Câmara, Mário Passos, salienta que o futuro equipamento terá uma ligação ao Parque da Devesa através de um corredor verde ao longo do rio Pelhe, com passagem pelas hortas urbanas (na Avenida dos Descobrimentos).
Caberá à Junta de Freguesia de Famalicão/Calendário a implementação do projeto. A presidente da União de Freguesias, Estela Veloso, sublinha que este é um projeto para concluir em quatro anos, e que será feito de forma faseada.
A autarca revela que o projeto é da responsabilidade da Junta, mas espera apoio técnico e financeiro do município de Famalicão. Vai servir toda a comunidade famalicense, «dos mais pequenos aos idosos», destaca Estela Veloso.
A presidente de Junta lembra que o futuro Parque Lúdico e Radical terá valências diferentes do atual Parque da Devesa, com ligação entre os dois através de um corredor ao longo do rio, como referiu o presidente da Câmara.
Este futuro Parque de Barrimau/Ribaínho permitirá, também, revitalizar, em termos comerciais e imobiliários, esta zona de Calendário que é servida também pelo apeadeiro de Barrimau.
Estela Veloso destaca a importância deste projeto para a comunidade, a que soma outros que considera igualmente importantes como o auditório, a Praça dos Combatentes e a nova rua de acesso ao cemitério, com a construção da Mercadona.
Em declarações à Lusa, o secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, escusou-se a analisar os impactos da decisão do Governo em antecipar numa semana o encerramento das creches e ATL para tentar controlar a pandemia de covid-19, defendendo que essa avaliação cabe aos especialistas.
“Não sabemos se este encerrar de uma semana será suficiente”, disse Mário Nogueira, admitindo que é preciso “tudo fazer” para que as escolas não voltem a fechar portas, tendo em conta os “conhecidos prejuízos do ensino remoto” que se sentiram nos dois últimos anos letivos.
A Fenprof voltou hoje a defender que os professores e o pessoal não docente “devem voltar a ser considerados grupos prioritários no processo de vacinação” da dose de reforço contra a covid-19. E esse é um processo que deve acontecer durante esta época do Natal.
“Os professores deveriam ser chamados agora a ser vacinados com a dose de reforço até à abertura” das escolas, a 10 de janeiro, defendeu, acrescentando que durante as férias de Natal os docentes e pessoal não docente podem ser vacinados “em qualquer dia, não precisa de ser ao sábado nem ao domingo”.
Mário Nogueira lembrou que nas escolas trabalha um “corpo docente envelhecido, vacinado há mais de cinco meses, que é o tempo útil que se está a dar à vacina” e por isso está na altura de serem novamente vacinados contra a covid-19.
O professor considerou também “indispensável” a testagem regular e periódica nas escolas e não apenas quando surgem novos casos: “Independentemente da análise sobre se as escolas devem ou não abrir, tudo deve ser feito para que abram no dia em que se prevê”.
O secretário-geral da Fenprof acredita que “protegendo os adultos provavelmente também será possível proteger as escolas e mantê-las abertas”.
Mário Nogueira recordou ainda a decisão da Fenprof de avançar com uma ação judicial contra o Ministério da Educação para ter acesso aos dados que mostram o impacto da pandemia nas escolas.
“A Fenprof está a recorrer novamente aos tribunais para intimar o Ministério da Educação, que se recusa a fornecer dados”, disse, acrescentando que “se calhar este ano a situação ainda está pior” do que no passado ano letivo.
Quais as escolas e jardins-de-infância onde já foram identificados casos de covid-19 este ano letivo, quantas turmas ficaram em isolamento entre os dias 16 e 30 de novembro e quantos docentes, alunos e trabalhadores não docentes tiveram de ficar em isolamento ou quarentena são algumas das perguntas feitas a 02 de dezembro ao ministério e que continuam sem resposta.
A Federação Nacional dos Professores recordou que passaram os 10 dias úteis previstos na lei para o envio das informações pretendidas, “sem que houvesse resposta do ministro” e por isso decidiu “recorrer à via judicial para as obter”.
Na terça-feira o primeiro-ministro anunciou a decisão de antecipar para dia 25 de dezembro o encerramento de creches e ateliês de tempos livres (ATL), que estava previsto para a “semana de contenção” que irá decorrer entre 3 e 9 de janeiro, altura em que os alunos de todos níveis de ensino estarão em casa. As aulas começam apenas a 10 de janeiro, como forma de tentar conter o aumento de casos de covid-19.
Nos dois próximos fins de semana (de 23 a 26 e de 30 a 2 de janeiro), o Centro de Vacinação de Famalicão estará encerrado e não serão administradas vacinas a ninguém. O médico responsável, Nuno Silva, informa também que até 23 de janeiro os fins de semana estão reservados para as crianças.
De segunda a sexta-feira estão administrar vacinas a maiores de 50 anos e em casa aberta acima dos 65 anos de idade. Mas o médico apela a que as pessoas agendem a sua vacina e não usem o sistema de casa aberta como recurso, porque podem não ter vaga. Isto porque primeiro são vacinadas as pessoas que estão agendadas.
Caso as pessoas tenham dificuldade em fazer o autoagendamento, o médico Nuno Silva solicita que peçam ajuda nos centros de saúde.
No Parque de Lazer Calça Ferros, em Pedome, o coletor do Sistema Integrado de Despoluição do Ave do Ave (SIVDA), que deveria conduzir as águas residuais em direção à ETAR de Serzedelo, descarrega repetidamente e sem tratamento, no rio Ave. Este problema ambiental levou o deputado do PSD, Jorge Paulo Oliveira, a pedir esclarecimentos ao Ministro do Ambiente, em outubro passado.
A resposta chegou agora, com o gabinete do Ministro do Ambiente e da Ação Climática a garantir que as infraestruturas de drenagem possuem «a capacidade adequada para os objetivos para que foram construídas», mas reconhece que quando chove muito o caudal descarregado de águas pluviais «é significativamente superior à capacidade de escoamento dos coletores que entram em sobrecarga hidráulica, resultando no extravasamento em algumas caixas de visita».
A solução para este problema, avança o Ministério do Ambiente, passa, essencialmente, «pela minimização das referidas afluências de águas pluviais às redes de saneamento, no âmbito dos sistemas municipais em “baixa”», comprometendo-se, através da Agência Portuguesa do Ambiente, em colaboração com o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional Republicana, a reforçar as ações de fiscalização e a continuar a acompanhar a evolução da situação, intervindo sempre que tal se verifique necessário.
É esta a posição do Ministro do Ambiente ao pedido de esclarecimentos do deputado famalicense à Assembleia da República, sobre este problema que persiste apesar dos constantes alertas e protestos da Junta de Freguesia de Pedome e das populações e que «atenta contra o ambiente, qualidade de vida e contra os elevados investimentos realizados pela autarquia para oferecer à população um espaço de encontro e de fruição do rio». Jorge Paulo Oliveira pediu, em concreto, ao Ministro João Matos Fernandes que se pronunciasse sobre a insuficiência no dimensionamento do coletor e a quem competiria a resolução do problema, se à TRATAVE, entidade gestora do Sistema Integrado de Despoluição do Vale do Ave (SIDVA), ou se à entidade concedente Águas do Norte, SA.

