O Dia Mundial do Professor assinala-se a 5 de outubro mas, em virtude de ser feriado, é celebrado hoje por todo o país. A delegação de Famalicão do Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN) marca este dia, de forma simbólica, na sede do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco e na EB 2,3 de Ribeirão.
Artur Silva, presidente da delegação de Famalicão do SPZN, diz que esta data é mais uma oportunidade para chamar a atenção para a importância que os professores têm na qualificação da sociedade e também para realçar alguns dos problemas que esta classe docente enfrenta. Artur Silva fala do envelhecimento dos professores, alertando para a falta, a breve prazo, de professores com qualificação própria. Sublinha também a «falta de investimento na formação inicial dos professores» e em desigualdades na avaliação de desempenho. «Não é uma carreira dignificada porque o poder político não tem feito nada», afirma o responsável do SPZN. «A sociedade civil deve mobilizar-se no sentido de chamar a atenção para estes aspetos», acrescenta.
Na Escola Camilo Castelo Branco, Nuno Costa, subdiretor do Agrupamento, considera importante assinalar a data por ser uma forma de lembrar que «os professores têm feito um trabalho extraordinário nas escolas em prol dos nossos alunos». Este membro da direção do Agrupamento recorda que os professores, pese embora com uma média de idades já elevada, souberam adaptar-se aos novos desafios tecnológicos que a pandemia trouxe e «não deixaram os alunos sem aulas». Apesar de notar «alguma desmotivação», Nuno Costa garante que os professores continuam a «lutar contra tudo e contra todos».









